Resenha - Rebel You Love to Hate - Methods of Destruction
Por Rafael Carnovale
Postado em 16 de julho de 2003
Nota: 5 ![]()
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"Se você se ofendeu com o material deste álbum, legal! Agora vai plantar a porra de uma árvore!". Assim Billy Milano finaliza o encarte de seu mais recente cd com sua banda MOD ("Methods of Destruction" ou "Milano’s On Drugs", como quiserem). Após um período com o SOD (lendária banda de Hardcore formada com Scott Ian e Charlie Bernante do Anthrax e Danny Linker do Nuclear Assault), no qual a banda lançou seu segundo cd, "Bigger than the Devil", uma briga entre Milano e Scott decretou o fim do SOD. Com isto Mr. Billy ficou livre para planejar seu novo petardo e resolveu tirar uma onda com as bandas e tendências do momento, se auto-proclamando um rebelde e escrevendo músicas com tendências irônicas e críticas diretas a vários segmentos do rock e metal. Com isso surge "The Rebel You Love to Hate". A capa já tira um sarro de Michael Schenker, usando o logo do MSG descaradamente... vem podreira por aí...


A zoação já começa com "Wigga", aonde embalado por um hardcore furioso, Milano destila sua fúria contra os rappers brancos, numa crítica de péssimo gosto. A seguinte é sua auto-afirmação, "The Rebel You Love to Hate", aonde ele avisa "vou chutar seu traseiro, você vai dançar". O lado politicamente correto de Billy emerge na correta "Making Friends is Fun" aonde ele pede "gritem contra a Humanidade – América Insana" num hardcore novamente muito agressivo.

A coisa começa a complicar quando ele resolve zoar bandas como faz com o Rammstein em "De Men of Stein" (um misto de metal e hardcore meio sem sentido) e "Rage Against the Mac Machine" (uma indireta para vocês sabem quem ). Literalmente copiando o estilo das bandas ironizadas, Billy parte para um cd sem sentido e sem lógica. A coisa fica legal quando ao invés de criticar Billy se diverte com o Kiss, na fantástica "Get Ready" (olha que Gene Simmons iria processa-lo, tamanha a influência de Kiss na faixa – até os solos se assimilam ao estilo de Ace Frehley) com trechos inteligentes misturando músicas do Kiss, como em "You Love It Loud! We Love It Loud too, Let me Hear You! DO IT".
O resto do cd contém críticas a guerra (na inteligente "Ass-Ghanistan", a melhor do cd) e uma zoação (novamente sem graça) aos fãs de Jornada Nas Estrelas com "He’s Dead Jim" e repetições das outras faixas, editadas ou como está no cd, "Almost Kinda Live" com "Get Ready" (aonde a banda sacaneia a versão ao vivo de "Rock and Roll All Nite" presente no "Alive", usando o mesmo grito que Paul imortalizou no álbum, com um trecho de "Detroit Rock City" no fim).
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Um álbum inconstante,que fleta entre o hardcore e o metal misturado com rap, que se salva por uma ou outra passagem mais inteligente, mas que se perde numa tentativa de soar engraçado. O MOD, que era conhecido pelo hardcore furioso que praticava, solta agora um cd metido a engraçado... mas aonde falta o bom humor... que coisa...
Lançado pela Nuclear Blast em 2003.
Site oficial: www.billymilano.com

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