The Monkees Bussiness
Por Nelson de Souza Lima
Postado em 23 de janeiro de 2019
O leitor deve ter percebido que o título acima é um trocadilho com a expressão inglesa "Monkey Business", que traduzida para o português significa "macaquices". Esse jogo de palavras se torna muito pertinente quando falamos do The Monkees.
Literalmente criado para uma série de TV americana o quarteto que formaria a banda foi selecionado entre mais de 500 jovens. Os escolhidos foram Davy Jones (vocal), Peter Tork (baixo), Micky Dolenz (bateria) e Michael Nesmith (guitarra).
Entre 1966 e 1968 The Monkees se tornou uma das maiores referências do pop-rock. Para se ter uma ideia do que foi a "monkeemania" no auge ele venderam mais que Beatles e Rolling Stones juntos. Ou seja, macaquices e negócios iam muito bem. Até a emissora anunciar o fim da série após 58 episódios envolta em muitas disputas com o grupo.
Os caras não queriam ser miquinhos amestrados e exigiam tocar nas suas próprias músicas. Isso levou à fragmentação que relegou o grupo ao esquecimento injusto.
Muitos ainda veem os Monkees como uma banda fabricada que buscava apenas atender os anseios de empresários e fazer graça na TV.
Passados mais de cinquenta anos o sonho de ver o quarteto reunido não pode mais se realizar, pois Davy Jones faleceu em 2012.
Jogando merecidas luzes no quarteto e centrando principalmente o baixista Peter Tork foi lançado recentemente o livro "Love Is Understanding – A vida e a época de Peter Tork e Os Monkees", Chiado Books. Escrita pelo jornalista carioca Sérgio Farias a obra contém inúmeras fotos e mais de 350 páginas.
O autor diz "cheguei a conclusão do que pode ter sido a maior injustiça da história do rock, e de como fora dramática a vida de Peter Tork, uma vítima da condição onírica, na qual o fantasioso se desprega do real. Assim o bobo da série de TV eclipsou o intelectual, poliglota, politizado, compositor com formação clássica que toca sete instrumentos e admirado por George Harrison e Jimi Hendrix", diz Farias.
Ótimo.
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