Resenha - Campari Rock (Estância Hípica Atibaia, São Paulo, 08/04/2006)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Carol Oliveira e Paula Kamei
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Em sua primeira edição, em 2005, o Campari Rock trouxe ao Brasil a reunião do lendário grupo pré-punk MC-5; não deu outra, o festival agradou e deixou muita expectativa quanto à sua segunda edição. Enfim ela chegou, e dessa vez com uma inovação: a praticidade da metrópole foi substituída pelo clima bucólico do campo. Numa tentativa de reproduzir aqui os tradicionais festivais europeus, o Campari Rock rolou em um tranqüilo hotel fazenda em Atibaia, a 60 Km de São Paulo.

Fotos: Carol Oliveira

A primeira banda a se apresentar foi a cearense MONTAGE, que mostrou seu som eletrônico para a meia dúzia de pessoas e muitos insetos que se espalhavam pelo gramado. Com os mineiros do DIGITARIA também não foi muito diferente. O Público começou a chegar quando os WALVERDES mostravam seu rock gaúcho com uma pitada de Stooges e ao som das guitarras vigorosas do LUDOVIC, e da performance ensandecida de seu vocalista.

Ao anoitecer, e já com um público considerável no local, o Campari Rock começou a tomar a forma de um grande festival com a ótima apresentação da banda gaúcha CACHORRO GRANDE, que levantou a galera com “Você não sabe o que perdeu”, “Vai t q da” e “Dia perfeito”, num show cheio de energia e bom humor do debochado vocalista Beto Bruno.

Sem discos lançados no Brasil e com poucos fãs que realmente conhecem seu trabalho, o MISSION OF BURMA encarou o desafio de se apresentar para uma platéia composta, em sua maioria, por curiosos. O show começou morno, mas lá pela quarta música os vovôs do indie tomaram fôlego e enquanto a minoria de fãs cantava e dançava ao som de clássicos como “Academy Fight Song” e “This is not a Photograph” a maioria de curiosos acabou se rendendo à qualidade do grupo.

A NAÇÂO ZUMBI chegou com a tarefa de reanimar a galera depois da apresentação do MOB e teve êxito em sua missão. A batida contagiante da percussão combinada com a distirção das guitarras fez a pacata Atibaia tremer. Durante a música “Mormaço” rolou um daqueles momentos que vai ficar pra sempre na memória; enquanto Jorge du Peixe cantava “um temporal inteiro se aproxima” a chuva começou a cair. A mãe natureza foi tão precisa que muita gente chegou a pensar que a chuva fosse cenográfica.

Ao subir no palco o IRA! trouxe consigo um perturbado Edgar Scandurra, que começou gritando “Rock de tiozinho é a puta-que-pariu” e depois disso deixou o público sem entender nada ao dizer “sou vip pra caralho” enquanto mostrava a pulseira de acesso ao backstage em seu pulso. Comentários idiotas a parte, o IRA! fez um show morno que, ironicamente, só empolgou mesmo com os “rocks de tiozinho” como “Envelheço na cidade”, “Gritos na multidão” e “Vitrine viva”.

Depois de mais de oito horas de show o público já estava exausto, foi quando a chuva resolveu cair pra valer, o gramado se transformou num grande lamaçal e a idéia de fazer um festival no meio do mato já não soava mais tão divertida quanto antes.

Por conta do temporal o show do SUPERGRASS começou com mais de uma hora de atraso. A grande atração do evento teve que encarar uma platéia cansada e desanimada, que permaneceu assim enquanto Gaz Coombes cantava músicas do último álbum da banda; hora ao piano, hora ao violão. Felizmente na metade do show o SUPERGRASS encontrou a pegada mais Rock and Roll com as excelentes “Strange ones”, “Moving”, “Pumping on your stereo”. O ponto alto da noite foi “Grace”, que teve seu refrão “Oh Grace, Save your money for the children” cantada em alto e bom som pela galera. Já, aqueles que só conheciam a fase “Alright” da banda saíram desapontados, pois o hit, inexplicavelmente, ficou de fora.

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Ira!: banda lançará singles antes de novo álbum, diz ScandurraIra!: banda vai gravar DVD/CD da turnê Folk em marçoTodas as matérias e notícias sobre "Ira!"

Rock Nacional
Os 15 melhores riffs de guitarra

BRock
Os 10 melhores álbuns dos anos 80

Ira!
Edgard Scandurra comenta a polêmica "Pobre Paulista"

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Ira!"Todas as matérias sobre "Supergrass"Todas as matérias sobre "Mission Of Burma"Todas as matérias sobre "Cachorro Grande"

Metallica
Hetfield toca Adele em versão acústica com a filha

Blink 182
Travis Barker teria sido chamado para o Slayer?

Geezer Butler
A morte de Dio poderia ter sido evitada

Kiko Loureiro: contando como foi chamado pelo MegadethRock Brasileiro da Década de 70Twisted Sister: Dee Snider responde bonito a Gene SimmonsBrian May: "Nunca haverá banda como Aerosmith"Punk Rock: Os 25 maiores discos de todos os temposRock progressivo: bandas que merecem ser ouvidas

Sobre Carol Oliveira

Seu primeiro contato com o metal foi em 1993, quando, na época com 13 anos de idade, driblou a censura do Parque Antártica para assistir a apresentação do Metallica. Desde então gasta horas do seu dia e boa parte do seu salário vasculhando o que há de melhor entre os vários estilos musicais. Curte dos clássicos setentistas, passando pelo hard rock “farofa”, heavy metal e até mesmo indie e britpop. Formada em Radio e TV, já trabalhou em veículos como a Rádio Transamérica e o SBT, hoje é uma das sócias da MiG-18, a primeira agência de comunicação voltada pro mercado musical.

Mais matérias de Carol Oliveira no Whiplash.Net.

Sobre Paula Kamei

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online