Iggy Pop
Postado em 06 de abril de 2006
Com seus gestos abusivos, catárticos e às vezes perigosos, e com seu rock'n'roll impecável, Iggy Pop conquistou tanto os punks dos anos 70 quanto os grunges dos anos 90. Com seu jeito desleixado e sabotador de todas as convenções, ele atraia vários comentários da sociedade, chamando a atenção com seu estilo de voz. Sua longa carreira é marcada pelo sucesso comercial insuficiente, pelas várias críticas e pelos admiradores fanáticos.
Criado num estacionamento de trailers, o jovem James Osterberg tocava numa banda de garagem chamada Iguanas. Ele abandonou a University of Michigan em 1966 e foi para Chicago, onde ele curtia o blues urbano no South Side. Ele retornou a Detroit como Iggy Stooge e, inspirado por um show do The Doors, formou o The Stooges. Eles estrearam num Halloween de 1967, em Ann Arbor, onde eles realmente conseguiram amedrontar a platéia: Iggy contorcia seu corpo, dava gritos estridentes, passava pasta de amendoim e carne crua em seu corpo, riscava sua pele com cacos de vidro, e mergulhava na platéia, enquanto o Stooges continuava tocando seu rock básico. Muitos acharam que a banda expressava o futuro do rock; outros os consideraram impenitentemente primitivos.
Em 1968, eles incorporaram o estilo do Elektra e do The Doors. Os dois primeiros álbuns da banda foram mais tarde aclamados como antecessores do punk, mas quando foram lançados não foram muito bem vendidos. A banda passou por várias mudanças após o álbum Fun House, em 1970, e eventualmente acabou, quando Iggy internou-se por um ano para se livrar do vício da heroína. Neste período, Iggy encontrou-se por acaso com David Bowie, que conseguiu ressuscitar a carreira dele. Bowie reuniu alguns membros dos Stooges e produziu Raw Power, que teve um grande sucesso.
Uma briga com Tony DeFries, o empresário de Bowie, forçou Iggy e o The Stooges re-formado a seguirem carreiras sozinhos. Em 1973, Iggy caiu novamente no vício das drogas, e a banda terminou no ano seguinte. Pop passou 1974-75, em Los Angeles, tentando resolver alguns problemas legais. Ele se internou em um hospital psiquiátrico de L.A., onde recebia a visita de Bowie (cuja canção "Jean Genie", de 1973, do disco Aladdin Sane,fala sobre Iggy). Em 1976, Bowie leva Iggy com ele, em uma turnê pela Europa, após eles estarem vivendo em Berlin há 3 anos. Concomitantemente, Bowie produziu os álbuns The Idiot e Lust for Life de Iggy, que eram meditações sobre o descontentamento moderno, as quais beneficiaram o profissionalismo de Bowie. Outros álbuns dessa época foram: Metallic K.O. e Kill City, que eram quase clones do material do velho The Stooges.
Em 1977, Iggy fez uma turnê, pelos EUA, com Bowie (escondido) tocando teclado; Blondie abria os shows. No final dos anos 70, Iggy Pop assinou contrato com a gravadora Arista e lançou New Values, um álbum de puro rock. Porém, seu próximo trabalho com a Arista, sugeria o início de suas auto paródias, por isso não teve sucesso nas vendas. Após publicar sua autobiografia, I Need More, e acertar com o guitarrista Chris Stein do Blondie, em 1982, ele lançou um outro trabalho chamado Zombie Birdhouse. Mas, somente quando a música "China Girl", escrita por Pop e Bowie, apareceu no final de 1983, com o álbum Let's Dance, e tornou-se um hit; Bowie conseguiu fazer com que Iggy alcançasse uma estabilidade financeira.
Com Bowie produzindo e o ex-Sex Pistols Steve Jones na guitarra, o álbum Blah, Blah, Blah trouxe a música mais acessível de Pop. No início dos anos 80, Pop começou a aceitar alguns papéis para atuar em filmes (Sid and Nancy, The Color of Money, Cry-Baby), ele era procurado por causa de sua fama de punk veterano, embora ele só tenha atuado como ator coadjuvante.
Iggy casou-se em 1984 e, apesar de estar feliz com a vida doméstica, Iggy reservou seu espírito animal para gravar Instinct, que foi a sua produção mais metálica. No álbum Brick by Brick, ele fez um dueto com Kate Pierson do B-52's, na música "Candy", tentando resgatar seu sucesso com o público. Sob várias críticas, American Caesar foi considerado o retorno de seu jeito autêntico; neste álbum há a participação de Henry Rollins, em duas faixas.
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