Resenha - Ichor - Black League
Por Pedro
Postado em 03 de abril de 2001
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de 5 anos como baixista e vocalista do Sentenced, Taneli Jarva deixou a banda sem previsões de volta ao mundo da música. Ainda bem que, apesar deste álbum ter demorado para sair, a reclusão não foi para sempre. Aliado ao velho conhecido Sir K Luttinen (baterista do Impaled Nazarene na mesma época em que fez parte da banda), Taneli comçou a compor e ensaiar músicas para o seu novo projeto. No fim de 1998 eles já haviam recrutado os outros membros e The Black League passou a ser uma banda.

Lançado em 2000, o debut Ichor é uma grande salada de peso. É realmente muito complicado rotular esse trabalho: doom? Nenhum estilo chega realmente a definir bem o som da banda, que tem influências de doom, metal tradicional, stoner rock e dark wave.
Depois da intro, "Doomwatcher", vem a primeira faixa: "One Colour:Black". Peso nas guitarras, vocais resgadaços que beiram a barreira do death metal e solos com uma pegada rock n'roll. Soa estranho? Só para quem está lendo, pois a mistura feita pelo The Black League se encaixa direitinho, dando origem a músicas bastante originais.
"Deep Waters" é uma música mais lenta, que adiciona ao pote a pegada stoner e passagens melancólicas, bem doom. "Goin' To Hell" é um dos destaques do disco, que deixa bem evidente essa fusão de anos 70 com doom metal, dando um resultado poderoso. Assim como é poderosa "Avalon", com um peso surpreendente.
"We Die Alone" remete ao Paradise Lost dos bons tempos enquanto a bela e quase instrumental "The Everlasting - Part II" mistura a melancolia das "baladas" doom com um incrível solo de guitarra meio jazzy.
O poema "Ozymandias" escrito por P.B.Shelley aqui é musicado por Jarva, com uma sonoridade totalmente oriental. "Blood Of The Gods" traz de volta o peso ao álbum, com uma grande mistura de sons e estilos.
Tem ainda "Bunker King", a bonita canção de amor "Winter Winds Sing" (leia a letra!), a agitada "Ecce Homo!" e por último, mas não menos maravilhosa, a longa "Night On Earth". Dar nota para Ichor é difícil. Como 10 é uma nota que destino apenas aos grandes clássicos, fica com 9. Quem sabe com o tempo ela não aumenta ?
Ainda merece nota a produção do encarte, belíssimo, impresso em papel cartão.
The Black League é:
Taneli Jarva - Vocal
Sir Luttinen - Bateria
Maike Valanne - Guitarra
Alexi Ranta - Guitarra
Florida - Baixo
Material cedido por:
Nuclear Blast
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Bruce Dickinson grava novo álbum solo em estúdio de Dave Grohl
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
Os três personagens de uma canção de Dio: "um rapaz jovem gay, uma garota abusada e eu"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Playlist - Os melhores covers gravados por 11 grandes bandas do thrash metal
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
O guitarrista americano que sozinho ofuscou todos os britânicos, segundo Carlos Santana
A banda clássica dos anos 60 que Mick Jagger disse que odiava ouvir: "o som me irrita"
Dez álbuns de Heavy Metal que criaram subgêneros quando foram lançados
O sincero recado de Bruno Sutter para bandas novas que pedem para ele tocar na rádio
A capa de disco do Aerosmith que gerou protestos e teve que ser trocada

O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



