Esta matéria sobre posters de rock utiliza como referência o livro "The Art of Rock", que mostra em suas páginas como simples cartazes se transformaram em verdadeiras peças de arte na década de 60.
Nos anos 50, os cartazes de rock eram meras páginas coladas nos postes - algo estritamente funcional. Em 1965, uma nova leva de bandas surgiu na cidade de São Francisco e com elas nasceram os posters "aditivados" à base de drogas lisérgicas, a mais famosa delas, o LSD. Um desses grupos, os Charlatans deu início à era hippie em uma audição para um show, loucos de ácido em um boteco perto de Nevada e o poster do evento já dava a dica do que estava por vir. No final desse mesmo ano, Ken Kesey dos Merry Pranksters já somava a força das drogas com a da promoção em noites regadas à ácido. Os posters para eventos como esses e para os posteriores, não informavam apenas o local, dia e hora, mas traziam à reboque um ecletismo flamboyant, um arte estilisticamente promíscua, visionária de certa forma. Os antigos originais desses cartazes se tornaram peças de colecionador. Mestres como Stanley Mouse, Alton Kelly e Rick Griffin são vendidos à preço de ouro.







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Carlos Lopes é jornalista, músico, produtor e escritor. No início dos anos 80, ele fundou uma das bandas de metal mais populares do Brasil, a Dorsal Atlântica, onde era guitarrista, compositor e vocalista. Foi a primeira banda da América do Sul a fundir punk e metal. Entre 1981 e 2001, gravou oito discos com a Dorsal, sendo o último produzido na Inglaterra. Em 2005 regravou o primeiro álbum da Dorsal (Antes do Fim), que foi eleito pelos leitores da revista Rock Brigade como um dos melhores trabalhos da temporada. Há seis anos comanda duas bandas de rock, a Mustang e a Usina Le Blond, cada uma já com três CDs de estudio. Como jornalista e escritor, colaborou desde cedo com desenhos e textos para várias publicações e fanzines. Formou-se em Jornalismo na Faculdade da Cidade no Rio de Janeiro. Desde 2006, edita o site www.omartelo.com.
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