Matérias Mais Lidas

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim

imagemSystem of a Down: por que Serj Tankian não joga mais nenhum vídeo game?

imagemO clássico dos Rolling Stones que levou mais de 30 anos para ser tocado ao vivo

imagemA simpatia de James Hetfield ao conversar com pais de bebê que nasceu durante show

imagemKiko Loureiro defende surgimento de banda que seria "Greta Van Fleet do Iron Maiden"

imagemRitchie Blackmore revela como o impactou a chegada de Jimi Hendrix na Inglaterra

imagemOzzy Osbourne dá sua opinião sobre o streaming e dispara contra Spotify; "É uma piada"

imagemOzzy Osbourne diz que está bem aos 73 anos, mas sabe que sua hora vai chegar

imagemOzzy Osbourne é visto caminhando com dificuldade ao sair de estúdio

imagemLuciano Hang processa vocal do Fresno e quer indenização de R$ 100 mil por danos morais

imagemA visão de Arnaldo Antunes sobre sua timidez no período da adolescência

imagemLars Ulrich diz que shows do Metallica na América do Sul foram incríveis

imagemFreddie Mercury revelou em 1985 como foi conciliar carreira solo e o Queen

imagemConfira as músicas que o Iron Maiden está ensaiando para turnê que passa pelo Brasil

imagemMetallica faz doação para complexo de saúde e educação em Curitiba


Stamp

Resenha - Psicoacústica - Ira!

Por Alisson dos Santos Cappellari
Em 15/06/03

Em 1988, o cenário musical brasileiro vivia o auge da ressaca provocada pela explosão do dito Rock Nacional e pela euforia consumista decorrente do Plano Cruzado. A crise econômica parecia ter atingido também a criatividade do meio musical nacional em que os artistas, salvo raríssimas exceções, não conseguiam reproduzir os sucessos de anos passados.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Uma das bandas a perceber essa transformação foi o Ira!. Vindo de dois discos de indiscutível qualidade, aclamados pelo público e de uma vivência tumultuada com a crítica, o grupo apresentou um novo trabalho que surpreendeu a todos pela proposta inovadora que representava.

Psicoacústica tocou na ferida da cultura musical da época. Em sua concepção, apesar da curta duração – oito faixas e pouco mais de meia hora de som -, foi um disco muito bem produzido. Poucas vezes no rock nacional se viu tamanho entrosamento entre os integrantes de uma banda. A guitarra de Scandurra nunca esteve tão afiada. Jung não lembrava aquele que um dia fora renegado pelos Titãs sob a alegação de falta de pegada. Nasi e Gaspa, além de impecáveis em suas atribuições, traziam significativas mudanças nas técnicas de gravação. A produção escalada para o disco também se destacava, uma vez que as relações com Liminha estavam abaladas após a gravação de Mudança de Comportamento.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

A obra ficou marcada na história, no entanto, pela complexa conjunção melodia-letra, aliada ao forte teor crítico das canções proposto pelo grupo. Rubro Zorro, a faixa inicial é um grande exemplo. Baseada na história do Bandido da Luz Vermelha, famoso psicopata paulistano da década de 60, a música é de grande intensidade, recheada de efeitos sonoros retirados do filme-biografia do homenageado, além da impecável declamação de Nasi ao fundo, como se fosse um mantra a retratar a consciência do criminoso. Outro destaque é a faixa Receita Para Se Fazer Um Herói. De letra simples e irônica, é uma verdadeira receita para se transformar "um homem feito de nada como nós" em um mito. Uma mordaz crítica sócio-religiosa. Não foi por acaso a escolhida do grupo para ser reproduzida no disco "ao vivo MTV". Críticas à Imprensa (Poder Sorriso e Fama), de cunho social (Pegue Esta Arma e Advogado do Diabo) e ao showbizz nacional da época (Manhãs de Domingo) também se fizeram presentes.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Contudo, a mais emblemática do álbum, e uma das mais incompreendidas da história da música nacional é Farto do Rock’n Roll. Verdadeira canção-desabafo, dona de uma letra direta, construída sobre um riff de Scandurra, retratando de forma nua e crua a saturação da fórmula roqueira nacional dos anos 80. Falando da busca de novas fontes de inspiração do grupo, a música apresentava um solo de scratch de Nasi – um dos primeiros da música brasileira – e o refrão grafado em letras maiúsculas no encarte do álbum (Fim de semana sim / Fim de semana não / Às vezes tudo bem / Às vezes sem razão / Já estou farto do Rock’n Roll). Uma verdadeira profecia sobre o cenário do showbizz nacional.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Talvez pelo cunho contestatório, a resposta dada ao álbum não foi a esperada. A crítica não compreendeu a proposta sugerida e o público não assimilou os novos rumos tomados pelo grupo. A história, no entanto, veio a apagar em parte o equívoco anteriormente cometido. Atualmente, Psicoacústica figura merecida e obrigatoriamente em qualquer lista das maiores obras do Rock nacional.


Outras resenhas de Psicoacústica - Ira!

Resenha - Psicoacústica - Ira!

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Johnny Boy grava Raul Seixas em single com Nasi e Scandurra

Ira!: primórdios da banda serão lançadas em vinil e num box-set


Ira! - Para entender os mods