Resenha - Another Pleasant Evening - Anno Zero
Por Sílvio Costa
Postado em 23 de julho de 2004
Nota: 9 ![]()
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É realmente muito bom ouvir uma banda de tamanha qualidade, que se propõe a fazer um som tido como 'difícil' pelo mercado, apesar do crescimento do cenário doom/gothic nos últimos cinco ou seis anos. O Anno Zero surge como legítimo sucessor do maravilhoso Monasterium, que encerrou suas atividades há mais ou menos três anos. O quarteto piauiense tem tudo para se tornar uma das maiores referências no país em termos de gothic metal/darkwave e conquistar não apenas o público brasileiro como também a grande cena gótica européia, que está atravessando por momentos de saturação e precisa de novas idéias. O Anno Zero está repleto delas e generosamente as apresenta neste seu primeiro CD.

O Anno Zero é uma banda que mistura com perfeição os timbres de guitarras do Paradise Lost, com alguns toques mais viajantes de Evereve, a ousadia do Moonspell e outros baluartes do gênero. Além disso, é possível perceber alguns lampejos de pós-punk, especialmente em faixas como "Inside my Head" e "Hear", mesmo que isto não signifique o abandono da pegada metálica do grupo. Trata-se de um trabalho feito com tanto cuidado que chega nos limites da perfeição, feito com muita competência e talento.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O disco abre com "Fool". É uma faixa cheia de variações, com uma espécie de clímax que chega a lembrar os bons tempos do Gothic, do Paradise Lost (visivelmente a maior influência da banda). A levada bem reta de bateria e as guitarras afiadas contribuem ainda mais para tornar essa uma das melhores faixas do disco. Na seqüência, o peso de "Why Only Me?", que tem uma letra sumamente interessante. A alternância de timbres guturais e limpos do guitarrista e vocalista Fyb C. é um dos maiores trunfos da banda. Isso acaba contribuindo para criar uma sonoridade única. "Relief", composta com Josh S. do Monasterium, é uma das melhores do disco (a minha favorita). É a faixa em que a participação da vocalista Elayne Leonel aparece com mais destaque. Não dá vontade de parar de ouvir coisas maravilhosamente belas como "Addicted" (a mais Paradise Lost do disco). O único problema no disco inteiro está na faixa "Radio Edit". Apesar de ser bastante interessante, ela destoa do resto do disco. É um som mais pancada, com riffs velozes, que acabou soando deslocado, quebrando um pouco o clima melancólico do disco. Mas, de modo algum, diminui o trabalho do Anno Zero.
Fugindo da saturação vivenciada pelo estilo, o Anno Zero não centra suas forças nos elementos mais recorrentes do estilo. Apesar da presença dos vocais femininos, eles não são utilizados sem critério, a exemplo do que fazem alguns dos grupos de gothic metal espalhados pelo mundo, muitas vezes levando o ouvinte a perder a paciência com tantas "vozes angelicais". Aqui a voz de Elayne Leonel serve de contraponto, contribuindo para dar ainda mais beleza e qualidade ao trabalho da banda. A produção limpa também ajuda na hora de transmitir as idéias da banda. Mesmo com algumas faixas soando mais "podronas", em nenhum momento a banda perde o controle das músicas ou deixa cair a qualidade sonora. Equilíbrio e bom gosto na escolha de timbres, composições inventivas, sem fugir dos padrões impostos pelo estilo escolhido e grande talento dos músicos tornam Another Pleasant Evening um disco viciante.
Para concluir, há no disco uma faixa multimídia em que a banda toca algumas canções em formato acústico. Infelizmente, por causa de um problema no promo que recebi, não foi possível reproduzir o vídeo. São versões acústicas de algumas faixas, que ficaram com um clima diferente, mas não perderam a potência soturna que a banda imprime a cada uma de suas canções.
Line-up:
Fyb C. - Voz e guitarra
André Melo - Guitarra
Eduardo Zee - Baixo
Chris Gomes - Bateria
Site oficial:
http://www.annozero.com.br
Material cedido por:
Superoil Records:
Caixa Postal 2343 - Ag. Piçarra - CEP 64014-973 - Teresina - PI - Brasil
[email protected]
http://www.superoilrecords.cjb.net
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