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Resenha - Paul Di'Anno (Ópera 1, Curitiba, 03/07/09)

O primeiro show de PAUL DI’ANNO da turnê brasileira de 2009 não fui muito diferente das últimas apresentações que realizou no Brasil. O set list foi praticamente o mesmo, com muito IRON MAIDEN e algumas canções dos projetos BATTLEZONE e KILLERS. A surpresa foi a canção “Mad Man in the Attic”, do disco “Nomad” (último trabalho solo de Di’Anno, que recentemente recebeu o nome de “The Living Dead).

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Leia uma entrevista exclusiva com Paul Di'Anno no link abaixo.

Paul Di'Anno: Jack Daniels, Corinthians e Punk Rock

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O ex-vocalista do IRON MAIDEN subiu ao palco do Ópera 1, em Curitiba, no dia 03 de julho, após as bandas de abertura SACREDEATH, EMPIRIOS e FIRE SHADOW. Apesar dos shows terem pouca duração, três bandas de abertura é demais e abusou um pouco da paciência de quem comprou o ingresso para ouvir sucessos da donzela. Uma abertura seria adequada e cumpriria a função de responsabilidade social. Não é a toa que a maioria do público permaneceu fora do local bebendo, a espera da atração principal. A prática pelo menos em Curitiba já virou costume.

Após a apresentação da simpática FIRE SHADOW e da ignorada SACREDEATH, a banda de apoio de Di’Anno, SCELERATA, entrou em cena. O público de aproximadamente 150 pessoas recebeu com simpatia o metal melódico dos gaúchos. Antes de Di’Anno subir ao palco, a banda executou algumas canções próprias e, finalmente, o tema instrumental do IRON MAIDEN, “The Ides of March”, que deu boas vindas ao lendário primeiro vocalista da donzela.

Em seguida, como previsto pela maioria dos fãs, Di’Anno soltou a voz no clássico “Wrathchild”, que o IRON MAIDEN ainda utiliza em seus shows. O destaque ficou com a banda SCELERATA, que agradou o público com arranjos fiéis aos originais. Desta vez, o cantor britânico soube escolher bem a banda, apesar de considerar que o entrosamento ainda não está ideal. “Faltou uma pegada punk, mas vamos melhorar. É início de turnê”, disse nos bastidores.

Já o condicionamento físico de Di’Anno parece que melhorou. Apesar de utilizar uma bengala para caminhar devido a um problema muscular na perna, quando subiu ao palco, o vocalista teve um bom desempenho. É claro que a voz não é a mesma gravada no disco de estréia do IRON MAIDEN e no “Killers” ou no ao vivo “Maiden Japan”. Chega a ser um clichê dar tal declaração, mas é importante destacar que Di’Anno cantou melhor que em diversos shows feitos no Brasil ultimamente.

Depois do início da apresentação, o público teve o que queria: a execução de clássicos do Maiden. Canções como “Prowler”, “Murders in the Rue Morgue”, “Remember Tomorrow” e “Killers” satisfizeram todos os fãs presentes. Vale a pena destacar que desta vez, a maioria do público recebeu bem as canções das bandas pós-Maiden de Di’Anno. “The Beast Arise”, “Impaler” e “Marshall Lockjaw” foram bem aplaudidas. Os pedidos de Maiden por parte dos fãs, que geralmente acontecem nos shows de Di’Anno, não aconteceram. Teve muita gente que até cantou as músicas.

Aliás, a principal surpresa preparada pela banda foi em uma canção da carreira solo de Di’Anno. Como já foi citado anteriormente, “Mad Man in the Attic” contou com um bom arranjo dos gaúchos da SCELERATA. A execução da canção comprova que o ex-vocalista da donzela deveria explorar mais o disco “Nomad”.

Mesmo com Di’Anno fazendo uma grande força para a platéia se entreter com as canções da fase solo, as músicas do repertório que mais agradaram foram os clássicos “Phantom of the Opera” e “Running Free”, que finalizaram a primeira parte do show em grande estilo. Sem muita demora, a banda retornou com o tema instrumental “Transylvania”, que também caracterizou um belo momento e, para fechar definitivamente a apresentação, Di’Anno cantou “Blitzkrieg Bop” dos ídolos RAMONES e “Sanctuary”, em uma versão muito mais rápida que a original.

Apesar de o show agradar, muitos fãs da donzela questionaram porque Di’Anno é tão conservador em relação ao repertório. Canções como “Genghis Khan”, “Purgatory”, “Another Life”, “Charlotte the Harlot” ou até mesmo “Women in Uniform” poderiam engrossar o caldo.

Set List

01. Ides of March
02. Wrathchild
03. Prowler
04. Marshall Lockjaw
05. Murders in the Rue Morgue
06. The Beast Arises
07. Children of Madness
08. Remember Tomorrow
09. Impaler
10. Faith Healer
11. A Song For You
12. Killers
13. Phantom of the Opera
14. Running Free

Bis
15. Transylvania
16. Mad Man in the Attic
17. Blitzkrieg Bop
18. Sanctuary

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Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

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