Resenha - Accident Of Birth - Bruce Dickinson
Por Fire Power
Postado em 13 de abril de 2003
Um álbum fenomenal, "Accident of Birth" consegue ser inovador e conservador ao mesmo tempo (paradoxal hein?). Os timbres pesados das guitarras e as linhas vocais mais graves dão o toque de modernidade, já as melodias das guitarras e voz transportam o ouvinte à NWOBHM, a soma destas características resulta em 58 minutos de empolgação, originalidade, talento e musicalidade fluente.
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A produção excelente contrubui para o sucesso deste álbum. Todos os instrumentos timbrados perfeitamente, além da ótima equalização, tornam a audição deste álbum ainda mais prazeirosa. O mundo descobre a competência de Roy Z como produtor.
Musicalmente o álbum também é impecável. Riffs certeiros, solos esbanjando bom gosto; como é bom ouvir duetos de guitarra como os contidos neste álbum! O baixo e a bateria realizam seu papel, adicionando peso quando necessário e ditando os ritmos das músicas. Os vocais? Bem... o que podemos dizer de Bruce Dickinson? seu nome fala por si só.
Apesar da regularidade, o álbum possuí momentos inesquecíveis como a climática "DarkSide Of Aquarius", a frenética "Freak", a melodiosa "The Magician", além do peso da faixa título e os belos arranjos de pianno na balada rockeira "Man Of Sorrows".
Ótimo álbum, grandes músicas e músicos, mais uma prova de que o Metal ainda tem muita coisa nova para mostrar. Ainda bem!
Freak - O riff inicial possuí uma veia rock 'n roll poderosa, frenética e pesada. Empolga bastante. Os vocais estão perfeitos (para variar), muito bem encaixados, trasmitindo a sensação de conspiração que a letra da mesma aborda. O refrão marcante pega o ouvinte desde a primeira audição. Ótima música
Toltec 7 Arrival - Apenas uma introdução psicodélica para a faixa seguinte.
Star Children - O "groove" desta música é contagiante. Baixo e bateria criam uma sequência ritmica pulsante, acompanhando riffs pesadíssimos da dupla Roy Z e Adrian Smith. O dueto das guitarras na hora do solo está perfeitamente encaixado. Bruce Dickinson mostra o porquê do respeito adiquirido como vocalista e compositor ao longo de sua carreira.
Taking The Queen - A cada dia que passa Bruce Dickinson melhora como vocalista (parece impossível não é?). No começo acústico, no ótimo esquema violão e voz, Dickinson mostra a suavidade de sua voz, cantando uma melodia emocionante, porém no clímax da canção o cantor mostra sua outra face, ou seja uma voz poderosa e agressiva. O solo de guitarra carregado de Feeling torna a canção ainda mais climática.
Darkside Of Aquarius - Talvez a melhor música de "Accident Of Birth". A pegada oitentista dos riffs conquista o ouvinte. Além da ótima linha de vocal, vale destacar as mudanças de nuances dentro da própria música. Clássico do Heavy Metal contemporâneo.
Road To Hell - Sua levada estilo Maiden , com toques pessoais de Dickinson, surpreende. Encontramos guitarras dobradas executando bases, riffs e solos alternadamente, baixo cavalgado e bateria precisa (características do Maiden) ao lado de timbres mais pesados, distorção leve nos vocais iniciais e letras mais irônicas (características de Bruce Dickinson). Uma das prediletas nos shows. Ótimo refrão, que faz alusão ao provérbio "The Road To Hell, is ful of god Intentions".
Man Of Sorrows - Uma aula de Feeling. Bruce Dickinson alcança seu auge no quesito interpretação (se ele relamente tiver limite), além de uma demonstração de técnica, soltando vibratos poderosos. Os arranjos em piano são emocinantes. Adrian Smith presenteia a música com um solo de guitarra inspiradíssimo, talvez o mais belo de sua carreira, um dos Hits do álbum que ganhou uma versão em espanhol em um EP.
Accident of Birth - Peso! é a palavra que vem à mente quando escutamos os primeiros acordes da faixa-título. Eddie Cassilas, Roy Z e Adrian Smith soam mais pesados do que nunca! A Letra é passível de múltiplas interpretações, a mais vísivel é uma homenagem aos Headbangers, principalmente no refrão. Aliás este é o melhor e mais cativante do álbum. A esta altura podemos comprovar que Bruce Dickinson além de cantar muito, sabe compor músicas como ninguém, ou seja, um artista no sentido mais puro da palavra.
The Magician - A faixa mais melódica (no sentido bruto da palavra) de "Accident Of Birth". As ótimas harmonias das guitarras e andamento cadenciado cativam, as melodias criadas pela voz de Bruce Dickinson remetem diretamente aos tempos de Maiden. Muito Interessante e ótima para shows.
Welcome to The Pit - Um breve retorno ao estilo do álbum "Balls To Picasso", ou seja, uma veia menos Heavy, caminhando para um Hard Rock pesado, enfatizando as melodias da voz e da guitarra ao invés do peso. Pode não ser a melhor faixa do álbum mas está no lugar certo, pois prepara o ouvinte para os momentos mais calmos do álbum que estão por vir.
The Ghost Of Cain - Belas guitarras são o destaque absoluto desta música, fugindo do estilo "virtuose" priorizando o feeling e as melodias. Segue a linha de "The Magician", ou seja, uma faixa mais melódica e cadenciada, mostrando ser este o estilo de composição de Bruce Dickinson. Vale a originalidade!
Omega - Outra grande música. Nesta Bruce Dickinson demonstra toda sua criatividade na composição, pois esta faixa transita entre uma balada e um tema épico de Heavy Metal. Esta diversidade só foi possível graças às versáteis linhas vocais criadas por Dickinson. Vale destacar a parte lírica da canção que é excelente
Arc Of Space - Encerra o álbum de maneira perfeita, uma balada acústica, que em momento algum soa piegas, pelo contrário, consegue cativar o ouvinte. Os vocais como sempre, estão perfeitos. O violão tocado por Adrian Smith merece destaque, pois é o grande diferencial em relação às outras músicas do gêneros, pois a sensibilidade musical do guitarrista, principalmente na hora do solo, torna "Arc of Space" magnífica, uma aula de feeling por parte deste músico genial chamado Adrian Smith.
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