Resenha - Metropolis 2 - Scenes From A Memory - Dream Theater
Por Marcelo Martins
Postado em 06 de novembro de 1999
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A STORY TO BE TOLD
Review for Dream Theater's Metropolis 2 - Scenes from a memory
Part 1 - Overture
Depois de um disco extremamente divisor de opiniões, Falling To Infinity, Dream Theater retoma o posto de "rei" do Metal Progressivo. Voltaram a usar o logotipo original (e não aquela porcaria de fonte do Falling...) e o mais importante: voltaram a tocar um Metal BEM progressivo. O disco inteiro é uma música, Metropolis 2, dividida em 12 partes. Todas as letras estão conectadas e formam uma história bastante interessante, mesmo que seja um pouco trivial.
Part 2 Through Our Ears
Metropolis 2 é progressivo ao extremo. As músicas são uma mistura do peso do Awake com a complexidade do Images and Words. Você pode notar várias partes da música "Metropolis" original no decorrer do disco. Isso é extremamente interessante, porque você acaba prestando atenção em cada mínimo detalhe das faixas e descobre muitos sons "escondidos" nas músicas. Destaque para a instrumental "Dance of Eternity". Um primor metálico. Um absurdo de boa.
Dream Theater - Mais Novidades
Part 2.2 Faces Of Inhuman Complexity
John Petrucci usa e abusa das escalas cromáticas e da sua palhetada alternada extremamente veloz. Sabe aquele solo de Metropolis 1? Deve ter pelo menos uns 3 parecidos com aquele neste disco. Mas não só de velocidade vive o mestre. Petrucci também usa sua Ibanez de sete cordas, tornando o som do Dream Theater muito mais pesado do que em qualquer outro disco da banda. John Myung é um mago do baixo. Você achava aquele solo de baixo de Metropolis 1 rápido? Bem, em Dance Of Eternity mais precisamente em 3 minutos de música, Myung solta uma "coisa" que custei em acreditar que fosse realmente um solo de baixo. Mike Portnoy é o melhor baterista do mundo. O cara tem uma precisão cirúrgica, uma noção de tempo fantástica (a criatura é um relógio humano) que deixa o som do Dream Theater mais quebrado do que nunca. Ouça Fatal Tragedy e perceba como uma base simples, quase Hardcore pode-se tornar um clássico da banda. A voz de James LaBrie está bem evidente neste disco. É impossível não se impressionar com a beleza das melodias de vocal deste disco. Jordan Rudess enriquece e muito o Dream Theater. Note como ele tem espaço pra solar, talvez tenha mais solos de teclado do que de guitarra neste disco! Ele também utiliza aquelas escalas "exóticas" que deixam o som do Dream Theater ainda mais complexo.

Part 3 - From next to text
O disco todo é uma história. Não é bem um disco conceitual. Um disco conceitual liga as letras por um denominador comum, o "conceito". Metropolis 2 é uma história em forma de música. É um disco-história. Cada componente escreveu uma parte da história, como uma ficção hipertextual. Mas quem escreveu a maior parte das letras foi John Petrucci, que também escreveu as letras de Metropolis 1.
Part 3.1 - Nichestoria
Nicholas é um homem na faixa de seus 30 anos de idade. Acordou um dia e "sabe deus porque", resolveu descobrir mais sobre a sua vida. Para isso, marcou uma consulta com um "hipnoterapeuta", um terapeuta que hipnotiza as pessoas para que elas conheçam mais sobre suas vidas passadas. O disco começa com a hipnose de Nicholas, quando ele começa a ter as primeiras visões de sua vida passada, que acontece em 1928. Em sua vida passada, Nicholas era Victoria, uma mulher de seus 20 e poucos anos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Part 3.2 - The Miracle and The Sleeper
Victoria era namorada de Edward (the miracle) que é completamente apaixonado por Victoria. O que Ed não sabe é que Victoria tem um amante, Julian (The Sleeper) que é irmão de Edward. Quando o pobre Ed descobre a traição, arma um encontro entre Julian e Victoria, mata os dois e se manda. Ele deixa um bilhete perto dos corpos que nos faz entender (e também para enganar a polícia) que Julian matou Victoria e depois se matou. Isso é o principal da história, mas tem muitos outros detalhezinhos muito interessante no meio disso tudo. Como eu já disse, é uma história "dejà-vu" mas não deixa de ser intrigante. Saiba mais em www.dreamtheater.mit.edu

Part 4 - Ending Paroles
O disco é um primor. Vale cada centavo que você investir nele. O problema é que a banda se preocupou muito com o som e esqueceu a parte gráfica. A capa é muito bonita e traz um rosto com diversas cenas da história de Nicholas e Victoria. Mas o interior do encarte é um simples branco com o texto jogado. Nenhuma foto. Nada mais do que texto e branco. A contra capa do Cd tb é horrível: a foto da casa que eles gravaram o disco, que por sinal não tem nada a ver com a história do disco. (a não ser que digam que é a casa de Nicholas...). É uma pena. O disco tinha tudo pra ser uma perfeição absoluta, mas pecaram numa coisa que podia ser resolvida sem maiores problemas.

Agora eu me pergunto... Porque lançaram um disco tão irregular quanto o Falling to Infinity? Na minha opinião, este disco será o "patinho feio" da discografia do Dream Theater, assim como o Chameleon é o "patinho feioso" do Helloween. Tomara que o Dream Theater nunca mais faça uma besteira e continue fazendo o que sabe: metal progressivo da melhor qualidade.

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Pôster do Guns em Fortaleza gera reação da Arquidiocese com imagem de Jesus abraçando Axl
Dream Theater realiza show que será lançado como álbum ao vivo; confira setlist
Com Rodolfo Abrantes, Rodox anuncia retorno após 22 anos e reacende legado do hardcore nacional
A besteira cometida por Arjen Lucassen que fez projeto com Bruce Dickinson ser cancelado
Show que Doyle faria em São Paulo é cancelado; confira comunicado
Slash escolhe o maior álbum ao vivo de todos os tempos; "Eu amo esse disco"
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
Mortification fará quatro shows no Brasil em 2027; confira datas e locais
O maior cantor da história do rock progressivo, em lista de 11 vocalistas feita pela Loudwire
Dee Snider expõe seu desgosto para com bandas tributo
Baixista admite que saída do Korn se deu por recusa a tomar vacina
Sem prévio aviso, Korn lança nova música "Reward the Scars"
"Beyond the Dream", do Sepultura, é elogiada em resenha do Blabbermouth
Mike Portnoy comemora o Rush seguir em frente, na contramão de bandas como Slayer e Sepultura
Marcelo Nova refuta declarações de Humberto Gessinger e imagem comprova o que ele diz
Kiko Zambianchi fez um dos maiores sucessos do rock nacional inspirado em ida para a FEBEM
A razão pela qual sempre que o Metallica tenta tocar Slayer desiste no meio do caminho

Mike Portnoy comenta volta do Rush; "Precisamos que nossos heróis continuem tocando"
John Petrucci tinha "pacto" de estudos com John Myung; "Praticar pelo menos 6 horas por dia"
Steve Morse diz que nunca fez um show perfeito, e cita um guitarrista amigo que é capaz disso
Mike Portnoy passa mal e vomita durante show do Dream Theater
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

