Andralls: Parte final da 'tour report' europeia

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Andralls: Parte final da 'tour report' europeia

Press-Release postado por Débora Brandão | Fonte: Metal Media

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Matéria publicada em 04/09/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Já no Brasil, o ANDRALLS nos disponibilizou a parte final de seu diário da turnê europeia. E como não poderia ser diferente, muitas aventuras e desventuras neste meio tempo.

Mas deixemos os músicos do grupo contar esta que, sem dúvidas, foi a turnê mais marcante da história do ANDRALLS:

Após alguns dias de folga em Hamburg (Alemanha), chegou a hora de voltar à estrada rumo à República Tcheca. Iríamos tocar no Obscene Extreme Festival, um dos festivais mais insanos da Europa e abrir as portas naquele país onde tocaríamos pela primeira vez. Chegamos já na quinta-feira, prontos para pegar o festival do início e aproveitar o evento. Após muita zoeira e curtição com vários amigos de toda a Europa que encontramos por lá, fomos descansar para nos preparar para o dia seguinte, para subir ao mesmo palco que várias bandas de renome já haviam passado. Na sexta-feira chegou a nossa vez. Troca de palco rápida e um set-list mais curto do que o usual, mas com certeza um dos nossos melhores shows da tour. Pancadaria do começo ao fim, com direito à moshpits e muito headbanging, chegamos e mostramos a pegada braZica pros gringos. Nesse show tivemos também a participação do Toño (da banda Rato Raro, da Espanha) cantando a Policia Asesina, do nosso CD novo, que a galera curtiu bastante. A galera se mostrou muito empolgada com o nosso show e foi ducaralho poder participar daquele festival, tão considerado na Europa e no resto do mundo. Inclusive fizemos vários ótimos contatos por lá e tivemos uma das melhoras vendas de merch da tour. Podíamos ver muita gente vestindo a nossa camisa e levando o nosso CD pra casa. Animal. Após curtição e muita festa, acompanhando os shows das outras bandas durante o resto do dia (com direito à mosh e cara ralada do Xandão, que se empolgou no show do Discharge hahahaha), fomos descansar para pegar a estrada rumo ao norte da Polônia no dia seguinte.

Após acordarmos, seguimos rumo a Szczecin, uma cidade no norte da Polônia, perto da fronteira com a Alemanha. Seria uma festa novamente, revendo a galera polaca que são um dos públicos mais insanos de toda a Europa. Chegamos a tarde por lá e montamos nosso merch, trocamos idéia com a galera e nos preparamos pro show. Com um bom público no club subimos no palco e destilamos o nosso fasthrash pra galera. Fizemos um set-list mais longo, tocando músicas de todos os nossos álbuns, e tocamos também a cover de “Beber até Morrer” do RxDxPx e dedicamos pra galera polaca (que ama um “goró” hahaha). Muita zoeira e mais uma vez um grande show naquela cidade que já conhece o nosso trampo e admira a correria. Depois do show, fomos convidados pra comer no restaurante do organizador, onde matamos a lombriga e tomamos a “saideira” da noite, experimentando vários tipos de vodcas (o cara foi por muitos anos dono de uma fábrica de vodca, portanto ele, mais do que ninguém, tinha autoridade no assunto hahaha) e saindo “torto” de lá. Do restaurante, fomos direto para hotel onde passaríamos alguns dias até o próximo show na República Tcheca (o mesmo hotel que sempre ficamos quanto tocamos na cidade, ao lado de uma base militar e em frente ao maior cemitério da Europa).

O próximo show ocorreu em Branisovice, próximo de Brno, no sul da República Tcheca. Após uma longa viagem, chegamos no pico do show por volta da hora do almoço. O evento era um festival Open Air em frente a um lago animal e onde, no ano anterior, teve a participação dos manos do Lobotomia. Chegamos no lugar e já tinha banda tocando. Um puta som no evento e uma galera já curtindo o festival, bebendo, fumando e causando no rolê hahaha. Revemos alguns amigos tchecos que estavam no Obscene Extreme e ficamos trocando idéia e tomando umas até chegar a nossa vez. Já à noite, foi a nossa vez de subir no palco e mais uma vez descemos o braço. Nesse ponto da tour todos estavam comendo os instrumentos com farinha, então foi porrada depois de porrada. A galera ficava abismada, pois as bandas brasileiras são diferentes em comparação com às Europeias. Nosso país tem a malandragem que falta pra eles e isso reflete no palco. A galera agitou pra caraio, houve stage dives e tudo o que se tem direito. Um show longo, onde tocamos o mesmo set-list da Polônia. Após o show, ficamos no merchandise trocando ideia, batendo foto e dando autógrafo. Experiência animal naquele lugar. Foi lá, inclusive, onde vendemos a nossa última peça do “Breakneck”, que vendeu bem pra caralho na Europa. Nos outros 6 últimos shows teriamos apenas os outros cds pra vender e umas poucas peças de camisetas. Descansamos na van e já pegamos cedo a estrada rumo à Krakow, na Polônia.

Chegamos na Cracóvia no meio da tarde. Já na porta do clube encontramos o Tym, que seria o tradutor naquela cidade. Muleque “gente fina” que nos levou numa tour pelas proximidades do club e nos acompanhou até um restaurante no bairro Judeu (um gueto, onde os judeus eram levados antes de seguirem para Auschwitz na Segunda Guerra Mundial). Bairro muito bonito, arquitetura animal, mas com uma história “pesada” pra caralho. Comemos uma comida boa pra caramba e voltamos pro club. O club, inclusive, era animal, com um ambiente sombrio e decorado com caveiras. Um palco pequeno, mas com tudo soando muito bem. O pico parecia um bunker subterrâneo. Após o rango, montamos o Merchandise e conhecemos um fã da banda que viajou mais de 500km pra ver o nosso show. Ele acompanha a banda desde 2005 e seria a primeira vez que ele assistiria à um show do Andralls. Cara muito gente boa e um grande fã do nosso trampo. Nesse show pudemos rever também nossos amigos do The-No Mads, banda fudida de thrash da Polônia e que já dividimos o palco várias vezes. Foi só festa. Após os shows das bandas de abertura e após o show dos The-No Mads, subimos ao palco pra começar o show. O show foi animal, com certeza um dos mais divertidos da tour. Set-list especial e sons de todos os álbuns da banda. O público insano como sempre, como é de se esperar da galera polaca. Animal. Depois do show, curtimos um pouco e fomos descansar no hostel, que ficava à uns 200m do club. O show em si foi um dos melhores, porém rolaram várias zicas nessa cidade. Ficamos 3 dias por lá até o outro show na Polônia, e nesses 3 dias rolaram de tudo: a polícia do tráfego guinchou a van (e tivemos de pagar uma taxa pra pegar a van, baita trabalho) e alguém invadiu a van roubando o carregador e o suporte do GPS (além de estourar a fechadura de uma das portas – por sorte o animal não roubou mais nada, pois todos os nossos equipamentos estavam dentro dela…). Com certeza o show valeu muito, mas as zicas daqueles dias deram uma “emputecida” em todos da banda. Compramos um novo suporte e carregador e seguimos pra próxima cidade mas pra variar tivemos mais problemas. Indo pra próxima cidade tivemos um acidente (a van aquaplanou, deslizando pra fora da pista e quase capotou numa vala na lateral da pista) e o GPS começou à desligar, sem segurar a carga (que no final detectamos ser problema na merda do carregador que compramos). Mas enfim, faltavam apenas mais 4 shows e não seria isso que ia fazer com que largássemos tudo e voltássemos pra casa.

Após as “aventuras desgraçadas” que tivemos, chegamos em Rzeszów na Polônia, uma cidade próxima da Eslováquia e Ucrânia. Chegamos de baixo de uma chuva torrencial (por isso do acidente antes comentado), porém ao entrarmos no clube foi ducaralho. Muita gente (era uma quarta-feira, mas tinha público de um sábado) e todos ansiosos por nosso show. Montamos a mesa de merchandise e novamente ficamos trocando idéia, bebendo e dando autógrafo/batendo fotos. A galera nos tratou muitíssimo bem por lá e seria a nossa primeira vez naquela cidade. Vendemos bem e quando subimos no palco foi só pancadaria. Fizemos um dos shows mais brutos e raivosos da tour, até mesmo pra descarregar as zicas anteriores hahaha. A galera agitava como se o mundo fosse acabar e mandamos um set-list bacana, dando mais prioridade nas “bagaceiras”. Baita show animal. Após o evento, fomos comer e na seqüência já pegamos a estrada, viajando desde a madrugada, pois da Polônia até a próxima cidade (na Romênia) tinha muito chão pela frente.

Após uma das viagens mais longas e bonitas da tour (passando por vários lugares animais, tanto pela Eslováquia, Hungria e atravessando a Transilvânia – na Romênia), chegamos à Cluj-Napoca. Lá reencontramos os nossos amigos do Clitgore / Necrovile (divimos o palco com eles em dois shows na Espanha – Em Vigo e em Palência, no festival Brutologos) que estavam organizando o evento. O club era enorme, com um puta som bacana de palco e PA. Iríamos mais uma vez ser o Headliners então conseguimos comer e curtir o evento, tomando ótimas cervejas romenas. Galera em peso nessa nossa primeira apresentação na Romênia, ansiosa e já preparada pro Fasthrash. O show foi só porradaria, como tinha de ser, e a galera gostou bastante. Depois do show, pegamos a estrada com o pessoal do Clitgore rumo a Alba Iulia, onde passaríamos a noite (mas beberíamos até a manhã hahaha).

O show seguinte rolou em Sibiu, ainda na Romênia. Mais uma vez nossos amigos do Clitgore estavam lá, mas dessa vez o club era pequeno, ao contrário do show anterior. O club ficava embaixo de um hostel, portanto o público era variado. Após a banda de abertura, montamos nosso equipo e fizemos a passagem de som. Já na passagem de som a galera viu o que os aguardava hahaha. Lá pelas 22:30hs subimos no palco, a galera colou na frente do palco e a pancadaria começou. O club era decorado com uns quadros nas parades, quadros que no final do show estavam no chão ou apenas pendurados por um dos lados. Além da galera metal que estava lá pra prestigiar o nosso show, tinha ainda uma galera da Alemanha que estava no Hostel que acabaram com o club. Circle Pit brutal em frente ao palco, sem dó. Um dos shows mais divertidos da tour. Teve gente andando no teto, por cima da galera, bate-cabeça… foi simplesmente animal. Novamente, após o show, voltamos a Alba Iulia, até a casa dos nossos amigos e de lá pegamos a estrada novamente para mais uma viagem longa, rumo à Bulgária. Fizemos mais uma viagem animal, passando por represas, montanhas, tudo dentro da Romênia. Cruzamos pela capital (Bucharest, onde seria o último show da tour, 1 dia depois da Bulgária) e então pegamos umas estradas zoadas até chegar na fronteira com a Bulgária. Lá, logo após passar pela aduana, cruzamos o Rio Danúbio, e chegamos em mais um país onde ainda não tínhamos tocado.

Após quase 2hs viajando dentro da Bulgária, chegamos a Veliko Tarnovo, a antiga capital do império. Uma cidade muito preza, onde os prédios ainda parecem estar na idade média (sem contar no calor que estava no verão europeu). Já era por volta das 16hs e fomos ao club para conhecer o lugar onde tocaríamos naquela noite. O lugar se chama Thrash Zone e parece um antigo casarão, com espaço e palco para shows de metal. Foi uma grata surpresa chegar lá e nos deparar com um grande número de headbangers na porta do club nos esperando. Após as apresentações iniciais, fomos até o Hotel (que era muito perto do Thrash Zone) para descansar um pouco. Lá pelas 19hs, voltamos ao club para o inicio da maratona. Quando chegamos, a galera já começou a trocar idéia com a gente e fizemos muitas amizades. Teve gente que saiu de Sofia (capital da Bulgária), Macedônia, entre outros lugares, somente para ver o nosso concerto. Após as zicas que rolaram na tour a gente soube que tudo valeu a pena. Demos uma entrevista pra um webzine búlgaro e no final da noite subimos ao palco. Show de 1h, tocando sons de todos os cds da banda. A galera curtiu muito, rolou stagedive, bate-cabeça, e tudo os mais que podiam esperar. Um show animal que fez com que última semana de tour fosse uma das mais locas de todas as tours. Após uma garrafa de Jack Daniels e algumas brejas (e uma vomitada matinal do Cleber), fomos para o hotel descansar e nos preparar para o último show da Breakneck European Tour 2012.

Após o almoço, saímos de Veliko Tarnovo (Bulgária) rumo a Bucharest. Em 4hs já havíamos chegado na capital romena. O club era muito bacana, com toda a estrutura necessária e com um bom público presente desde o início do festival. O evento fez parte de um festival de 2 dias, onde o Andralls era o Headliner do segundo dia (domingo). O show foi muito bom, tocamos o set completo e após o último acorde da Two Sides (que foi a “bis” da noite) veio a sensação do dever cumprido (e comprido). Tomamos umas pra comemorar o final da tour, e fomos descansar na casa do organizador. Já na manhã seguinte, pegamos a estrada rumo ao aeroporto de Berlin, e o resto é história (estradas, paisagens e muita canseira). Uma turnê de 60 dias e quase 40 shows, passando por 11 países diferentes… e que venha a Breakneck Brazilian Tour!

Confira outras partes do diário de turnê do ANDRALLS pelos links:
http://metalmedia.com.br/newspress_br/?p=9132
http://metalmedia.com.br/newspress_br/?p=9156

Confira o novo videoclipe do grupo:

Para adquirir o material basta entrar em contato com a gravadora ou nas melhores lojas especializadas de todo o Brasil:
http://www.distrorockrecords.com.br
[email protected]

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Sobre Débora Brandão

Responsável pela Metal Media Management, cresceu ouvindo clássicos do Rock n' Roll e Heavy Metal por influência de seus pais. Em 2007 iniciou sua carreira na área da música trabalhando em uma gravadora nacional e fundando uma assessoria de comunicação voltada a bandas de Rock/Metal. Hoje, com grandes nomes no Roster, a Metal Media é uma das empresas que mais apoia e acredita no Metal Nacional.

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