Resenha - Allegro - Allegro
Por Márcio Carreiro
Postado em 30 de dezembro de 2001
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Primeiro álbum é sempre marcante. Geralmente é um dos melhores de toda boa banda. Quase sempre, no caso de bandas novas, esse primeiro trabalho vem carregado de intensa energia combinada com uma inevitável inocência que, quando recebidas de peito aberto, trazem um sentimento único. Foi o caso do Iron Maiden, do Queensryche, do Helloween, do Viper... é o caso do Allegro. Esse álbum traz uma coisa de adolescente, de primeira vez, de primeiro álbum. E uma sensação de deja vù agradabilíssima.

Para começar, merece destaque o trabalho gráfico, design de Flávio Albino, que valoriza o CD e já dá idéia do que está por vir. Disco na bandeja e Ilton Nogueira (vocais), Lula Washington (guitarra e vocais de apoio), Will Villante (guitarra e vocais de apoio), Bruno Sá (teclados e vocais de apoio), Alex Moreno (baixo e vocais de apoio) e Marcus Souza (bateria e vocais de apoio) despejam todas suas influências metálicas durante quase 45 minutos de música.
A primeira é uma leve introdução, "Thy Valse Wicked", daquelas já consagradas por Helloween e Angra e características do que hoje resolveram (não sei quem e com que autoridade) rotular de metal melódico (@#@#%#&%^*!!), que serve de preparativo para o petardo "Enigma", (música) ao mesmo tempo rápida e pegajosa (no bom sentido), com um refrão muito bem estruturado aliado a melodias vocais daquelas que nos fazem ter vontade de sair por aí pulando e cantando. "Stormy Nights" é a terceira e lembra, de cara, os antigos trabalhos do Viper (a voz de Ilton se parece com a de André Mattos - o daquele Viper) e vem com mais um ótimo refrão (aliás, não faltam bons refrões ao disco), apesar de os vocais de apoio aparecerem um pouco demais. "Fragile Life", a próxima, traz à tona uma temática mais atual e mistura intrincadas estruturas musicais com andamentos tradicionais e é seguida de "Third Millenium" que combina tudo isso com linhas vocais no mesmo nível das primeiras músicas do álbum. "Sweet as Wine, Holy as Blood" (que não nega a influência direta de Angra) é uma das melhores músicas do álbum e pode se transformar em breve num clássico da banda.
É chegada, então, a hora de relaxar... "Peace of Mind"... voz, violão, flauta (paticipação especial de Joanna Medeiros em belíssimo solo) e discreta percussão. Só para se ter uma referência, lembra, ao menos no estilo, "Rainbow Eyes", do Rainbow (óbvio ?). Volta o peso e entra "Self Destruction", que segue no nível das outras e aí... outro petardo: "As One We'll Survive" é porrada pura, vocais e andamento (baixo principalmente) que remetem aos bons e velhos Helloween e Viper (de novo !!). Vêm então os teclados (sós) de Bruno Sá e começam a dar a impressão de início do fim na belíssima composição "Lacrima Christi", que puxa a última música do álbum, "The Betrayer Song".
Enfim, é um ótimo álbum onde cabem pouquíssimas ressalvas: as letras versam sobre temas variados, as guitarras são muito bem trabalhadas, os vocais são ótimos e apenas pecam um pouco pelo exagero nos agudos e às vezes nos backings; o baixo é seguro e os arranjos de bateria são bem variados (apesar de as viradas soarem repetitivas conforme a audição vai se estendendo). É uma banda que pode dar muito o que falar se não cair no conto do "metal melódico" e ficar se repetindo, e repetindo, e repetindo... como os Stratovarius da vida.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
Os cinco melhores álbuns de Power Metal depois de 2000
Tony Iommi trabalha com "grande cantor sueco" em álbum solo
A banda que Robert Plant disse ter desperdiçado o próprio potencial
O melhor guitarrista base de todos os tempos, segundo Keith Richards
Os 5 discos de rock que Regis Tadeu coloca no topo; "não tem uma música ruim"
O solo de guitarra "colossal" que Brian May disse estar fora da sua alçada; "Nem em mil anos"
A música do Motörhead que marcou a vida de Marko Hietala, ex-baixista do Nightwish
Nervosismo, exaustão e acidente marcaram primeiro show oficial de Nick Menza com o Megadeth
Fãs de Angra piram: Rafael Bittencourt confirma que Edu Falaschi vai ao Amplifica em 2026
O categórico argumento de Regis Tadeu para explicar por que Jimi Hendrix não é gênio
Stranger Things trouxe outro clássico do metal em tributo a Eddie Munson
A única banda de rock brasileira dos anos 80 que Raul Seixas gostava
O maior cantor de todos os tempos para Steven Tyler; "Eles já tinham o melhor"
Garotos Podres - A banda punk que brigou feio porque um era de esquerda e outro de direita
Paulo Ricardo viu Freddie Mercury puto da vida e depois conheceu o Erasmo Carlos
A canção da era Bon Scott que Brian Johnson adora cantar e que o AC/DC só tocou três vezes
David Gilmour: cinco guitarristas que ele copiou para criar seu estilo de tocar

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



