Sircle Of Silence: a faceta metal do injustiçado David Reece
Por Igor Miranda
Postado em 24 de dezembro de 2016
Quem teve alguma paciência ao ouvir e assimilar o subestimado 'Eat The Heat' (1989), do Accept, provavelmente se surpreendeu com David Reece. O vocalista americano teve a difícil tarefa de substituir Udo Dirkschneider na banda alemã.
Por mais que os fãs mais tradicionais ignorem 'Eat The Heat', justamente por sua pegada mais 'americanizada', David Reece se saiu bem em sua tarefa de maior reconhecimento até os dias de hoje. O que há de melhor em sua trajetória, porém, é a discografia posterior ao Accept.
Após se envolver com o ótimo projeto de hard rock Bangalore Choir, David Reece mergulhou de vez no heavy metal com o Sircle Of Silence. O projeto foi composto, também, pelo guitarrista Larry Farkas (Vengeance Rising), pelo baixista Chris Colovas (Masi) e pelo baterista Jay Schellen (Asia, Hurricane, Unruly Child).
(Atenção: o áudio do clipe acima está bem baixo.)
Não há muita semelhança entre o Sircle Of Silence e o Bangaloire Choir. A essência da voz e do estilo de David Reece está presente em ambos, mas é como se o Sircle Of Silence não contasse com dedo de produção ou ganchos melódicos típicos do hair metal. A pegada é dark, como se pedia na década de 1990.
O Sircle Of Silence lançou dois discos de propostas parecidas: o debut autointitulado, de 1993, e o posterior 'Suicide Candyman', de 1994. A falta de uma boa produção - provavelmente pelo baixo orçamento, já que os trabalhos são independentes - é o único defeito de ambos os álbuns.
A influência de Judas Priest, principalmente na voz de David Reece, é notável. Larry Farkas, por sua vez, se destaca como um filho bastardo de Zakk Wylde. O restante do instrumental é bom e dá uma dose extra de peso, especialmente pelo competente Jay Schellen, uma espécie de nome consagrado no underground do hard rock.
Após dois discos de praticamente nenhum sucesso, o Sircle Of Silence encerrou as atividades. David Reece não voltou a fazer metal novamente, Jay Schellen se consolidou como músico de estúdio e os demais músicos desapareceram do mercado.
Por mais que eu considere que o debut se destaque, os dois álbuns do Sircle Of Silence merecem atenção. Para quem tiver um pouco mais de tempo disponível, vale conferir outros trabalhos da discografia de David Reece.
'Sircle Of Silence' [1993]
1. Color Blind
2. Talk To Myself
3. Bring Me A Miracle
4. Pieces of a Fallin' Star
5. Craving
6. Angels Cryin'
7. Death By a Word
8. Livin' Above the Law
9. Landslide
10. Dancin' On the Sun
11. Words Get Lost
12. Slow Burn
'Suicide Candyman' [1994]
1. Suicide Candyman
2. Gonna Die Laughing
3. Walls and Bridges
4. There's Nobody Sacred
5. 9-Lives
6. Someday Never Comes
7. Sail Away
8. Gift Horse Mouth
9. No Turnin' Back
10. Drive the Nail
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angra realizará primeiro show da carreira na Finlândia
Graham Bonnet Band lança "The Fifth Force Of Nature", que traz participação de Bruce Dickinson
Johnny Ramone: o guitarrista que revolucionou o rock com três acordes faria 78 anos
A música de 1984 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
O que realmente significa quando um álbum é lançado em versão remasterizada?
Fabio Lione debocha de fala de Felipe Andreoli: "Inventaram hiato para eu sair do Angra?"
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
Amanda Somerville se manifesta após diagnóstico de tumor cerebral agressivo
A opinião de Marcelo Barbosa sobre o Angra que chocou Andre Matos: "No Brasil, só você"
O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
A música contra o capitalismo desenfreado que rendeu milhões para a banda
O astro do rock brasileiro morto há décadas que ainda tem 8 milhões de ouvintes
A situação inusitada (e fedorenta) que marcou gravação de clipe de Ozzy Osbourne
12 bandas de rock que contam com apenas um membro original na formação
O recado de Bruno Sutter para roqueiros que não entendem sucesso de outros estilos
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
Bruce Dickinson, sem pensar duas vezes, revela pérola do Maiden que merece mais atenção



O melhor riff de guitarra do Accept de todos os tempos, segundo Wolf Hoffmann
A única regravação do novo disco do Accept que superou a original, segundo Wolf
A melhor fase do Accept de todos os tempos, segundo Wolf Hoffmann
A curiosa trajetória de Wagner "Antichrist" Lamounier um dos fundadores da lendária Sarcófago
AC/DC: os últimos dias do vocalista Bon Scott



