Optical Faze: descrição das faixas de "The Pendulum Burns"
Por Julio Feriato
Fonte: Heavy Nation
Postado em 12 de dezembro de 2012
Formada por Mateus O. Araújo (vocal/guitarra), Jorge Rabelo (guitarra), Vicente Jr. (baixo), Pedro Gabriel (teclados/sintetizadores) e Renato Carvalho (bateria), a OPTICAL FAZE é bastante popular na cena metálica de Brasilia/DF, sua cidade natal, porém, ainda não goza de mesmo prestigio no resto do país. Mas tal fato talvez mude após o lançamento do novo álbum "The Pendulum Burns", que tem tudo para se tornar um dos melhores petardos já lançado por uma banda do Brasil.
E não é exagero afirmar que "The Pendulum Burns" irá conseguir tal façanha. A começar pela produção, que ficou nas mãos de ninguém menos do que Rhys Fulber, renomado produtor canadense, que já produziu bandas como FEAR FACTORY e PARADISE LOST. "Decidimos trabalhar com o Rhys Fulber pois queríamos que o som do OPTICAL FAZE fosse levado a outro patamar", comenta o vocalista/guitarrista Mateus O. Araújo. "Então, assumimos o risco e fomos gravar no estúdio dele em Los Angeles no inicio deste ano".
Risco assumido. Agora é a vez de mostrar o resultado de toda essa aventura. E assim foi feito, numa listen session que ocorreu em Brasilia, no dia 12 de outubro. A ideia era apresentar "The Pendulum Burns" para músicos e amigos ligados à cena musical, num clima intimista e descontraído. Eu fui um dos convidados e embarquei para Capital Federal para comprovar se tanto trabalho realmente valeu a pena. Antes, porém, duas músicas já haviam sido apresentadas ao público no Youtube, "Pressure" e "Carved", que deram uma ideia de toda grandiosidade da obra.
O local escolhido foi uma casa que fica em um bairro afastado do centro da cidade, localidade perfeita para que nenhum vizinho reclamasse do som alto. E foi assim, regado a muita cerveja, refrigerante (no meu caso), salgadinhos diversos e cachorro quente, que pudemos escutar "The Pendulum Burns" na íntegra pela primeira vez. Porém, para que o internauta tenha uma ideia mais ampla sobre a grandiosidade desta obra, leia logo abaixo as impressões do vocalista/guitarrista Mateus O. Araújo sobre cada música do disco.
Trail of Blood: "É uma música com muita energia, boa para abrir o disco, uma de nossas preferidas. A música é baseada num sentimento de impotência diante da natureza, mas nesse caso, mais da natureza própria".
Pressure: "Essa provavelmente é a mais antiga entre as novas composições. É cheia de quebras de compasso, possui uma estrutura um pouco mais complexa mas ainda é uma música de verso/refrão. A letra é sobre basicamente estar perdido diante de um turbilhão de acontecimentos, informações, guerras, violência, opressão, tanto no âmbito pessoal quanto geral. A letra é meio esquizofrênica e randômica, mas aqui a intenção não é ter sentido lógico, e sim, passear por sensações desde medo até raiva passando por esperança e convencimento".
Moment of Nothing: "Uma música de aproximadamente sete minutos que dessa vez não obedece uma estrutura convencional, mas não é totalmente progressiva. Ela tem várias passagens mas acaba se auto referenciando. A letra é uma viagem, também mais abstrata, que fala do que não é dito, nem sentido, do que está nas entrelinhas, do que está invisível, e como essa neutralidade está em nós e em tudo".
One Way Path: "É uma música também mais convencional, na minha opinião umas das melhores do disco. O refrão é muito forte e a letra fala, agora num âmbito mais passando do individual pra uma coisa mais geral, do consumismo que a humanidade impõe pra si mesma".
Lie To Protect: "Basicamente sobre te encherem de esperanças e depois te jogarem fora como se nãso fosse nada, inventar mentiras para se protegerem e as vezes te protegerem também. A letra que mais destoa do disco mas entra no mesmo ciclo de ilusão e de revanche de letras como Tied e Trail o Blood".
Red Sun: Essa tenta criar a atmosfera de uma mudança climática associada à mudança individual. O Sol vermelho aqui simboliza algo que vai lavar a alma, levar a dor embora, mesmo que leve destruindo todo. A devastação do mundo físico análoga à do indivíduo, mas que também pode ser encarada como um recomeço. E uma letra mais etérea e metafórica".
Mindcage: "Uma das composições mais demoradas, aproximadamente sete minutos, é uma das maiores do disco e teve várias versões até chegar a essa. .Aqui voltamos ao plano mais interno buscando achar a si mesmo nos corredores escuros da mente. É um convite para visitá-la e diante da sua complexidade perceber que estamos presos a ela, e à nossa própria noção de realidade, e no final perceber-se trancafiado nela e num universo particular".
Carved: "Essa tem uma peculiaridade, pois pela primeira vez usamos samples que não foram criados para a música. Usamos pedaços de uma entrevista do Richard Ramirez, um famoso psicopata conhecido como NightStalker, um assassino que chamou a atenção na época por não apresentar padrões ao escolher suas vítimas. É uma música mais cadenciada no verso, mais para pular e o refrão quebra com um vocal melódico também".
The Collapse: "Essa música simula a destruição total do planeta através de uma colisão de uma catástrofe, apenas cita imagens e pensamentos de uma experiência como tal. E trata tudo como se fosse um recomeço e não apenas destruição. Essa catástrofe não é explícita na música, os sinais são dados de forma mais poética".
Ghost Planet: "Depois do prenúncio do que viria por "Red Sun", o processo de destruição "The Collapse", no fim só sobraria um planeta fantasma sem vida, um planeta hostil em estágio terminal e os poucos que presenciaram esse fim, desejariam não estar ali. É a desesperança total e o caminho para o fim escuro. A música foi pensada para ser a ultima do disco mesmo".
Tied: É basicamente a idéia de vingança, um dia estou no lugar da caça outro do caçador. A música é cheia de passagens diferentes e interessantes riffs bem mais de metal, como o meio onde ouvimos uma parte de vocal melódico um riff propriamente de Heavy Metal" (risos).
O lançamento oficial de "The Pendulum Burns" está programado para o inicio de 2013 e além das faixas citadas, traz também uma versão matadora (no bom sentido) para "Never Let Me Down Again" do DEPECHE MODE. "O Metal com certeza é o nosso estilo musical favorito, mas isso não nos impede de gostar de outros gêneros", revela Mateus. "Todos na banda são fãs do DEPECHE MODE e essa música casou muito bem com a nossa proposta", finaliza.
Enquanto "The Pendulum Burns" não sai do forno, confira o videoclipe produzido para a música "Trail of Blood".
Links relacionados:
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http://www.soundcloud.com/opticalfaze
http://www.reverbnation.com/opticalfaze
http://www.opticalfaze.com.br/
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