Jeb Wright do Classic Rock Revisited entrevistou o guitarrista John Petrucci do DREAM THEATER. Seguem alguns trechos da conversa.
Classic Rock Revisited: O maior problema de vocês foi que o novo álbum do DREAM THEATER, "A Dramatic Turn Of Events" foi feito sem o baterista fundador da banda Mike Portnoy. Eu diria que esse álbum talvez seja um dos melhores, senão o melhor, da suas carreiras. A indicação ao Grammy tem um gostinho melhor porque, apesar de tudo que o Portnoy causou a vocês, vocês ainda assim vocês foram bem sucedidos a esse nível?
John: Tem sim. Começamos a banda juntos em Berklee quanto tínhamos 18 anos. Fomos uma banda por todo esse tempo. A saída do Mike foi de partir o coração e um verdadeiro choque. Nós passamos por mudanças de membros antes, mas o Mike sempre foi uma enorme parte da banda. Há aquele tipo de momento, para os fãs, família, amigos, e membros da banda e para você onde você se pergunta "O que vamos fazer? Qual é o próximo passo e como vamos fazer isso? Vamos conseguir ser bem sucedidos?" Ainda bem que, desde o início, tivemos tanto apoio de nossas famílias, de nossos amigos e de nossos fãs e pegamos esse apoio e o traduzimos para o álbum. O álbum ficou entre os Top 10 no mundo inteiro. Nossos fãs realmente parecem ter curtido. A indicação ao Grammy, além disso tudo, é uma grande afirmação e uma retribuição a todas aquelas pessoas que nos deram esse apoio. Tem um gostinho bom. Não posso mentir.
Classic Rock Revisited: Em que esse novo Mike (Mangini) é diferente do velho Mike, profissionalmente, pessoalmente e musicalmente?
John: Nós compusemos o álbum sem um baterista presente. O Mike Mangini veio e aprendeu o álbum e então acrescentou todo um novo nível de musicalidade a ele. Foi realmente maravilhoso. O Mike é uma pessoa bem bacana que é muito fácil de lidar. Ele é muito dedicado e dá 120 por cento todas as vezes. Ele trouxe essa atitude na estrada conosco. Ele é comprometido em ser um baterista melhor no próximo dia, do que ele era no dia anterior, é ótimo. O Mike original vinha fazendo isso conosco por muito tempo. Algumas vezes, porque já havíamos feito tantos shows juntos, você acha que ninguém pode fazer o que ele faz. O Mike Mangini trouxe grandes quantidades de paixão e compromisso, não só ao tocar bateria, mas para a banda. Sabendo da nossa história e conhecendo nossa base de fãs e o quão importante o Mike foi para a banda, ver o novo Mike chegar e fazer o que ele fez é bem incrível.
Classic Rock Revisited: O Portnoy deixou a banda mas houve um ponto em que ele quis voltar para o DREAM THEATER. Que mal haveria em ter deixado o que tinha acontecido pra trás e ter deixado ele voltar?
John: Foi um pouco mais complicado que isso. No processo pelo qual o Mike deixou a banda nós tentamos de tudo para convencê-lo a não fazer aquilo. Nós o dissemos que não era uma boa idéia e que a gente estava junto há tempo demais para isso acontecer. Nós chegamos à conclusão de que ele precisava de uma mudança. Nesse ponto, quando você empregou todos os esforços, então você tem de encarar a realidade da situação, que era a de que precisávamos de um novo baterista. Tivemos de arregaçar nossas mangas e encontrar aqueles oito bateristas que fizeram as audições. Nós, então, trouxemos o Mike Mangini para a banda. Ele resignou sua posição de docente como instrutor em Berklee e começamos a fazer o novo álbum. Nós rearranjamos e reestruturamos tudo em nossos negócios também, o que significou termos de dar centenas de telefonemas para agentes, gravadoras e produtoras. Foi realmente complicado fazer tudo isso. Naquele ponto, o Mike dizer "Eu quero voltar", você pode imaginar como nos sentimos. Já era tarde demais e já tinha sido superado. Obviamente, não era o que queríamos há uns meses antes e então nós tivemos de pensar por que de repente a coisa tinha de ser diferente. Todas as razões pelas quais ele quis sair ainda estavam lá; elas não tinham ido a lugar algum. Simplesmente era tarde demais. Tivemos de ser autênticos com nós mesmos, com os fãs, com o Mike Mangini e com o nosso futuro.
Leia a entrevista na íntegra no Classic Rock Revisited
http://www.classicrockrevisited.com/interviewpetrucci.htm
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Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
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