Resenha - Staining the White Veils of Christiannity - Pactum
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 22 de fevereiro de 2005
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Na ativa desde 1995, a banda Pactum, proveniente de Osasco (SP) está chegando ao lançamento do seu segundo CD. A banda de black metal que soltou nos anos de 1996 e 1999 duas demos e em 2001 o seu 'debut', em 2004 via Somber Music lançou este novo álbum, com o "pequeno" título de "Staining the White Veils of Christiannity With the Blood of Decapitated Lamb". Ao todo são sete faixas, em pouco menos de 40 minutos.

A banda formada por Count Abigor (vocal), Azrael (guitarra), Daemon E.D. Inversus (baixo) e Malphas (bateria) executa um black metal muitíssimo extremo, sem a presença de teclado e/ou partes sinfônicas. A banda praticamente executa um death metal brutal, se não fosse pelo encarte e pelas letras da banda, e também pelo uso de 'corpse paint', seria mais justo rotularmos o Pactum como death metal... Mas como a banda faz jus ao rótulo de black metal, é isto mesmo que encontramos aqui neste álbum. De cara, já me senti surpreendido pela produção gráfica que a Somber Music realizou ao lado do grupo: um encarte muito bonito, em um papel diferenciado, além de uma embalagem 'slip', trazendo inclusive uma segunda capa para o disco. Já ao colocarmos o "Staining the White Veils..." para rodar, notamos uma banda bem entrosada, trabalhando com um instrumental bem técnico e repleto de variações e até algumas influências proveniente do heavy tradicional. Musicalmente falando, o vocalista Count Abigor possui uma voz digna para o estilo, Azrael preferiu um timbre mais limpo para a sua guitarra (que ao meu ver não caiu muito bem), e pela produção um pouco abafada, pouco percebemos o baixo de Daemon E.D. Inversus, e por conseqüência, a bateria de Malphas fica escondida na maioria do seu tempo. Todos os quatro membros da Pactum são grandes músicos, sem sombra de dúvidas, mas faltou um pouco para termos aqui uma produção exemplar para tamanho potencial deste quarteto.
"Into the Wandering Flames of Our Damned Empire" é uma longa composição, cheia de mudanças de ritmo (especialmente nos riffs), abre o disco e já merece destaque. "Baptized in Throne of Blasphemy" é aquela composição que as bandas do estilo fazem: climas soturnos, algumas passagens arrastadas e um vocal totalmente "vomitado". Muito ódio e muitas qualidades são visíveis aqui nesta faixa. Um pouco parecida com a faixa que abre o disco está "Satanae Honores Flammis Adolere Infernus", porém sem tantas variações de estilo assim, apenas com leves mudanças na velocidade de sua execução. Para mim, está aqui a melhor música deste CD. Fechando o disco com classe, "The Kingdom of Evil Declares Endless War", na linha extrema absoluta.
Um CD interessante, porém um maior cuidado com a produção foi o que acabou faltando aqui. O Pactum está por aí, sempre esteve, aliás, excursionando pelo Brasil e provando o porquê de tanta repercussão do seu nome aqui no nosso underground. Ainda teremos mais notícias sobre eles, isso sim.
Line-up:
Count Abigor (vocal);
Azrael (guitarra);
Daemon E.D. Inversus (baixo);
Malphas (bateria).
Track-list:
01. Into the Wandering Flames of Our Damned Empire
02. Invocation of Sinister Gods of Darkness
03. Baptized in Throne of Blasphemy
04. Burning the Heaven's Throne
05. Satanae Honores Flammis Adolere Infernus
06. Abyssus... Supremus Regnum Infernalis
07. The Kingdom of Evil Declares Endless War
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Baixista se manifesta pela primeira vez sobre retorno do Faith No More
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Edguy anuncia primeiro show em uma década e despedida
A banda punk que Bono considera a melhor de todos os tempos
Para Bruce Dickinson, um vocalista que não consegue mais cantar deixa de ser lendário
A opinião de Mark "Barney" Greenway, do Napalm Death, sobre Lemmy e o Motörhead
As 10 melhores músicas que Adrian Smith escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
O solo que Slash compara a fazer sexo e nunca se cansa de tocar
A condição que fez Edu Ardanuy não aceitar voltar ao Dr. Sin
O músico que Freddie Mercury considerava o maior de todos os tempos
A banda que explodiu nos anos 90 e fez Robert Plant pensar em desistir
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Ringo Starr, dos Beatles, revela as últimas palavras que ouviu de George Harrison
O álbum do Led Zeppelin que Robert Plant despreza: "Não tive nada a ver com aquilo"
A paródia de letra do Capital Inicial que Biquini Cavadão criou para declarar sua inveja


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



