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O Primal Fear chegou ao Brasil escorado por um de seus melhores cd’s. A boa repercussão de “Devil’s Ground” na Europa e o alto nível dos shows já credenciavam esta turnê como imperdível. Criticar a falta de personalidade da banda, chamando-a de clone de Judas Priest, pode até ser aceito em alguns momentos, mas a verdade é que a banda, formada por Mat Sinner no baixo, Tom Naumann e Stefan Leidibing nas guitarras, Ralph Scheepers no vocal e Randy Black na bateria possui um conjunto forte e entrosado, proporcionando grandes “performances” ao vivo.
Esta segunda passagem pelo Brasil foi marcada pela escolha de um local mais agradável para o show, o Canecão, e por um público bem abaixo do esperado. Apesar disso a banda não se fez de rogada. Sejam 10000, 1000 ou 100 pessoas, o Primal Fear faz o seu show sem medo e sem receio. Um dia antes do show (14 de junho), a banda concedeu uma tarde de autógrafos para cerca de 100 fãs na Hard and Heavy do Flamengo, aonde todos atenderam com bastante simpatia a todos os presentes, autografando cd’s, tirando fotos e esbanjando bom humor.
No dia seguinte, cerca de 500 pessoas compareceram ao Canecão para presenciar a segunda passagem da banda pelo Rio de Janeiro. Um público pequeno? Sim... mas não menos vibrante, que foi a loucura perto de 21:45, quando “Devil’s Ground” começou a soar pela casa. A banda entra com tudo executando “Angel In Black”, emendada com “Chainbreaker”. Apesar do entusiasmo inicial, o som estava meio embolado, e os vocais de Ralph um tanto quanto desafinados em algumas partes das músicas.
“Suicide and Mania” e a excelente “Running in the Dust” foram executadas com um som bem melhor e a voz de Ralph literalmente explodiu na casa. Como o cara canta, e ainda se dá ao luxo de ter um “backing” como Mat Sinner, que faz com esmero os vocais de apoio. Músicas como “Visions of Fate”, “Nuclear Fire” e a balada “The Healer” (dedicada por Ralph aos casais de namorados presentes no local) foram bem recebidas, mas o público queria pancadaria, e “Batalions of Hate” veio para satisfazer a vontade da galera.
Randy Black (recém integrado a banda) aproveitou o momento para fazer um solo curto, porém marcante, aonde mostrou porque atualmente ocupa as baquetas da banda, e “Under the Spell” foi executada, junto com “Silver and Gold” e “Metal Is Forever” (que levaram ao público ao delírio). Neste momento Ralph, um excelente “frontman” (apesar de algumas coreografias no mínimo estranhas, dá uma pausa para introduzir a banda, e deixa Mat Sinner por último, sendo que na hora H a banda executa uma “Jam” estilo “country”, para introduzir o baixista ao público, que reage com uma salva de palmas. Mat pega o microfone e mostra que também sabe mexer com o público, introduzindo Ralph Scheepers. “Final Embrace” é executada e a banda sai do palco, deixando os fãs ansiosos para o primeiro bis.
Rapidamente o Primal Fear volta em ação com “Tears of Rage”, “Heart of hte Brave” e sai de novo, para um segundo bis, que começa com “Colony 13” e finaliza com “Fear”. A banda possui um dos melhores entrosamentos do metal atual, seja na hora de agitar, seja na precisão dos músicos. Foram poucas pessoas ao show? Foram.... mas quem foi vibrou muito.... e quem não foi... perdeu uma boa chance de ver uma das melhores bandas do heavy metal atual em ação.
Agradecimentos:
Hard and Heavy
Mirian Hinds
Andrea Santos
www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.
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Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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