Led Zeppelin: Cópia Infiel Ato 2, Moral e Ética Parte 1

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Por Luiz Carlos Barata Cichetto, Fonte: Barata Cichetto
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O Led Zeppelin (1968/1980) não tem uma discografia muito extensa. Em seus pouco mais de 12 anos de existência lançou apenas 10 discos, incluídos uma coletânea e um disco ao vivo. Nesses discos, foram gravadas pouco mais de 80 músicas, sendo que destas, quase 30 (trinta) são consideradas plágio, parcial ou totalmente, sendo que ao longo dos anos a banda e seus integrantes, particularmente James Patrick Page, sendo algo de processos. Uma proporção muito perigosa para uma banda considerada como uma das melhores do Rock de Todos os Tempos. Tecnicamente, um plágio musical é considerado quando há uma sequência de 8 compassos idênticos, mas deixo de lado a questão, por falta de conhecimento na área. Considerarei o histórico e a semelhança entre a original e a “Cópia Infiel”. E é isso que importa, no final. E antes de qualquer coisa, quero avisar que, antes deste artigo ser publicado na Internet foi registrado no Escritório de Direitos Autorais, como todos os outros de minha autoria o são. Nem pense em plagiar! Acaso queira publicar, informe e cite autor e fonte.

Antes de começar, quero dedicar este parágrafo deste artigo a um idiota. Normalmente idiotas não merecem um parágrafo, mas este, por ter se dado ao trabalho de escrever uma "Carta Aberta" endereçada a mim estaria num grau mais elevado na escala. Tomei conhecimento da tal carta não porque a tenha recebido, mas por um "Alerta do Google". Um ser que se auto-explica com uma conclusão de que “seus instintos não tem cérebro”, não mereceria nem ser lido, mas fiquei curioso em saber o que tal ameba pensa... Não que eu preocupe com o que pensam as amebas, mas é que minha mãe me ensinou a respeitar todas as formas de vida. Então, o cidadão começa logo ameaçando, afirmando que escreve não como fã, mas como jornalista, deixando clara sua prepotência, achando que o fato de ter cursado uma faculdade de jornalismo dá a ele o direito de ser dono da verdade, não apenas da sua verdade, mas também da minha. Informação e cultura não se aprende apenas na escola e jornalismo não é ciência. Caras assim não se conformam em perder seu status de dominadores da opinião publica, sentados em cima de seus rabos perfumados em redações de jornais e estúdios de televisão. Não se conformam com o fato de não dependermos mais apenas deles para nos informar e formar nossas próprias opiniões. Até comecei a ler com respeito a opinião escrita no blog dele, mas quando li a frase: "E, como se trata de um texto seu, é claro que também está errado." Simplesmente desisti. Afinal, é apenas um cidadão que sequer coloca seu nome verdadeiro no blog e publica também uma Carta Aberta a ele mesmo, claro, com elogios rasgados à sua própria pessoa... Não sei, mas tenho a impressão que gastei um bom tempo dando atenção... a uma ameba vaidosa. Mas é que minha mãe... Ah, mãe! Pô!

Créditos da Imagem para Wikimedia Commons
Créditos da Imagem para Wikimedia Commons

Acredito que o leitor de cabeça aberta, com o cérebro não carcomido pela influência nefasta daqueles que ditam o pensar alheio, saberá entender que o que estou colocando neste e nos outros artigos é a minha opinião pessoal. E antes também que olhem o texto da minha biografia, onde falo que cresci escutando Led Zeppelin e que portanto estaria sendo incoerente, deixo claro uma coisa: sim, cresci escutando Led e até hoje ainda escuto. Comprei todos os discos, boa parte deles no momento em que saíram. Escutei centenas, milhares de vezes todas as músicas, procurei suas referencias musicais, artísticas e intelectuais, assisti dezenas de vezes o filme "The Songs Remains The Same". Além disso, o eremita (aquilo é um eremita, não um mago nem um bruxo, por favor) se transformou num símbolo esotérico forte para mim. E por fim, Led Zeppelin foi a única banda que usei em uma camiseta. E ainda no ano de 2012, escrevi um texto para a edição de um livro sobre a banda, escrito pelo psicoterapeuta, musico e escritor Amyr Cantusio Jr.

E esses fatos e argumentos me dão o direito de falar de Led Zeppelin da forma que eu quiser. Como, aliás, a qualquer pessoa cabe o direito de falar sobre figuras públicas. Artistas não são deuses, música não é religião. Fanatismo é idiotice. E os nossos ídolos podem e devem ser cobrados, questionados, pilheriados. E até mesmo chamados de chatos, feios e bobos se quisermos. Para a maioria nunca deixarão de ser ídolos intocáveis, vacas sagradas, mas aqueles que ainda têm seu cérebro operando acima do necessário de cumprir as funções vitais como comer e beber entenderão o que falo. É preciso, portanto deixar o fanatismo de lado momentaneamente e enxergar meus de duas formas. Em primeiro lugar, o fato de apontar defeitos em um artista não quer dizer que eu o acho um bosta (em alguns casos acho mesmo), mas simplesmente o que faço é apontar as falhas e as divergências entre a obra e o artista (não, não sejam tolos, o artista e a obra são uma coisa só, e é isso o que difere o gênio da fraude, ou simplesmente do ser comum). Em segundo lugar, quando uso fatos para compor minha análise é com base em pesquisas, em noticias que foram divulgadas por vários meios de comunicação. Não invento nada. Se as fontes estavam corretas ou não, ai é outra questão. Como por exemplo, história do Kiss ser ou não uma resposta americana ao Secos e Molhados, na época foi matéria de jornal e está presente nas falas dos integrantes da banda brasileira e em muitos sites. Claro que a versão oficial dada por Gene Simmons, jamais irá confirmar isso e ninguém terá como provar nem uma nem a outra versão.

Esclarecidas certas questões importantes, que, aliás, eu duvido que a maioria esteja lendo, pois irão direto a lista de músicas... Ou nem isso, irão pegar o título, a chamada da matéria e descer a lenha, fazendo associações esdrúxulas e partindo para a ofensa pessoal, espero poder agora tranquilamente dissertar sobre o assunto a que me propus: os plágios do Led Zeppelin. Pouco me importa se irão concordar e usar a educação que seus berços lhes proporcionou, o que importa é que estou exercendo meu sagrado direito à opinião e principalmente o direito de pensamento e de ação, da forma que minhas experiências me conduzem. Não há vacas sagradas e eu não contemplo o oceano com seus cardumes de peixes, contemplo as ondas, agitadas e perigosas que arrebentam na praia.

Cópias Infiéis – Parte 1

Bert Jansch:

Herbert Jansch, conhecido por Bert Jansch, foi um músico escocês, ex-integrante da banda Pentangle, morto em 2011 aos 67 anos. Lendário compositor e guitarrista, largamente reconhecido como um dos músicos mais influentes de todos os tempos. Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", Jimmy Page lembrou ser "absolutamente obcecado por Bert Jansch".

"Blackwater Side" (Faixa 7 do disco "Jack Orion" - 1966)
e "Black Mountain Side" (Faixa 2/Lado B do Disco "Led Zeppelin" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page"

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* "Go Your Way My Love" (Faixa 1 de "Nicola" - 1967)
e "Going To California" (Faixa 3/Lado B de "Led Zeppelin" (4) – 1971) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page/Plant".

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* "The Waggoner's Lad" (Faixa 1 do disco "Jack Orion" - 1966) e "Bron-Y-Aur Stomp" (Faixa 4/Lado B de "Led Zeppelin III" - 1970 - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Jones, Page, Plant"
(Sobre esta música: Robert Plant declarou: "'Bron-Yr-Aur' foi um lugar fantástico no meio do nada, sem instalações, etc e era incrível o que poderíamos fazer naquele ambiente. (...). Jimmy estava ouvindo Davey Graham e Bert Jansch e estava experimentando com afinações diferentes.")

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Comentário: A declaração de Page a respeito de Jansch feita por ocasião de sua morte em 2011: "Eu estava absolutamente obcecado por Bert Jansch quando ouvi pela primeira vez que seu primeiro LP em 1965, eu não podia acreditar que ele estava tão à frente do que todo mundo estava fazendo. Ninguém. na América poderia tocar isso." Disse tudo isso, mas devolver a autoria das músicas surrupiadas, que rendeu e rende a ele e seus companheiros de banda muita grana, isso parece que não faz parte da reverência.

Blind Willie Johnson:

"Blind" Willie Johnson nasceu em 1897 e morreu em 1945, no Texas. Foi um cantor e guitarrista afro-americano. A despeito de suas letras serem de cunho religioso, sua a música ultrapassou a barreira do gênero. Johnson era cego.

"It's Nobody's Fault But Mine" (Disco de 78 RPM Gravado em 1927) e "Nobody's Fault But Mine" (Faixa 1/Lado B de "Presence" - 1976) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page/Plant".

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Bobby Parker:

Bobby Parker nascido em 1937 em Lafayette, Louisiana é um guitarrista de Blues-Rock

"Watch Your Step" (Compacto Simples de 1961) e "Moby Dick" (Faixa 4/Lado B de "Led Zeppelin II" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Bonham, Jones, Page"

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Comentário: A história é que os músicos do LZ afirmam que a música de Parker teria sido a "inspiração" para "Moby Dick", tendo isso até mesmo gerado um contrato do bluesman com a Atlantic Records. Mas uma audição da música original (que tem letra), principalmente da primeira parte, demonstra que é muito mais que isso. E a referência a isso continua sendo ignorada.

Bukka White

Nascido Booker T. Washington White em 1909 e morto em 1977 foi um cantor e guitarrista de Blues. "Bukka" não era um apelido, mas um erro de grafia de seu nome cometido pela gravadora Vocalion Records. Booker era primo de B.B.King. "Shake 'Em On Down" foi gravada em 1937 quando ele estava preso cumprindo pena por assalto.

"Shake 'Em On Down" (Lado B de Compacto Simples - 1937) e "Hats Off To (Roy) Harper" (Faixa 5/Lado B de "Led Zeppelin III" - 1970) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Charles Obscure".

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Comentário: Segundo a informação oficial "Charles Obscure", era um pseudônimo “humorístico” de Page. A "versão" do humorista Page mistura trechos de vários blues tradicionais, sendo que a música de White tem o maior numero de "pedaços" usados. E foi Bukka quem foi preso por assalto...

Howlin' Wolf

Chester Arthur Burnett (1910/1976), mais conhecido como Howlin' Wolf, cantor, compositor e guitarrista de blues. Um dos mais significativos cantores de blues de Chicago. Juntamente com, Sonny Boy Williamson II e Muddy Waters são citados como os maiores músicos de blues do mundo. O Led Zeppelin tocou "Killing Floor" ao vivo em 1968, sendo que em algumas apresentações iniciais Robert Plant anunciou a canção como "Killing Floor" e as primeiras prensagens do disco na Inglaterra ainda tinham esse nome. Após a ação legal impetrada pela editora Howlin 'Wolf, seu nome foi acrescentado aos créditos. A "versão" do Led Zeppelin tem em um ritmo mais lento e com palavras diferentes na letra, que é de fato de uma outra música, "Squeeze My Lemon" de Robert Johnson, que este também teria roubado da música "She Squeezed My Lemon" de Art McKay. Em algumas edições do álbum do Led Zeppelin a música aparece como "Killing Floor".

"Killing Floor" (Compacto - 1964) e "The Lemon Song" (Faixa 3/Lado A de "Led Zeppelin II" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Bonham, Jones, Page, Plant" (Posteriormente acrescentado o nome de Howlin' Wolf).

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Perry Bradford e Little Richard

Perry Bradford (1893/1970 foi um compositor norte-americano que em 1920 compôs "Keep A-Knockin' (But You Can't Come In)". A música foi gravada por inúmeros cantores e naquela década e nas posteriores fez muito sucesso. Em 1957, Little Richard, considerado um dos pais (ou uma das mães) do Rock, gravou a versão que foi a base completa, principalmente na introdução, de um dos maiores "hits" do Led Zeppelin: "Rock'n'Roll". Na gravação de Richard, o baterista era Charles Connor, e a introdução de bateria foi também copiada por Earl Palmer na gravação de "Somethin' Else" por Eddie Cochran, antes da gravação do Led Zeppelin.

"Keep A Knockin'" (Lado A de Compacto -1957) e "Rock And Roll" (Faixa 2/Lado A de "Led Zeppelin" (4) - 1971) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page, Plant, Jones e John Bonham"

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Memphis Minnie

Memphis Minnie (1897/1973) Cantora e compositora americana de blues. Nascida Lizzie Douglas em Argel, Louisiana, Minnie foi uma pioneira das guitarristas e um dos músicos de blues mais influentes de todos os tempos. Em 1980, foi incluida no "The Blues Foundation's Hall of Fame". Mas, o fato é que ela lembrada atualmente "por ter escrito uma música chamada "When the Levee Breaks", com letra e melodia ligeiramente alteradas".

"When The Levee Breaks" (Gravação de Memphis Minnie e Kansas Joe McCoy - 1929) e "When The Levee Breaks" (Faixa 4/Lado 2 de "Led Zeppelin" (4) - 1971) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page, Plant, Jones, Bonham e Memphis Minnie".

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Comentário: Pegar uma música que já existe e foi gravada há mais de quarenta anos, mexer em alguns detalhes e depois colocar seu nome e de três amigos seus como co-autores da música pode não ser tecnicamente plágio, mas é no mínimo uma absoluta e total cara de pau aliada ao desejo de faturar em cima de algo que realmente não compôs. É o mesmo que um camarada pegar um livro, alterar alguns parágrafos e colocar a venda com o mesmo nome e incluindo seu nome como co-autor... Ética?

Ritchie Valens

Ricardo Esteban Valenzuela Reyes, (1941/1959), descendente de mexicanos, nascido em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos. Seu grande sucesso foi a canção "La Bamba", que mais tarde nomearia um filme sobre sua curta vida, terminada num acidente de avião no auge da fama.

O título da música gravada pelo Led Zeppelin era "Sloppy Drunk", mas já era uma música de Leroy Carr. No disco a música foi creditada a "Page/Plant/Jones/Bonham/Ian Stewart/Mrs. Valens". "Mrs. Valens" seria a mãe de Ritchie. A Kemo Music, processou o Led Zeppelin e foi feito um acordo fora dos tribunais. A explicação de Page: "O que tentei fazer foi dar crédito à mãe de Ritchie (Valens), porque ouvi dizer que ela nunca recebeu quaisquer royalties de qualquer um dos sucessos de seu filho, e Robert (Plant) fez inclinar-se sobre aquela letra um pouco. Então o que acontece? Eles tentaram nos processar por toda a música!".

"Ooh! My Head" (Faixa 6 do Disco "Ritchie Valens" - 1958) e "Boogie With Stu" (Faixa 3/Lado 4 de "Physical Graffiti" - 1975) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page/Plant/Jones/Bonham/Ian Stewart/Mrs. Valens"

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Comentário: Uma ironia no mundo das cópias: o baterista que gravou o disco de Valens em 1958 era Earl Palmer, aquele que copiou a introdução de "Keep A-Knockin". Uma outra "coincidência: nos créditos do disco consta: "Roy Harper - Fotografia". Decerto que não era o cantor americano que foi homenageado em outra surrupiação, "Hats Off To (Roy) Harper". É apenas um homônimo, ou o fotógrafo da belíssima capa do disco é também um plágio. Ian Stewart, "road manager" dos Rolling Stones' que tocou piano na música e que, graças a isso creditado como co-autor da música. Quanto à explicação de Page: grande e nobre senhor, preocupado com as senhoras mães de músicos mortos desamparados. Pegam a música do filho dela, mudam alguns detalhes, gravam e ganham dinheiro com ela e a "megera" não reconhece que ele está lhe fazendo um favor. Ah, James Patrick, me poupa, né?! Mas... E ainda existe o "mas" ... "Ooh My Head" é uma cópia de 'Ooh My Soul' de Little Richard, lançada no mesmo ano de 1958...

Robert Johnson

Robert Leroy Johnson (1911 ou 1909 ou 1912 / 1938). Nascido no Mississipi, é considerado um dos músicos mais importantes e influentes do Blues. Gravou apenas 29 músicas ente 1936 e 37. Seu incrível talento como músico e compositor ensejou mitos e lendas, como o de ter feito pacto com o Demônio em troca de virtuosismo. Segundo uma dessas lendas, alimentada por algumas de suas letras e também pelo cinema no filme de 1986 "Crossroads", Robert Johnson teria feito o pacto na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi, quando o Diabo teria pego seu violão e afinado um tom abaixo, devolvendo para Johnson que o tocou virtuosamente a partir de então.

Uma biografia envolta em lendas e mitos como a própria morte. Histórias que dão conta que Johnson teria morrido após ser envenenado com Whisky misturado com estricnina pelo dono do bar "Tree Forks" onde ele tocava, enciumado por ele ter cantado sua mulher. Em outras versões, ele teria se recuperado desse envenenamento e morrido em seguida por pneumonia. Outras ainda que teria sido morto por arma de fogo ou de sífilis, mas a mais sensacional conta que ele teria saído desesperadamente do bar "Tree Forks", sendo perseguido por cães pretos, tendo sido encontrado com marcas de mordidas, cortes em forma de cruz no rosto, com o violão intacto ao lado do corpo ensanguentado. Segundo essa versão, Johnson morreu de olhos abertos e uma expressão tranquila no rosto. Em seu certificado de óbito consta apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.

"Travelling Riverside Blues" aparece em alguns lugares com o nome de "Mudbone" ou "Mud Bone" e é uma canção de blues composta e gravada pelo bluesman Robert Johnson.

"Travelling Riverside Blues" (LP "King of the Delta Blues Singers" - 1961) e "Travelling Riverside Blues" (Originalmente gravado no BBC Studios em Junho de 1969. Posteriormente lançada em “single” em 1990. Em 93 foi incluído em "Coda" - Edição em CD).

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Comentário: O mesmo de "When The Levee Breaks". Pegar uma música pronta, gravada anteriormente e modificar pequenos detalhes não dá o direito de se arvorar como co-autor da mesma. Se assim fosse, cantores como Joe Coker, especializado em gravar músicas de outros compositores com arranjos diferentes, que muitas vezes modifica totalmente o andamento e o ritmo da música, poderiam colocar em todas essas "versões" seu nome como co-autor.

Willie Dixon

Willie Dixon (1915/1992). Baixista, cantor, compositor e produtor musical norte-americano. Um dos nomes mais importantes do Blues e referencia constante de muitos músicos do Rock. Suas músicas foram interpretadas por artistas como Bob Dylan, Rolling Stones, The Doors, The Allman Brothers Band, Grateful Dead e Megadeth. E pelo Led Zeppelin. Dixon foi lutador de Boxe na adolescência, chegando a ganhar um campeonato no esporte em 1937, aos 22 anos de idade.

"Bring It On Home" (Sonny Boy Williamson - 1963) e "Bring It On Home" (Faixa 5/Lado B do Disco "Led Zeppelin II" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page, Plant".

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O Led Zeppelin gravou uma versão da música para o seu álbum “Led Zeppelin II” usando uma parte como "uma homenagem a Sonny Boy Williamson”. A Dixon, entretanto não foi dado nenhum crédito. Em 1972, a Arc Music, braço editorial da Chess Records, entrou com um processo por violação de direitos autorais. Mais uma vez, o caso foi resolvido fora do tribunal por uma quantia não revelada. Em uma entrevista em 1977, Page comentou: "Há apenas umas poucas tomadas a partir da versão Sonny Boy Williamson e nós jogamos como um tributo a ele. As pessoas dizem que 'Bring It On Home' é roubada, mas, bem, há apenas um pouco na canção que diz respeito a qualquer coisa que tinha sido antes, apenas o fim."

Nota: Há uma outra música: "Bring It On Home to Me" escrita e gravada pelo compositor e cantor de R&B Sam Cooke em 1962, que foi gravada por dezenas de cantores como John Lennon, Sony & Cher, Van Morrison, Eddie Floyd e Lou Rawls. Na Internet existem textos que confundem as duas músicas, mas elas não tem nada em comum, a não ser parte do título e de terem sido feitas mais ou menos na mesma época.

"You Need Love" (Muddy Waters - 1962) e "Whole Lotta Love" (Faixa 1/Lado A do Disco "Led Zeppelin II" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "John Bonham, Willie Dixon, John Paul Jones, Jimmy Page, Robert Plant"

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Composta por Willie Dixon especialmente para Muddy Waters, "You Need Love" foi gravada em 1962. Em 1966, a banda britânica "The Small Faces" gravou a canção como "You Need Lovin'" para seu LP de estréia homônimo, com a letra bem modificada. A "versão" gravada pelo Led Zeppelin é uma espécie de híbrido das duas, sendo que a música se parece muito mais com a do The Small Faces e a letra com a original de Dixon. Ao analisarmos as duas letras, percebemos claramente que foram trocadas algumas palavras, sendo que até a própria rima é a mesma na maior parte dos versos. Ademais, até a forma de cantar de Plant nessa gravação é extramente calcada na de Steve Marriott. As semelhanças com"You Need Love" levaria a uma ação judicial de Dixon contra o Led Zeppelin em 1985, também resolvida fora do tribunal em favor de Dixon. Os "compositores" do The Small Faces nunca foram processados, apesar de "You Need Love" apresentar créditos apenas Ronnie Lane e Steve Marriott.

Sobre esta música, Robert Plant declarou: "Eu só pensei, 'bem, o que é que eu vou cantar?' (...). Na época, havia um monte de conversa sobre o que fazer. Foi decidido que era tão distante no tempo e influência que ... bem, você só é pego quando é bem sucedido. Esse é o jogo."

Em algumas das músicas de Willie Dixon gravadas pelo Zeppelin, entretanto, existem referências corretas ao autor, nos discos, como nos casos de: "I Can't Quit You Baby" e "You Shook Me" (I). Há informações que mais tarde, após brigas na justiça e acordos, Dixon se tornou amigo da banda. De qualquer forma, há informações de que o próprio Willie Dixon, também teria copiado e registrado em seu nome muitas músicas de domínio público.

Comentário: Haja muleta para tanto aleijado.

And... To Be Continued...

A segunda parte do texto pode ser vista abaixo:
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Sobre Luiz Carlos Barata Cichetto

Sou Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal, do ano da Graça do nascimento de Madonna, Michael Jackson, Bruce Dickinson, Cazuza e Tim Burton. Sou poeta, escritor, produtor e apresentador de Webradio, produtor de eventos e procuro pagar as contas trabalhando com criação de sites. Crescí escutando Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd e Led Zeppelin. Participei da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos, deixei de ser poeta e fui tentar ser homem, o que no entender de Bukowiski é bem mais difícil. Escrevo poemas desde que comecei a criar pêlos.... nas mãos. Trabalhei como office-boy, bancário, projetista de brinquedos e analista de qualidade. No final do século XX, acordei certo dia de sonhos intranquilos e, transformado em um ser kafkiano, criei um projeto cultural na Internet nos moldes dos antigos panfletos mimeográficos. Mesmo antes de meu processo de metamorfose, nunca deixei de cometer poemas, contos e crônicas. E embora tenha passado dos três dígitos o numero de textos escritos, nunca ganhei um prêmio literário. Fui apaixonado por Varda de Perdidos no Espaço, Janis Joplin, Grace Slick e Sonja Kristina; casei quatro vezes e tenho dois filhos, Raul e Ian. Atualmente sou também editor, costureiro e colador de livros, num projeto de editora artesanal.

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