Dream Theater: Duas décadas de uma obra que será eterna
Resenha - Metropolis Part 2: Scenes From A Memory - Dream Theater
Por Mateus Ribeiro
Postado em 16 de março de 2019
Nota: 10 ![]()
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Vinte anos atrás, em 1999, o DREAM THEATER lançava aquele que veio a se tornar um dos seus maiores clássicos: "Metropolis Part 2: Scenes From A Memory". Como o título sugere, o disco é a continuação de uma historia, que começou no longínquo ano de 1992, com a maravilhosa "Metropolis Part 1: The Miracle And The Sleeper".
A parte 2 de "Metropolis..." acabou se tornando um álbum conceitual, que gira em torno do personagem Nicholas, que através de uma regressão, desenrola uma historia que envolve traição, assassinato, vícios, em um enredo que daria um belo de um filme. Aliás, o disco rendeu um DVD, intitulado "Metropolis 2000: Scenes From New York", que além da execução do álbum na íntegra, conta com algumas encenações das músicas.
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Musicalmente falando, estamos diante de um disco criativo, versátil, que conta uma história envolvente e que prende muito a atenção de quem ouve (ponto positivo demais para um álbum conceitual). Da primeira até a última nota, a impressão que se tem é a de que os membros da banda se utilizaram não apenas da excepcional técnica que sempre caracterizou a banda, mas muita alma em todas as canções.
A abertura do disco já prende a atenção, através da regressão, seguida pela instrumental "Overture 1928", que abre caminho para "Stange Deja Vu", que se tornou uma das canções mais conhecidas da banda.
O restante do trabalho vai alternando momentos cadenciados e outros mais rápidos e intensos, como fantástico solo de "Fatal Tragedy". Também estão presentes as baladas, representadas por "Through Her Eyes", "One Last Time" e pela maravilhosa "The Spirit Carries On".
Um dos grandes destaques do disco fica por conta de "Home", marcante do início ao fim, repleta de mudanças de climas e com um final caótico. Ainda sobra tempo para a instrumental "The Dance Of Eternity", e para o grande final, a cargo de "Finally Free", que encerra o disco com chave de ouro.
Após a repercussão um tanto quanto polêmica de "Falling Into Infinity", o DREAM THEATER renasceu com "Metropolis Part 2...", seja pelas músicas do disco, seja pela historia. Tudo o que um fã da banda admira está presente no trabalho que completará duas décadas de vida em outubro: composições intrincadas, solos e riffs grandiosos, baixo e bateria fazendo papéis de protagonistas, e o teclado do estreante Jordan Rudess participando ativamente das músicas.
Se você conhece a banda, já deve estar cansado de ouvir o disco. Se não conhece, ouça o disco, leia sua historia, e viaje nessa obra magnífica, que quanto mais envelhece, se torna maior!
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