Tergara: surge uma nova vertente para o metal.

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Tergara: surge uma nova vertente para o metal.


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Possuidores de um talento incontestável, os cearenses da banda TERGARA retornam aos estúdios para a concepção de seu primeiro 'full length' que trará além da pegada contagiante de seu EP "Reino do Amanhã pt.1", novidades que vão impressionar os fãs. O seu 'Progmetal' com elementos da nossa terra e pitadas de outros segmentos da música vai sofrer mais transformações podendo ser esta uma banda "pioneira" com a proposta de um novo som. Eu tive a oportunidade de conversar com quatro desses "mutantes" que falaram de todo o contexto da banda e dessa nova empreitada. De Fortaleza para os internautas do WHIPLASH.NET, os relatos de GEORGE VENTURA (vocal), IGOR CLODOMIRO (guitarra), CAIO TAVARES (baixo) e BRUNO COLARES (teclados) que ainda conta com FÁBIO CHARLES na bateria.

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IGOR CLODOMIRO é o único remanescente do início da história da banda. Como surgiu a ideia e o fascínio de agregar valores diferentes ao 'Heavy Metal' como a MPB e passagens funk?

Igor Clodomiro - Léo, com toda sinceridade, nós procuramos essa reposta até hoje, o começo da minha trajetória na música não foi com rock, sempre tive muita música em casa, tios músicos, muita Jovem Guarda, Samba e "Cachaça", quando vi Helloween em um VHS, pirei, mas aí vem o lance, você gostar é uma coisa, conseguir tocar é outra, então fomos por esse caminho, misturando, tentando se inserir com criatividade e humildade nesse universo tão competente que é o metal, e estamos tentando até hoje.

Caio Tavares - Podemos ver isso que fizemos nas versões das músicas "Cálice" (CHICO BUARQUE/GILBERTO GIL) e "Podres Poderes" (CAETANO VELOSO), e tem mais coisa boa vindo por aí nesse lado paralelo ao nosso autoral. Se quiserem conferir essa versões é só procurar no YouTube por TERGARA e o nome das músicas.

Como o público em geral vem recebendo toda essa transformação que de certa forma os torna "pioneiros" de uma nova vertente?

Igor - Essa sua pergunta se torna ícone, pois pela 1ª vez alguém cita a palavra "pioneira" falando da maneira como a TERGARA vê seu metal. Avaliamos as reações do público desde a nossa 1ª apresentação em 1999 com o nome "D revolts", onde tocamos um show conceitual em português, misturando temas "divinos e mundanos", fizemos uma versão do FAGNER e por aí vai... Ninguém entendeu simplesmente nada, por outro lado o publico de agora que vê a gente tocando e rapidamente pesquisam na internet, nossa carreira e tal, quantas bandas de metal em português existem, enfim, nos dias de hoje o público tem mais acesso a diversos níveis de pesquisa, o que torna ainda mais instigante a composição, o público nos entende, Léo...

Caio - Vale lembrar que toda essa transformação que está acontecendo de maneira natural se dá pela heterogeneização musical dentro da banda, cada um traz um pouco do que gosta e a gente transforma isto na pegada da TERGARA. No nosso próximo CD vocês poderão ouvir música com um tema mais puxado para o lado circense, outra puxando nossas influências nordestinas, músicas com bastante peso, acredito que vamos vingar este título que você está nos dando como pioneiros de uma nova vertente.

Bruno Colares - A cada dia nos redescobrimos musicalmente, a busca pela maneira "certa" de compor e criar algo novo com personalidade é muito difícil, estamos tentando desde 2004 e creio que já está bem claro o estilo TERGARA. Esse CD vai cravar a nossa competência em não se acorrentar aos estilos já pré-definidos (não estou fazendo nenhuma crítica a nenhuma banda, respeito o trabalho de todas). O circense é mais uma pegada que agregamos com muito cuidado e as novidades vão agradar a todos.

George Ventura - Temos a consciência que tudo que soa novo tem uma tendência a imediata aceitação ou não, temos percebido que o público que aceita rock em português e que são um pouco mais velhos vibram como adolescentes e os mais jovens recebem a princípio um choque de identidade que no próximo refrão faz com que estejam tão vibrantes quanto. Tem sido maravilhoso!

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Falando dessa "miscigenação musical" dentro da banda, o que exatamente cada integrante da TERGARA escuta e como isso contribui para as composições das músicas?

Igor - Léo, eu escuto praticamente tudo, a fonte da minha composição vem de fora do metal, escuto bastante OSVALDO MONTENEGRO, BELCHIOR, MAURICIO BAIA, mas daí quando vou pro peso, OFICINA G3, MASTERPLAN, curto pra caralho também os caras do MANÁ, e bandas da cena que por causa da "TERGARA-Spectral" (N.R.: empresa criada pela banda) acabei conhecendo várias e gostando de muitas...

Caio - Cara, eu acho que sou o "anormal" dentro da TERGARA... (risos) Antes de entrar na banda, ainda nos anos de 2006/2007, tocava em uma banda de Rock/Pop com Hardcore, a ANDRO'S, também presente na cena underground de Fortaleza, como o Projeto MIRC (Movimento Independente de Rock e Cultura), que futuramente se tornou um projeto de banda de Reggae Rock, bem diferente do som da TERGARA. Ainda, antes de entrar na banda, toquei em uma banda cover do AUDIOSLAVE. O que me influencia vem destes nichos presentes na minha vida desde moleque, podendo destacar RED HOT CHILI PEPPERS, a banda que me fez interessar em tocar um contrabaixo, CHARLIE BROWN JR., considero como bandas de ótimos baixistas. Há pouco mais de dois anos venho escutando outras coisas como OS NOVOS BAIANOS, e alguns cantores ditos como a nova geração da MPB, como MARCELO CAMELO, CÍCERO e VIOLANTE. Sou um tanto quanto eclético.

Bruno - No meu caso é até meio interessante dizer que comecei apenas compondo e nem tocava ainda na banda, depois fui baixista, guitarrista, mas me firmei mesmo nos teclados e ajudando nas composições. Uma banda que me influência demais é o EVERGREY, uma banda de Gotemburgo, Suécia que toca um metal meio progressivo, além disso, gosto muito de um pianista chamado YANNI que toca um instrumental contemporâneo. Eu acompanho a banda TERGARA desde o inicio, mas apenas como fã, só em 2007 comecei a fazer parte como instrumentista.

George - O respeito às individualidades dos integrantes é sempre preservado, de uma forma natural está a característica de cada um em cada música, a única regra que comungamos incondicionalmente é de que a TERGARA é uma banda onde as características do metal sempre estarão presentes, independentemente das misturas.

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Depois do lançamento do EP "Reino do Amanhã pt.1" com uma formação diferente da de hoje, o grupo tem se apresentado bastante dentro e fora de sua cidade. Isso é prova de que os fãs estão muito satisfeitos com os novos integrantes, principalmente com GEORGE VENTURA, pois ninguém poderia imaginar uma pessoa para substituir a voz "singular" de LÉO OLIVEIRA.

Igor - As mudanças dentro da banda sempre foram uma constante, a demo de 2004 foi cantanda por mim, o EP Reino do Amanhã pt.1 pelo LÉO OLIVEIRA e agora o 'debut' vai ser cantado pelo GEORGE VENTURA, eu acredito que tudo isso fez com que a banda fosse ganhando mais peso, e as canções mais personalidade a cada mudança.

Um fator muito interessante em "Reino do Amanhã pt.1" são as passagens de teclados que fornecem uma atmosfera muito bem encaixada em cada faixa sem soar saturado como acontece em muitas outras bandas que utilizam esse recurso. Como são criados esses arranjos?

Bruno - Bom Leo, eu gosto muito de usar um programa chamado "Guitar Pro 5", nele exploro as possibilidades do meu Teclado e com o programa consigo registrar minhas idéias já que sou muito esquecido(risos). Nessas novas composições vocês poderão conferir linhas de violinos, órgãos, piano, trompete, flauta, clarinete e muito mais. Infelizmente a minha pré produção do Reino do Amanhã Pt.1 teve um pouco de urgência porque as músicas escolhidas "em cima da hora" foram as que menos pude dá atenção, mas estou me esforçando para fazer um trabalho bem melhor dessa vez.

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ERLAN CARREIRA (guitarrista) durante algum tempo foi um colaborador muito importante para o grupo. O que a banda tem a dizer sobre o seu desempenho como músico e pessoa?

Caio - ERLAN é um cara FIRMEZA... bem tranquilo, quase não falava, mas era só dar uma guitarra pro menino que ele saia tocando. Grande músico e ótima pessoa! Chegamos a começar a compor uma música, ele me ouviu fazendo um lance no baixo e começou a criar em cima, ficou uma parada bem pesada, ele tem altas idéias de riffs.

CLODOMIRO já vinha tocando nas noites de Fortaleza e também já foi professor de guitarra tendo seus estudos aprofundados num curso de música da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Algum outro integrante da banda também já pôde "viver" de seu talento antes ou paralelamente à formação do grupo?

Igor - Todos esses processos dos alunos, do curso de extensão da UECE e dos os bares de Fortaleza foram em paralelo a banda, junto com um amigo compramos um som que era inclusive do GEORGE, e caíamos na vida, uns meses depois o FÁBIO CHARLES entrou e tocamos por um tempo, foi nessa época que adquirimos a vontade de investir na parte mais empresarial, chegamos a ter um estúdio próprio e provamos a dureza da não valorização do músico aqui em Fortaleza.

Caio - Como eu disse anteriormente, já toquei em outra banda, tivemos algumas apresentações no interior do Ceará como nas cidades de Pedra Branca e Senador Pompeu, além de apresentações pelo Projeto MIRC em Fortaleza.

George - O som autoral sempre foi a minha prioridade.

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A música da TERGARA explora muito o sentimento subconsciente do ser humano, algumas partes referem-se à melancolia, outras à esperança, mas de certo modo esse contraste lírico deságua numa mensagem de valores existenciais. De onde vem toda essa riqueza nos temas?

Igor - No que diz respeito à musicalidade da banda, as letras sempre foram prioridade, elas que caracterizam o nosso estilo, vivenciamos "sofrendo e aprendendo" com cada uma delas, são como fotografias, saca? No caso da TERGARA as letras estão no final da cronologia da nossa composição, inclusive o GEORGE já fez várias letras para o CD, em composições bem antigas até. A inspiração principal e trabalhar com esse existencialismo atuam no nosso cotidiano e das pessoas que nos cercam.

George - Ao olhar para o lado, vemos tudo isso em todas as pessoas, nossas músicas tentam representar cada um desses sentimentos em cada uma dessas pessoas, inclusive em nós.

O grupo está investindo em outras atividades para ampliar os horizontes financeiros, disponibilizando até material de som e iluminação para apoiar mais eventos artísticos. Como é encarada essa divisão entre banda e empresa?

Igor - Léo, a gestão da TERGARA é uma empresa há uns sete anos, estamos no 2º negócio, o som não temos mais, só a iluminação, porém, o que quero enfatizar aqui é o direcionamento positivo que uma relação dessa natureza trouxe para banda. A gestão financeira da banda, suas metas, balanço, são todas gerenciadas como uma empresa, isso proporcionou a banda uma série de investimentos que tornou hoje a TERGARA, além de uma banda de rock, uma empresa de iluminação. É claro que caminhamos no fio da navalha o tempo todo, a sinistralidade de um investimento assim é bem alta, eu digo "apurado não é lucro", isso em todos os parâmetros possíveis, financeiro ou não, é o mote pra longevidade dessa dupla jornada.

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Para esse ano de 2013, vocês fizeram algumas "promessas" como o lançamento de um vídeo oficial e também a chegada do tão esperado 'debut'. Como estão os trabalhos para esse primeiro álbum?

Caio - As gravações estão previstas para Setembro, até lá, estaremos em fase de produção das músicas, tudo para deixar o som bem redondo.

George - Será lançado no segundo semestre e a produção está bem encaminhada, sem dúvida será um trabalho bem verdadeiro e teremos a conclusão do que foi planejado para esse ano.

Os vídeos-clipe da TERGARA no 'Youtube' sempre tiveram um bom número de acessos e isso tem ajudado bastante na divulgação de seu trabalho. Como será o formato do vídeo oficial? Vocês vão explorar a animação de imagens como já vêm fazendo, serão imagens reais com cenário ou mesmo um documentário?

Caio - O vídeo oficial será feito com algumas imagens que já temos gravadas e que iremos gravar até o lançamento, nada é descartado até o momento que estiver pronto. Temos muito material gravado e fotos. Gravamos nossos shows há muito tempo e a intenção é usar estas imagens. Mas a idéia de um vídeo-clipe animado, como o de "Californication" (RHCP), "Olhos Certos" (DETONALTAS) ou "Na Sua Estante" (PITTY) não está descartada.

George - O prazer em animações é sem dúvida do agrado de todos na banda, há sim possibilidades e são bem latentes para esse estilo de vídeo clipe, mas também há outros tipos de ideias em mente que são ótimas e não devem ser descartadas. AGUARDEM!!!

As músicas sempre cantadas em português deixa evidente a paixão de vocês pela cultura de nossa terra. Mas o 'Heavy Metal' é um estilo universal, por tanto se usa mais o inglês para representar a maioria de suas bandas mundo a fora. Em algum momento a hipótese de se cantar na língua anglo-saxã foi levantada em suas reuniões?

Caio - Nunca...

George - Todos os integrantes em algum momento, em outras bandas, fizeram um som em inglês, mas a TERGARA foi fundada na crença em que é possível em português, não é um nacionalismo imposto, é só uma opção, respeitamos e somos fãs do heavy metal em inglês, não tem como não ser.

Como é fazer 'Heavy Metal' numa região suprimida pelos "ritmos populares" onde a grande mídia oferece mais espaço para banda de "Forró" e similares, como é o caso do Ceará?

Caio - Muito foda! Torna-se mais difícil por ter um maior público diferente do som que tocamos. E o mais foda é que quando é banda grande, o público gasta R$ 200,00 pra ir ver as bandas de fora, seja de outro estado ou país, mas não pagam R$ 10,00 ou R$ 15,00 para prestigiar e fortalecer a cena de rock do Ceará, e ainda reclamam que grandes bandas de rock não fazem shows aqui... O público destas grandes bandas é onde tem roqueiro, quer ter shows de rock bom, fortaleça a cena daqui! Mas estamos aí na luta!

George - É exatamente o maior desafio de uma banda de rock aqui, mas existe um público e uma cena rock em cada canto desse país, não é uma multidão e não nos iludimos com isso, é claro que acreditamos que tudo pode mudar e quando acontecer queremos estar no topo da onda.

Eu agradeço a oportunidade de mostrar para o Brasil mais um valor da cena 'underground' cearense e desejo a vocês da TERGARA e a todas as pessoas envolvidas nesse grande trabalho todo o reconhecimento em função do seu próprio talento. Deixem um recado para os fãs.

Caio - Primeiramente quero agradecer a oportunidade da matéria, mais uma vez, todo o apoio e incentivo que você está nos dando, com certeza você faz parte da história da TERGARA. Agradecemos ao público presente em nossos shows, que tem cantado nossas músicas, nos apoiado e nos incentivando. Quem quiser saber um pouco mais sobre a gente, pode pesquisar TERGARA no Facebook, YouTube ou Google e acompanhar o nosso trabalho! E aguardem, vem coisa boa por aí...

George - Nós agradecemos a oportunidade, sempre será um prazer. Estamos ansiosos para esse novo trabalho que lançaremos. Aguardem nosso novo CD que terá boas doses de FÚRIA e REALIDADE nesse palco da VIDA de trilhas circense. Obrigado!


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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde 1989 vive à cultura e ideologia do Metal Pesado sendo fã ardoroso do Classic Rock ao Death Metal. A sua dedicação se define na constante busca por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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