Thrashgrinder: Influências do thrash e do grind dos anos 80
Resenha - Seeds of Revolution - Thrashgrinder
Por Petri da Costa
Postado em 03 de fevereiro de 2011
Nota: 8 ![]()
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A Finlândia, associada por muitos (hoje em dia) com bandas cheios de melodias como Nightwish, Stratovarius, Apocalyptica e outros, tem na verdade uma cena bem diversa. Infelizmente poucos conhecem esse "outro" lado da cena musical da Finlândia. O Thrashgrinder é mais um exemplo desse "outro" lado e uma boa promessa da nova geração de bandas finlandesas.

Velocidade, energia e peso são as primeiras coisas que vêm a mente escutando os finlandeses do Thrashgrinder. O nome da banda já da uma idéia do tipo de som que eles tocam e ao decorrer das 13 músicas peresentes nesse debut da banda, "Seeds of Revolution" (American Line Prod.), o ouvinte percebe claramente fortes influências do thrash e do grind dos anos 80. O álbum conta com músicas cheios de riffs e solos cortantes e velozes, a bateria e baixo pulsante e frenético, aliados de três tipos diferentes de vocais: o principal de Rodde Artiga (originalmente do El Salvador) e alguns vocais gritados do guitarrista Patrik Nuorteva e alguns guturais do baixista Jarno Olin. Tudo isso cria um peso sonoro interessante, com refrões que ficam na mente e traz aquele 'mosh feeling' empolgante.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Claro que a proposta da banda não é nada inovadora, mas isso não é nenhum problema, afinal os integrantes da bandas são competentes e tocam extremamente bem. Um outro destaque do álbum é o formato do encarte que parece um jornal, que cai bem com os temas tratados pela banda. Talvez a única crítica que posso achar nessa grande estréia é o assunto de algumas letras. Vamos tomar o exemplo da música "Lies", onde o vocalista desabafa sua frustração sobre campanha eleitoral de políticos: "Thousands of money wasted in a pointless campaign while education and health are just a joke in vain" (Milhares de dinheiro gastados a toa numa campanha sem sentido enquanto a educação e a saúde são somente uma piada). Esse é caso da Finlândia, onde todos os integrantes moram ou o caso do El Salvador, de onde o vocalista é? A intencão da banda, ou do vocalista, é de criticar os males da sociedade no El Salavdor, na Finlândia ou no mundo? Não critico o vocalista por querer falar sobre seu país natal, mas acho que seria mais interessante ele falar sobre temas, seja políticos ou outros, que sejam mais "pessoais" do que o velho cliché: "eles são corruptos etc etc". A letra de "What are you afraid of?" é um bom exemplo de uma (aparentemente) experiência pessoal do vocalista (um estrangeiro em um país nórdico) e para mim é muito mais interessante do que a letra de "Lies" ou de "System".
Mas como disse antes, a banda é uma boa promessa e espero que logo, logo venham outros álbuns do Thrashgrinder.
Thrashgrinder:
Rodde Artiga – Vocais
Jarno Olin – Baixo e Backing Vocals
Patrik Nuorteva – Guitarra e Gritos
Perttu Saarsalmi – Bateria
Niki Jurmu – Guitarra
Tracklist:
1. Traffic in Town
2. N.O.I.S.E.
3. What Are You Afraid Of?
4. Invisible War
5. Self Respected
6. Seeds of Revolution
7. No Surrender
8. Lies
9. Disorder in the Court
10.Failed Future
11. System
Bonus Tracks:
12. We Don't Get It
13. Riot Brigade
Sites da banda:
http://www.thrashgrinder.com
http://www.myspace.com/thrashgrinderband
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