Resenha - Scenes From A Memory - Dream Theater

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Por Luiz Simone
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Nota: 10

A expectativa foi grande, mas felizmente nossos desejos foram realizados e podemos ver o Dream Theater voltar a fazer aquele Prog-Metal que o consagrou como uma das maiores bandas do planeta.

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E a grande façanha foi eles terem gravado a tão esperada continuação de Metropolis Part I, um dos grandes clássicos dreamtheaterianos. Eis que chega à nossas mãos "Scenes from a Memory: Metropolis Part II", uma música só que ocupa todo o CD, com mais de 75 minutos de material inteiramente novo dividido em 12 faixas de tirar o fôlego.

E, nesse sentido, Jordan Rudess, o novo membro da banda, vindo a substituir, ou melhor, tomar o lugar, do "polêmico" Derek sherinian (digo polêmico porque os fãs se dividiam quanto ao seu trabalho. A verdade é que ele é um grande músico e muito acrescentou à sonoridade da banda, ainda que nunca tenha sido tâo bem sucedido, criativo e decisivo para para os destinos do grupo como o foi Kevin Moore), teve grande responsabilidade.

Temos o grande privilégio de ver Jordan Rudess, tecladista que gravou os dois incríveis Liquid Tension Experiments com Mike Portnoy, John Petrucci (ambos membros do Dream Theater) e Tony Levin (ex-King Crimsom), em grande performance neste novo álbum do Dream Theater. Seus timbres peculiares, seu toque refinado e sua virtuosidade enlouquecida fazem agora parte da banda. Vemos seu piano atravessar todo o CD, muitas vezes em duo com James LaBrie, seus solos únicos, por vezes dobrando a guitarra em trechos os mais descontroladamente velozes e bem construídos.

Podemos sentir um pouco do gostinho dos Liquid Tension Experiments, um dos melhores trabalhos instrumentais dos últimos tempos, notando que ele de fato ajudou bastante na composição desta master-piece que é Metropolis Part II. Rudess mostrou que sua entrada na banda só teve a acrescentar, como todos previam, e que, de fato, dentre os três tecladistas que se sucederam no Dream Theater, ele certamente é o que toca mais.

A banda vive agora um momento de reascensão muito forte e tem sua vertente progressiva mais aguçada do que nunca. Rudess tem tudo para ser o tecladista perfeito para essa atual fase, que torço para que perdure, mas ainda não tomou o posto do mestre Kevin Moore, que continua sendo o grande fazedor de climas e melodias, criador de músicas e letras incríveis e que marcou a produção do Dream Theater em caráter permanente. Tenho para mim que ele nunca devia ter deixado seu posto, que até hoje é seu por direito e ainda não foi realmente ocupado. Jordan Rudess pode e tende a chegar lá, só precisa de um pouco mais de tempo. :-)




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