Resenha - Rising Moanga - Glory Opera

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Por Rafael Carnovale
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Há alguns meses resenhei o show de abertura do Glory Opera para o Nightwish aqui no Rio de Janeiro. Achei o show mediano, com excesso de virtuosismo e solos individuais. Recebi várias críticas, normal, cada um expressa sua opinião, mas fiquei com a pulga atrás da orelha: será que os caras são tão bons assim? Numa questão de justiça, e para ver se eu tivera apenas uma má impressão, resolvi resenhar o cd da banda, lançado há alguns dias no Rio de Janeiro.

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Queimei a língua. "Rising Moanga" é de longe um belíssimo cd. Com uma arte gráfica muito bem trabalhada e um contexto que une heavy metal, prog metal e rítmos brasileiros, e uma parte conceitual, falando sobre a índia "Iara". De cara vemos uma intro muito bem bolada, chamada "Boto", curta e eficiente, que nos prepara para a pancadaria de "Endless Sin", uma faixa que mescla heavy tradicional com prog metal (ouça alguns ecos de RUSH no meio da faixa!) com extrema habilidade. Baterias e baixo dão a abertura da faixa "One Step Behind", dividida em duas partes, uma mais cadenciada e outra mais acústica, aonde o vocal de Humberto Sobrinho se destaca: além de exímio e competente nos tons agudos, demonstra domínio em tons mais baixos.

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O grande problema é que todas as faixas seguem uma mesma tônica: um começo tipicamente heavy, com diversas mudanças de andamento, como na faixa "Half of Darkness", aonde flautas e percussão se misturam ao heavy metal, lembrando a fase "Holy Land" do Angra. Ou momentos mais calmos se misturam a pancadaria tipicamente thrash, como na pulsante "Holy Prophecies". Apesar de muito parecidas, as faixas demonstram altíssimo nível.

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O grande destaque do cd vai para a parte conceitual, intitulada "Rising Moanga", aonde os ritmos brasileiros se fundem ao heavy metal tradicional com belos resultados. As faixas "Sacred Ground" e "Forest of Dreams" (belíssimos coros indígenas com uma levada super cadenciada), junto com a linda balada "Iara" e a pesadíssima "House of Flutes" garantem o ápice do cd, de longe um show de habilidade.

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A grande questão é: as faixas são muito boas, a banda é excelente, a produção de primeira, mas num show de 1 hora e 30 minutos, toda essa produção pode soar um tanto maçante, pois é muito virtuosismo para um show só. Uma ou duas faixas mais diretas, e esse cd levaria um 10 com certeza.

O Glory Opera estréia em altíssimo nível no seleto clube das bandas top do heavy nacional. Alguns shows e um investimento em sons mais pesados, e essa banda estoura de vez. Confira sem medo.

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Line Up:
Humberto Sobrinho – Vocal
Jean Rothen – Guitarras
Stanley Vagner – Guitarras
Paulo Rangel – Teclados
Emerson Dácio – Baixo
Hellmut Quacken – Bateria

Lançado no Brasil pela Megahard Records.

Site Oficial: www.gloryopera.mus.br

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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