Resenha - Rebuilding - Proloud
Por Thiago Sarkis
Postado em 20 de outubro de 2002
Nota: 9 ![]()
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Em Junho de 1999, ao revisar o primeiro CD demo do Proloud, intitulado "Fickle", dentre tantos elogios, destaquei: "Uma ótima estréia e mais uma promissora banda italiana. Fiquem de olho (...)". Pois bem, o tempo passou e nada deles com material novo. Meu agouro caia no vazio. Chegamos a 2002, e finalmente eles ressurgem, com um álbum completo, respondendo e superando a todas as expectativas.

Num ano dourado para o metal progressivo com maravilhosos lançamentos como "Six Degrees Of Inner Turbulence" (Dream Theater), "Snow" (Spock’s Beard) e "Remedy Lane" (Pain Of Salvation), eles conseguem se destacar e chamar atenção mesmo perante os grandes nomes. Facilmente entram como fortíssimos candidatos ao posto de revelação mor deste período.
Pra dar início, há de se apontar o profissionalismo inacreditável do grupo. Os cartões que acompanham o disco, as ilustrações, o formato digipack e todos os mínimos detalhes foram apreciados de maneira assombrosa, dando a impressão de estarmos cara-a-cara a um conjunto consagrado, cheio da grana e acompanhado por milhares de fãs mundo afora.
As já boas demonstrações ficaram ainda melhores nesse som com influências límpidas, mas de resultado abrangente, único e original. Uma convergência perfeita de Shadow Gallery / Dream Theater e Rush, finalizando com passagens de nível técnico alto, oriundas do estranhamento causado, às vezes, por Spastic Ink e Frank Zappa, e caminhando até a melodia cativante e bela do jazz de Allan Holdsworth ou John McLaughlin.
É simplesmente inconcebível a existência de uma composição como "Leave It To Nature". Timbres magníficos em variações brilhantemente executadas. Por outro lado, contudo não obstante, é abissal o resultado de "Fickle", "To Be On Fire" e da instrumental "Gethsemane". Torna-se necessário tomar certo ar no meio de tanto dinamismo, velocidade e complexidade. Daí vêm duas belíssimas baladas, "Shooting Star" e "Rebuilding". Ambas bem estruturadas, com ótimo trabalho de cordas e dedilhados encantadores, em graus semelhantes ao de "The Trees" do Rush. Óbvio que sobram alguns chavões, porém pequenos e irrelevantes.
Vamos torcer para que alguma gravadora traga material deles para o Brasil. Caso contrário, sei que é uma facada na alma, todavia, assim que sua situação aliviar e se o dólar tiver aquela "quedinha", compre importado mesmo, pois vale o dinheiro empregado. Só pelo trabalho gráfico o retorno deles será menor que o investimento feito, mesmo que milhões de cópias sejam vendidas, o que infelizmente, por ora, não vai acontecer.
Site Oficial - http://welcome.to/proloud
Formação:
Giancarlo Mattei (Vocais)
Cristian Zezza (Guitarra)
Marco Donello (Teclados)
Michele Zanni (Baixo)
Emi Pierro (Bateria)
Material cedido por:
Sublime Label – http://www.sublimelabel.com
C.P. 5º
S. Vito Mo
Italy
Email: [email protected]
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