As 5 melhores músicas do Yes de acordo com o guitarrista Steve Howe
Por João Renato Alves
Postado em 13 de agosto de 2026
Em 2015, a revista Prog pediu que o guitarrista Steve Howe escolhesse as cinco melhores músicos do Yes em sua opinião. O instrumentista mencionou apenas composições de sua primeira década com a banda, ao contrário de muitos artistas clássicos que gostam de valorizar momentos recentes.
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Turn of the Century - Do álbum "Going for the One" (1977): "Passamos por um verdadeiro turbilhão para encontrar uma maneira de apresentar essa música como ela é hoje, tão mágica. Foi algo muito profundo; a música precisava funcionar. Ela remete à faceta mais suave do Yes - como em 'And You and I' e 'Wonderous Stories' - e o resultado foi impressionante. Jon (Anderson, vocalista) havia escrito a letra sobre um escultor (Roan), então havia um aprofundamento dessa conexão ali. Foi um projeto realmente interessante, e aquela música realmente parecia um projeto em si. 'Turn of the Century' é fundamental para o álbum 'Going for the One'."
Siberian Khatru - Do álbum "Close to the Edge" (1972): "Não consigo escolher a faixa-título, porque ela tem muita coisa! Mas '...Khatru' contém muitos elementos que considero realmente representativos da banda naquela época. Ao longo dos anos, enquanto trabalhávamos em novo material, poderíamos ter olhado para trás e nos perguntado: 'O que teríamos feito com isso na época de 'Close to the Edge'?' Talvez, às vezes, não tenhamos feito essa pergunta o suficiente."
Tempus Fugit – Do álbum "Drama" (1980): "Minha mente volta imediatamente àquele álbum. Lembro-me de tocarmos 'Tempus Fugit' antes mesmo de conhecermos Trevor Horn e Geoff Downes, mas eles deram uma contribuição imensa à música. Trevor escreveu toda a letra, pelo que me lembro, e Geoff ajudou na orquestração, enquanto Chris Squire, Alan White e eu criamos grande parte da estrutura da canção.
Mas a dinâmica com que a executávamos - a velocidade - era impressionante. É comum que as músicas acelerem no palco, mas sempre combinávamos de tocar essa mais devagar. Havia um desejo genuíno de manter o Yes na ativa, e Trevor e Geoff nos proporcionaram um caminho para fazer isso com relativa facilidade. A direção musical daquele álbum foi excelente."
South Side of the Sky - Do álbum "Fragile" (1971): "Quando me perguntam sobre o Yes, penso apenas na década de 70. Não que eu não goste dos álbuns que fizemos depois disso - alguns são muito bons. Mas havia uma inocência maravilhosa nos álbuns daquela década. 'South Side of the Sky" é como "Starship Trooper' no sentido de que possui três seções distintas e três formas diferentes de desenvolvimento.
A música tem uma pegada rock e, de repente, muda. Depois, fica mais leve - em parte devido às influências dos outros integrantes, como grupos do tipo The Fifth Dimension. Não foi algo que eu trouxe para a banda, mas é uma parte bacana.
Para o solo de guitarra no final, não ficamos satisfeitos apenas com uma caixa Leslie; então, Mickey Tait - que mais tarde se tornaria um grande profissional de som e iluminação - ficava girando um microfone em torno da cabeça para obter aquele som de varredura ao vivo. Consigo vê-lo agora, com aquele microfone! Havia muita experimentação divertida."
The Revealing Science of God (Dance of the Dawn) – Do álbum "Tales From Topographic Oceans" (1973): "'Topographic Oceans' foi um grande desafio - a estruturação, os ensaios e, depois, o trabalho em estúdio. Jon e eu estávamos impulsionando o projeto; os outros questionavam: 'Tem certeza? Um álbum duplo e essa é a primeira faixa?' Foi preciso que insistíssemos: 'Não, não, vai dar certo!' O Lado Um e a quarta parte, 'Ritual (Nous Sommes Du Soleil)', funcionariam muito bem hoje em dia, quase como álbuns independentes.
Essas duas faixas resumem o projeto - o começo e o fim - e eu escolho o começo. 'The Revealing Science of God' trata de onde você se posiciona: se você se coloca numa situação em que as pessoas dizem 'Espere, não tenho certeza sobre isso', talvez isso seja, na verdade, algo positivo. Depois que o disco foi lançado, a imprensa o detonou e o Rick (Wakeman, tecladista) saiu da banda. Mas, mais tarde, todo mundo passou a adorá-lo..."
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