Paulo Ricardo
Postado em 06 de abril de 2006
Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros nasceu no dia 23 de setembro de 1962. Filho de militar, mudou de cidade várias vezes acompanhando a família. Decidiu por sua vida de cantor aos 5 anos de idade quando assistiu o filme de Roberto Carlos "Em Ritmo de Aventura" levado por seu pai. Foi quando pela primeira vez subiu ao palco em um programa infantil na TV Rio. Aos 7 anos trabalhou desfilando nas passarelas como modelo mirim. Parou com os desfiles porque achou na época que isso era "coisa de bicha". Aos 12 anos a família foi morar em Brasília e Paulo Ricardo detestou a cidade.
Na adolescência viveu seus complexos com as garotas por usar óculos de miopia, só resolvido ao colocar lentes de contato. Era péssimo nos esportes, e não suportava as turminhas de filhos de militares que povoavam as super quadras. "Virei um adolescente recluso, que ficava trancado no quarto, ouvindo discos." Seus preferidos eram Stevie Wonder, Beatles, Rolling Stones, Elton John, Marvin Gaye e Jackson Five.
Aos 15 anos, mudar para São Paulo foi um alívio. Nesse período, começou a se interessar pela MPB. Descobriu Caetano e Jorge Mautner e ficou fascinado. Seu envolvimento com a múscia fez com que ele começasse a montar grupos e a colaborar como crítico de música em jornais e revistas especializadas.
Prestou então vestibular para jornalismo na USP mas não resistiu. Após 2 anos abandonou o curso e seguiu para Londres, de onde mandava a coluna para a revista Som Três. Nesse meio tempo já cantava e participava junto com o tecladista Luiz Schiavon do grupo Aura, fundado por ambos, e que se perdeu um pouco com propostas excessivamente avançadas e complicadas para a época. Suas principais colaborações como crítico foram para o extinto jornal Canja, Som Três e Pipoca Moderna. Aos 20 anos decidiu deixar o jornalismo para se dedicar inteiramente à carreira musical. "Gosto de jornalismo mas prefiro que escrevam sobre mim do que eu escrever sobre os outros."
Assim que chegou de Londres procurou novamente Schiavon, agora com idéias mais claras a respeito do tipo de música que gostaria de fazer. Compuseram então as primeiras músicas do RPM ("Revoluções Por Minuto", "Louras Geladas", "Olhar 43"). A partir daí formaram o grupo e começaram a batalha junto às gravadoras. Menos de dois anos depois, Paulo Ricardo virou símbolo sexual do momento, seu disco superou todas as expectativas de venda, suas declarações e entrevistas triplicaram e ele passou a ocupar as manchetes e as capas das principais revistas do país.
Após o fim do RPM, Paulo Ricardo decidiu se dedicar à carreira solo, com alguns discos bem sucedidos e outros nem tanto, enveredou-se pelo, autodenominado, pop-romântico extravagando a influência romântica de Roberto Carlos. O auge dessa carreira veio com o disco "O Amor Me Escolheu" no qual a música "Dois" foi classificada como a mais tocada no ano de 1998 após ser incluída na trilha sonora da novela "Corpo Dourado" (Globo). Em 2001 a pedido novamente da emissora carioca regravou a música "Imagine" de um de seus ídolos: John Lennon e para isso teve que obter a permissão da viúva Yoko Ono, que concedeu não só a regravação como a versão em português escrita pelo próprio Paulo Ricardo.
No meio de 2001 Paulo Ricardo já estava gravando seu próximo disco solo, que prometia ser mais rock'n roll, em Paris, quando os borbulhos da volta do RPM já estavam estourando. Deu, então, como encerrada sua carreira solo e arquivou tudo o que tinha feito.
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