Cozy Powell: baterista, pioneiro e apaixonado por carros

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Por Doctor Robert
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Músico inglês que tocou com alguns dos maiores nomes da história do rock, como Jeff Beck, Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath, Fleetwood Mac e Brian May. Exímio baterista e um dos pioneiros da técnica de dois bumbos. Apaixonado por carros, motos e velocidade em geral. Você sabe quem foi Cozy Powell?
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Nascido em 29 de dezembro de 1947, na cidade inglesa de Cirencester, com o nome de batismo de Colin Flooks, Powell começou a lidar com as baquetas ainda na escola, por volta dos 12 anos de idade, estando sempre envolvido em orquestras e fanfarras. Nas horas vagas, batucava em casa acompanhando sucessos das rádios, e logo conseguiu uma bateria simples e formou uma banda (chamada The Corals), que tocava semanalmente em sua cidade natal. Com apenas 15 anos, o garoto já impressionava a plateia com sua precisão e técnica. Grande fã de jazz tradicional, cria seu nome artístico em homenagem ao baterista Cozy Cole.

Pouco tempo se passou até que adentrass no circuito semi-profissional, ao formar o grupo The Sorcerers, mas logo se viu obrigado a abandonar a banda para poder concluir seus estudos sem ser prejudicado. Após arrumar emprego em um escritório, Powell logo consegue juntar dinheiro para comprar seu primeiro grande kit de bateria profissional, da famosa marca Premier. De volta ao grupo, os Sorcerers conseguem apresentações na Alemanha no final da década de 1960 e logo passam a se basear na região de Birmingham, onde Powell acaba ficando amigo de alguns músicos iniciantes da região, como Robert Plant e John Bonham (que à época tocavam na banda Listen), Tony Iommi (de quem futuramente se tornaria grande parceiro), Noddy Holder (futuro vocalista do Slade), entre outros.

O grupo resolve então mudar seu nome para Youngblood para lançar material próprio, e em seguida se unem ao baixista e vocalista Ace Kefford para formar o The Ace Kefford Stand. Paralelo a este grupo, Powell forma o Big Bertha, com seus companheiros de banda, os irmãos Dave e Dennis Ball. Graças à notoriedade conseguida, Powell ainda participa do festival Isle Of Wight em 1970, acompanhando Tony Joe White, o que lhe serviu para ganhar ainda mais projeção e ser convidado por Jeff Beck para integrar seu grupo, com quem gravaria “Rough and Ready” (1971) e “Jeff Beck Group” (1972). Infelizmente o grupo durou pouco e logo após estes dois álbuns se dissolveu.

Ainda em 1972, Cozy Powell gravou a bateria de duas músicas para Harvey Andrews, além de tocar novamente com os irmãos Ball no Bedlam, onde ficou até o ano seguinte. Em janeiro de 1974 arrisca-se em carreira solo e lança um single, “Dance With The Devil”, que surpreende e chega ao “top 10” das paradas inglesas. Decide então formar seu próprio grupo, o Cozy Powell’s Hammer, para tentar capitalizar o sucesso obtido com o single, além de gravar com os mais variados artistas, como Suzi Quatro e Donovan.

Eis que em 1975 ocorre a grande guinada em sua carreira: Cozy recebe o convite do ex-Deep Purple Ritchie Blackmore ser o baterista do Rainbow, quando este resolveu dispensar por deficiência técnica os antigos companheiros de ELF de Ronnie James Dio, que haviam gravado o primeiro disco do grupo. O Rainbow, especialmente nesta fase com Dio e Powell, aposta suas fichas em um som pesado e melódico, com forte influência erudita e sinfônica, sedimentando as bases do que viria a ser na década seguinte chamado de Power Metal. Apesar de terem lançado dois grandes clássicos consecutivos, os álbuns “Rising” e “Long Live Rock and Roll”, onde chegam a gravar inclusive com orquestras, Blackmore decide abandonar a sonoridade pesada e pomposa para apostar em uma fórmula mais comercial. Dio deixa o grupo, substituído por Graham Bonnet, com quem o Rainbow lança “Down to Earth”, contando com ainda outros dois músicos que fazem parte da árvore genealógica do Purple: o baixista Roger Glover e o tecladista Don Airey.

Apesar do grande sucesso do grupo, mais notadamente com as faixas “Since You Been Gone” e “All Night Long”, Powell não se identifica mais com a sonoridade e postura comercial e decide sair da banda, após o encerramento da turnê que culminou com o show na primeira edição do Monsters of Rock em Donington, realizada em agosto de 1980. Este foi seu último show com o Rainbow.

Para a surpresa de muitos, o vocalista Graham Bonnet também sai do Rainbow, e convida Powell para participar de seu novo projeto, o Graham Bonnet & The Hooligans. Juntos, conseguem emplacar o single “Night Games” entre as dez canções mais executadas na Inglaterra em 1981. Ainda naquele ano, Powell junta-se ao Michael Schenker Group e em 1982, após a saída de Ian Paice, assume o posto de baterista do Whitesnake a partir da turnê de “Saints & Sinners”. Acompanhando o grupo de David Coverdale, Cozy Powell ainda retornaria ao Monsters of Rock em 1983, participaria da gravação de “Slide It In”, em 1984, e visitaria o Brasil, na primeira edição do Rock In Rio, em janeiro de 1985.

Quando David Coverdale decide tirar férias e reestruturar sua banda, Powell não para e presta seus serviços ao projeto Phenomena e, em 1986, junta-se a Greg Lake e Keith Emerson no que viria a ser o Emerson, Lake and Powell – a então nova versão do E.L.P., sem o baterista original Carl Palmer. Após os trabalhos com o trio, Powell reencontra o velho amigo Tony Iommi, que o convida a integrar o Black Sabbath, junto ao seu ex-companheiro de Whitesnake, o baixista Neil Murray. Permanece no grupo até 1991, tendo participado das gravações dos álbuns “Headless Cross” e “TYR”, e depois retorna entre 1994 e 1995.

Na virada da década encontra tempo ainda para tocar com o grande guitarrista Gary Moore em 1989, além de reformar seu Cozy Powell’s Hammer (junto aos parceiros de Sabbath Neil Murray e Tony Martin). Por fim, mais uma vez ao lado de Murray, passa a integrar a banda solo de Brian May, após o fim do Queen. Participa das gravações dos álbuns “Back To The Light” e “Another World”, além de acompanhar o guitarrista em sua turnê, voltando assim ao Brasil em 1993, além de terem excursionado junto ao Guns N’ Roses em seu auge, na tour de “Use Your Illusion”. Tocou também na turnê de 1996 do Fleetwood Mac.

Inquieto, Powell ainda contribuiu em gravações de Peter Green, Colin Blunstone, além de gravar um álbum solo (“Especially For You”) e tocar com duas lendas: o guitarrista do Judas Priest, Glenn Tipton, e o baixista do The Who, John Entwistle. O resultado foi o álbum “Edge Of The World”, lançado apenas após sua morte, como uma homenagem de Tipton a ele e ao também saudoso Entwistle. Além de exímio baterista, era fascinado pela velocidade, chegando até a correr pela equipe Hitachi na Inglaterra por alguns meses. Uniu suas duas paixões quando apareceu no programa da TV BBC chamado “Record Breakers”, onde estabeleceu o recorde de maior número de toques de bateria em um minuto.

Em 1998 o destino se mostrou cruel ao baterista. Após abandonar uma turnê junto a Yngwie Malmsteen, devido a uma lesão no pé, acaba falecendo em um acidente de carro – Cozy destruiu seu SAAB 9000, após colidir a cerca de 170 km/h, dirigindo sob chuva na rodovia M4, próximo à cidade de Bristol, na Inglaterra. Segundo relatos da BBC na época, além de estar com um teor alcoólico acima do permitido, Powell não utilizava cinto de segurança e estava ao telefone com sua namorada, que depois confirmaria ter ouvido suas últimas palavras durante o telefonema – um grito horrorizado de “Oh, my God!”.

À época de seu falecimento, Cozy Powell encontrava-se gravando novamente com o fundador do Fleetwood Mac, Peter Green. Em toda sua carreira, Powell participou de pelo menos 66 álbuns gravados em pouco mais de trinta anos com inúmeros artistas, deixando um enorme legado e tornando-se referência para os bateristas de rock pesado no mundo todo – só para citar alguns exemplos, ouça atentamente “Stargazer” e “A Light In The Black”, do álbum “Rising” do Rainbow (1976).

Por fim, segue abaixo uma relação dos grupos do qual ele fez parte.

• The Sorcerers (1967–1968)
• Youngblood (1968–1969)
• The Ace Kefford Stand (1969)
• Big Bertha (1969–1970)
• The Jeff Beck Group (1970–1972)
• Bedlam (1972–1973)
• Cozy Powell (1973–1974)
• Cozy Powell's Hammer (1974)
• Rainbow (1975–1980)
• Graham Bonnet & the Hooligans (1980–1981)
• Michael Schenker Group (1981–1982)
• Whitesnake (1982–1985)
• Emerson, Lake & Powell (1985–1986)
• Pete York/Cozy Powell (1987)
• Black Sabbath (1988–1991)
• The Brian May Band (1991–1992)
• Cozy Powell's Hammer (1992–1993)
• The Brian May Band (1993–1994)
• Black Sabbath (1994–1995)
• Peter Green’s Splinter Group (1997)
• Tipton, Entwistle and Powell (1997)
• Yngwie Malmsteen (1997)
• The Brian May Band (1998)
• Peter Green’s Splinter Group (1998)
• The Snakes (1998)

Fontes:
Wikipédia
Site Oficial

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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