COC: entrevista com o vocalista e baixista Mike Dean

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COC: entrevista com o vocalista e baixista Mike Dean

Postado por Luiz Mazetto | Fonte: Blog Dor de Ouvido

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Formado no início dos anos 1980 na cidade de Raleigh, capital da Carolina do Norte, EUA, o Corrosion of Conformity é uma das bandas mais importantes de música pesada das últimas décadas, tendo alcançado sucesso tanto entre o público hardcore/crossover quanto o mais ligado nos seus discos stoner/metal. Com duas fases principais bem distintas sonoramente, o grupo já teve várias formações, incluindo cerca de 15 anos com o vocalista/guitarrista Pepper Keenan à frente da banda. Mas após Keenan resolver passar mais tempo com o Down (que conta com membros e ex-membros do Pantera, Crowbar e Eyehategod), os três responsáveis pelo clássico absoluto “Animosity”, de 1985, Mike Dean, Woody Weatherman e Reed Mulin, resolveram se reunir para reviver essa formação cerca de 30 anos após terem começado tudo juntos (o split “No Core” é de 1982). Na entrevista abaixo, feita por telefone, o mais do que simpático e talentoso baixista Dean, hoje novamente à frente dos vocais da banda junto com o baterista Reed, conta tudo sobre o novo álbum, que promove uma mistura entre as duas principais fases da banda, como foi gravar no estúdio de Dave Grohl e participar do seu projeto metal (o Probot), qual a situação oficial de Pepper Keenan na banda e quando trabalharão juntos novamente, como o Black Sabbath acabou com sua carreira acadêmica, as chances de tocarem pela primeira vez no Brasil ainda em 2012, entre outras coisas.

O novo disco (auto-intitulado) é o primeiro a trazer a formação clássica do “Animosity” (1985), sem o Pepper ou outro vocalista no seu lugar, nas últimas décadas. Como foi fazer meio que essa viagem de volta no tempo e se tornar um vocalista e um frontman de novo depois de tanto tempo?

Bem, foi mesmo como voltar no tempo, mas indo para frente ao mesmo tempo. Foi algo bastante natural. Quero dizer, nós tínhamos muitas boas ideias para músicas e só queríamos finalizá-las e lançar no disco. Então, fomos só nos três e funcionou bem. Por isso, foi uma boa decisão.

A sonoridade do álbum é meio que uma mistura entre as duas principais fases da banda, com e sem Pepper. Foi algo natural surgir com essas faixas após tanto tempo sem tocar hardcore/crossover e passar cerca de 15 anos tocando outro tipo de som, mais puxado para o stoner, com influências mais fortes de Sabbath e outras bandas dos anos 1970? Apenas a saída do Pepper abriu novas possibilidades?

Bem, nós basicamente fizemos isso de forma natural. Não somos bons em, você sabe, ser calculistas quanto aos nossos planos e o tipo de música que vamos fazer. Apenas começamos a escrever e tocar músicas que nos interessam. E esperamos que elas fiquem boas e também acabem sendo interessantes para outras pessoas. E dessa vez acho que elas ficaram boas.

Como foi trabalhar com John Custer novamente, uma vez que ele produziu quase todos os seus discos desde “Blind” (1991)?

Ah, foi muito bom. Na verdade, foi ainda melhor do que antes porque eu acho que ele estava em ótima forma. Dessa vez, a banda estava muito bem preparada. Antes mesmo de falarmos com John sobre produzir o disco, nós fizemos demos da maior parte do material e realmente trabalhamos nos arranjos. Assim, quando chegou a hora de gravar estávamos muito bem preparados. E ele realmente…se as coisas estavam soando bem, ele apenas ficava fora do processo e apenas escutava. E, você sabe, ele fazia uma sugestão ou outra. Ele trabalhou principalmente quando chegou a hora de fazer overdub das guitarras, criar alguns solos de guitarra com Woody, e para gravar os vocais, sabe? Foi mais ou menos aí que ele trabalhou. E fez por merecer seu dinheiro. Foi bom trabalhar com ele. E na mixagem ficamos eu, o engenheiro John Lasteau (que já trabalhou com o Foo Fighters), nós o chamamos de Lou, e o próprio Custer. E trabalhamos muito bem juntos na mixagem. Lou fez um trabalho tão bom gravando, e fazendo as faixas de tudo, especialmente da bateria, que a mixagem foi fácil.

Pois é, as músicas soam muito bem, pesadas e orgânicas.

É pesado, você sabe, mas também é natural. É meio que uma versão orgânica do peso. Não há muita coisa no sentido de samples de bateria e coisas do tipo. Sabe, não passamos muito tempo para deixar tudo perfeito, apenas real.

Como vocês acabaram gravando no estúdio do Dave Grohl (Studio 606)? Vocês já conheciam ele? Ou foi algo que surgiu a partir da sua participação no Probot (projeto de metal de Grohl)?

Acho que a primeira vez que conhecemos Dave foi quando éramos muito jovens e fizemos alguns shows em Washington DC, onde ele morava. Na verdade, ele morava perto de Washington DC e tocava em uma banda chamada Dain Bramage. E ele conheceu Reed, que enviou a demo do Dain Bramage para uma pequena gravadora que acabou lançando o material. Então, você sabe, Dave ficou agradecido por Reed ter basicamente lhe conseguido um contrato de gravação, ainda que um muito pequeno e modesto. E depois Dave começou a tocar no Scream, onde ficou por um tempinho. E, sabe, nós meio que perdemos contato, e ele se tornou bastante famoso (risos). Então alguns vários anos se passaram e recebi esse convite para o Probot, para cantar no projeto. E eu fiz isso e gostei bastante, assim como de todo o disco (o álbum traz nomes como Lemmy, Max Cavalera, Eric Wagner, Wino e King Diamong, entre outros). Foi uma situação interessante. Foi a primeira vez que conheci o pessoal da Southern Lord Records (que lançou o Probot) e isso abriu algumas portas, sabe, fazer o disco do Probot. Mas acho que, na verdade, Reed foi a um show do Them Crooked Vultures na Georgia e chamou a atenção de Dave. E foi aí que Dave disse que nós devíamos ir gravar no seu estúdio e que ele nos faria um preço bom. Achei que parecia muito trabalho ir até a Califórnia gravar. Mas agora estou realmente feliz por termos seguido com isso porque nos levou para longe de todas as distrações cotidianas aqui e pudemos apenas nos focar na tarefa de gravar um disco.

Ele (Dave Grohl) contribuiu de alguma maneira com o disco, além de alugar o estúdio por um preço camarada?

Não, na verdade não. Ele estava…o Foo Fighters tinha acabado de lançar um disco (“Wasting Light”) quando estávamos gravando. E depois eles estavam em turnê de novo quando voltamos alguns meses mais tarde para fazer a mixagem. Então acabamos não cruzando com ele. Eu nem cheguei a ver o cara (risos).

Falando nisso, com qual frequência vocês costumam ensaiar? Os três ainda moram na mesma cidade?

Bem… Nós… Reed e eu ainda moramos em Raleigh, na Carolina do Norte, que é onde Reed nasceu na verdade. E Woody se mudou para um lugar a cerca de duas horas de distância de carro, sabe? Ele vive em uma fazenda. Às vezes dirigimos até lá e ensaiamos apenas para sair daqui. Acabamos compondo grande parte do material para o disco, além de nos preparamos e gravar demos, na casa do Woody. Lá no alto das montanhas Blue Ridge.

Você mencionou como foi o primeiro contato com a Southern Lord, que lançou o EP “Your Tomorrow” no ano passado, que marcou a volta dessa formação. Por que vocês escolheram lançar o novo disco pela Candlelight em vez da Southern Lord?

Bom, eles (o pessoal da Candlelight) vieram até um show nosso em Londres e estavam muito animados e nos fizeram uma boa oferta. E acho que as expectativas deles…Eu gosto muito da Southern Lord, o modelo de negócio deles é realmente legal. É muito justo, uma divisão 50% para lado. Mas quando foi a hora de ouvir a proposta da Candlelight sobre o que nós podíamos com o novo disco em termos de vendas e exposição. E depois ouvir a previsão, digamos, mais conservadora da Southern Lord do que eles pensavam que podiam vender e fazer…Nós pensamos em assinar com a Candlelight porque eles simplesmente tinham uma visão maior para o que nós podíamos fazer. Estava mais de acordo com o que nós pensávamos. Mas eu realmente respeito a Southern Lord como uma gravadora e tudo mais e acho que também teria sido uma boa decisão lançar com eles. Mas provavelmente foi um negócio melhor ficar com a Candlelight nesse momento.

O fato de o Crowbar estar na Candlelight teve algum peso na decisão de vocês?

Não sei, talvez. Eles são uma das minhas bandas favoritas na Candlelight. Mas eu acho que foi mais sobre o que eles estavam dispostos a fazer, ir para frente. Sabe, é meio que um novo território para eles já que a maior parte do catálogo deles é de metal extremo. Acho que o Crowbar e o COC são alguns dos poucos exemplos de algo mais melódico e pesado por lá. Eu gosto do que vi da gravadora até agora, especialmente nos Estados Unidos. E tenho um bom pressentimento sobre isso. Acho que vai funcionar bem.

Legal, espero que tudo corra bem. Vocês estavam em turnê com o Clutch, de quem são amigos, há algumas semanas, certo? Como foram os shows e como o público reagiu às músicas novas?

Ah, muito bom. Fico muito orgulhoso em dizer que o público do Clutch provavelmente gosta mais da gente do que os nosso próprios fãs (risos). Sempre que tocamos com o Clutch é algo muito divertido, sempre fazemos bons shows e as pessoas…o público é realmente responsivo, divertido e cabeça aberta. Acho que as músicas novas foram muito bem. Essa mini-turnê com eles foi uma boa maneira de terminar o ano e nos preparamos para iniciar o suporte para o novo disco.

Falando em shows, como está o setlist para a tour? Estão tocando algo dos discos com Pepper?

Não. O Pepper até veio e tocou algumas músicas conosco no Hellfest, na França, e em um show em Bilbao, na Espanha, no ano passado. Mas basicamente se ele não está por perto não estamos tocando essas músicas. Acho que algumas vezes faremos uma espécie de teaser com algumas dessas faixas comigo e Reed cantando, a maior parte o Reed inclusive. Mas agora tentamos focar no material novo, além das músicas mais velhas.

Ok. Só para esclarecer para os fãs aqui no Brasil. Qual a situação oficial do Pepper na banda? Ele continua no COC?

Bem… você sabe, é difícil de definir. O jeito que eu coloco é o seguinte: se chegarmos ao ponto em que nossas agendas se alinhem, nós estaríamos muito interessados em fazer outro disco com ele, sabe? Fazer um álbum muito bom e sair tocando. Então estaríamos muito interessados em fazer isso. Acho que seria algo bom de ser feito. Estamos totalmente abertos a tocar com ele e…foi muito legal quando fizemos esses shows com o Down. Havia uma vibração legal com eles e isso me deixou muito feliz, me diverti fazendo isso. Mas, sabe, gostei muito de fazer “In the Arms of God” (último disco de estúdio do COC com Pepper). Penso que criativamente esse foi um disco muito divertido de ser feito mesmo com o Reed fora na época. E acho que no futuro a hora certa vai chegar para nos juntarmos mais uma vez, sabe?

E como isso funcionaria nos shows? Metade do set com você cantando e a outra parte com o Pepper?

Ah, estou aberto a tudo, sabe? E também tem o Reed, que tem uma ótima voz. Ele canta algumas faixas do novo disco: “Living Spiders Coming Out Here”, “What you become” e “Leeches”. Ele faz um ótimo trabalho, por isso ele também entra nessa parte, sempre cantando. Na verdade, ele também canta duas músicas no “Animosity”. Por isso, eu preciso tornar isso público já que estou recebendo esses elogios, com as pessoas me cumprimentando por algumas músicas que o Reed cantou (risos).

Ah, até ia perguntar. Tem uma música nova que me chamou a atenção pelo vocal, muito alto, chamada “Newness”. É o Reed cantando, certo?

Ah, é mesmo. Essa faixa teve o título trocado de última hora, acho que você não recebeu no disco promocional. Ela agora se chama “Living Spiders Coming Out Here”. E, sim, é o Reed cantando.

Bom, dê os parabéns para ele porque é impressionante.

Sim, é uma loucura. E isso foi…eu gravei vários vocais nessa música no nosso local de ensaio. Mas quando estávamos finalizando as ideias, logo antes de encontrar Custer para a gravação, Reed fez um trabalho tão bom na música que acabamos usando as linhas dele.

Eu vi um show de vocês no Maryland Deathfest do ano passado, que me deixou impressionado. O que você tem achado da banda voltar a ser um trio?

Bom, você precisa ser realmente… Não há onde se esconder, sabe? Quando são apenas três pessoas tocando, não tem onde se esconder, você não tem… o Woody não tem a guitarra base do Pepper para se esconder caso ele cometa um erro, e não também uma outra guitarra bem alta cobrindo os meus erros. É tudo muito claro. Isso é bom quando você está afiado, mas pode ser um pesadelo se você não estiver (risos). É muito claro o que acontece para os dois lados. Então você precisa ter isso em mente. Mas é divertido. Quero dizer…uma mudança é que agora tenho que tocar com mais distorção no baixo do que faria se houvesse uma segunda guitarra na banda. Porque preciso conseguir dar mais sustentação e levar um pouco mais de peso para o som. Por isso, tem sido interessante tentar usar isso e fazer essa formação em trio funcionar. Mas tem sido divertido cara, eu gosto. Definitivamente torna tudo mais fácil na hora de tocar as músicas mais rápidas porque, sabe, fica mais preciso.

O Down fez alguns shows incríveis aqui no Brasil no ano passado. Há alguma chance de vocês fazerem o mesmo? Receberam algum convite ultimamente?

Ah sim. Houve algo nesse sentido. Acho que estamos esperando ver o tipo de oferta que vamos receber com o novo disco saindo. Mas tivemos algumas ofertas de outros lugares da América do Sul, por isso é possível que nesse ano façamos uma viagem até aí. Até porque acho que teríamos bons shows no Brasil, com certeza. E agora tivemos uma oferta do Chile, então acho que esses dois lugares já valeriam a viagem.

É clichê, mas vou te perguntar o que você sabe sobre música brasileira.

Bem, e vou te responder que apenas o óbvio Sepultura. E Sérgio Mendes (risos).

Mas isso já é alguma coisa. Brian Patton, do Eyegategod, não conhecia nem isso (risos). Qual sua opinião sobre o Sepultura e o fato de eles também terem mudado muito o som e a formação da banda com o passar dos anos?

Sabe, eu particularmente gosto do “Chaos AD” e o disco seguinte que foi muito famoso com toda a história indígena, com coisas como “Roots Bloody Roots”. Isso era, além de algo com apelo comercial, muito foda (badass). Então, eu acho que talvez seja culpado de pensar sobre eles da mesma maneira que as pessoas pensam sobre o COC. Então, se o Max não está mais na banda, você se pergunta se ainda é a mesma coisa. Mas eu ouvi alguns discos mais recentes e tem uma qualidade. Provavelmente preciso ter uma cabeça mais aberta sobre eles. Mas há muita musicalidade no som deles. A bateria em especial, para aquela época, foi algo revolucionário, assim como a produção dos discos. Foi algo muito grande. Muito, muito, muito influente em outros tipos de metal que eu prefiro não ouvir (risos). As ideias deles foram muito emprestadas e imitadas, mas nunca igualadas.

Em todos esses anos, você só ficou fora de um álbum do COC, que é o “Blind” (1991), certo? Qual sua opinião sobre ele?

Lembro que saí do COC e alguns anos se passaram e ouvi diferentes relatos sobre os shows da banda e as novas músicas não ficarem muito boas, sabe? Eu não sabia se acreditava nisso ou não, mas então acabei cruzando com o “Blind”, coloquei para ouvir e fiquei impressionado. Porque era tão…o disco representava muitas das coisas sobre as quais costumávamos falar, mesmo na época do “Animosity”. Nós costumávamos ouvir muito Deep Purple, Thin Lizzy e coisas desse tipo. E pensávamos em como seria legal incorporar essas influências. E acho que chegou ao ponto em que eles finalmente encontraram um vocalista que podia fazia fazer isso por eles, que era Karl (Agell), e finalmente encontraram um produtor que ajudá-los a tornar isso realidade, e finalmente eles ficaram bons em seus instrumentos para que isso acontecesse. Por isso, eu fiquei realmente impressionado. Sabe, eu não toquei no disco, mas ficaria muito orgulhoso se tivesse.

E o que mais mudou nesses anos todos na sua opinião?

Ah, quero dizer… acho que a indústria musical e o ambiente cultural e tecnológico, tudo isso mudou a forma como a música é consumida pelo ouvinte e como você leva sua música até ele. Você sabe, com a Internet e tudo que temos à nossa disposição, em qualquer lugar e a qualquer momento. É como se fosse uma grande bênção, sabe, no sentido de você poder compartilhar música, poder falar comigo no telefone usando o Skype em vez de precisar gastar um monte de dinheiro com as operadoras. E então, sabe, tem sido muito positivo. Pelo lado negativo, ficou mais difícil vender produtos físicos, discos. Por que quem vai querer comprar algo que pode ter de graça? Mas essa tem sido uma transformação interessante com certeza. E acho que de certa forma a música, pelo menos nos EUA, tornou-se uma parte menos importante da cultura. Sabe…quando eu era jovem, ouvir música e colocar os fones de ouvido e descobrir esses ótimos discos de rock, hardcore e metal…essa era uma parte importante do que fazíamos quando jovens. E agora penso que os videogames e as mídias sociais e outras coisas do tipo meio que eclipsaram um pouco dessa proeminência da música. E acho isso um pouco triste porque quando você escuta música e deixa sua mente “viajar”, isso é algo bom para sua mente e para sua imaginação, ou sua criatividade, o que quer que você faça. Não é um evento inteiramente passivo, sabe?

Falando sobre grandes discos antigos, vocês vão lançar o novo álbum em vinil, certo?

Sim, sim, definitivamente. Eu gosto de vinil, você pode segurar na sua mão, pode ler as letras, e ainda é seu após seu HD quebrar ou algo do tipo. Quando fizemos aquela música “Your Tomorrow”, o single em vinil, nós o levamos na estrada com a gente para vender. E era legal porque muitas pessoas que nem tinham uma vitrola acabaram comprando porque é um objeto bonito.

Eu comprei uma cópia no Maryland Deathfest no ano passado, mas eu tenho uma vitrola.

(risos) Viu só? Isso é legal cara.

Já que falamos há pouco sobre as mudanças na indústria musical e tudo mais, qual a sua opinião sobre as pessoas baixarem sua música muitas vezes sem pagar nada?

Bom, eu não sei. Acho que existe uma espécie de obrigação cômica de pagar por algo se você usou. Mas não acho que deveria ser… não é algo que realmente me incomoda. Pessoalmente não vou fazer, porque, você sabe, tenho uma vida modesta tocando música. E seria hipócrita se eu fizesse downloads de graça. Mas não acho que seja algo muito importante. Penso que o dinheiro de verdade na indústria musical agora vem dos shows. Então, acho que a coisa certa é comprar, mas se você não tem dinheiro para isso, acho que é uma boa opção apenas baixar de graça (risos). Sabe, se você tem dinheiro para isso, então deveria abrir um pouco mão dele, especialmente para artistas independentes e menores. Não posso pregar isso para as pessoas, mas tento pagar porque prefiro ter a cópia física. Eu sei que os arquivos (MP3) são mais convenientes porque podem ser levados para todo lugar, mas gosto de ter o vinil se puder.

Confira imagens e o restante da entrevista em www.somruim.wordpress.com.

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