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Velvet Revolver: "gravamos várias canções com Corey Taylor"

Traduzido por Nacho Belgrande | Em 31/03/11 | Fonte: Site Music Radar
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Jose Bosso, do site estadunidense MusicRadar.com, recentemente conduziu uma entrevista com DUFF MCKAGAN (GUNS N’ ROSES, VELTER REVOLVER, DUFF MCKAGAN’S LOADED). Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

MusicRadar.com: Vamos falar sobre o Velvet Revolver. Eu falei com Slash antes das festas de fim de ano e ele indicou a mim que as coisas seriam decididas logo. «McKagan ri» Daí, no começo de 2011, rumores circularam que Corey Taylor «vocalista do Slipknot e do Stone Sour» pode ser o novo vocalista.

Duff: “Gravamos várias canções com Corey. Eu acho que ele é do caralho. Esteja ele no Velvet Revolver ou não… porque eu estou num ponto onde eu posso ver as coisas com uma visão mais ampla, sabe, não gira tudo em torno de mim... eu acho que ele é a melhor voz de uma nova geração. A melhor voz do rock por aí. Ele tem muita energia positiva. Eu ficaria orgulhoso por fazer qualquer coisa com ele. Mas verdade seja dita, eu não consigo ver o Velvet Revolver rolando até a segunda metade do ano, e ainda talvez. Slash está excursionando, eu estou começando a excursionar... Veremos, Joe. Eu simplesmente não tenho a resposta. Não tenho.”

MusicRadar.com: Passando pra outro grupo – GUNS N’ ROSES. Ano passado, você tocou com a banda na Inglaterra, mas depois – e eu quero que fique bem claro – você disse que sentia que tinha sido um erro tê-lo feito.

Duff: “Não foi um erro. Tudo acontece na vida por um motivo. Veja você, eu tenho outro negócio que não tem nada a ver com música, e meus sócios estão com uma empresa baseada em Londres. Como resultado, eu vou a Londres de tempos em tempos. Então estou em Londres numa viagem de negócios, e o gerente do hotel me diz, ‘Você vai tocar hoje à noite'. E eu mando, 'Não, não vou tocar'. Ele me olhou de maneira estranha, e daí disse, 'Há algum problema se seu quarto ser vizinho do de Axl Rose?’ E eu disse, ‘Não, não tem problema nenhum.’ Naquele momento, eu disse a mim mesmo, ‘Esse vai ser o momento em que isso vai acontecer, que eu e ele nos reconectamos.’

Quer saber, diga o que quiser fizer, mas alguns de nós passamos por muita merda juntos. Você não pode apagar isso, e você não pode se colocar em nossa posição. As pessoas têm pagado de conhecedoras de nossa situação, mas no fim das contas você está no mesmo quarto com um cara com o qual você foi pra guerra. Todo mundo disse que nós não daríamos em nada, que a gente era ruim. Tocamos shows pra três pessoas. Mas acreditamos em nós mesmos e ficamos enormes, e passamos por tudo aquilo juntos, também.

Eu não falava com o Axl fazia tempo, mas você sabe... eu sou um adulto, As artes marciais realmente me ensinaram a lidar com um monte de coisas. A mais importante é, não seja um frouxo. Não apenas com aquela situação, mas no geral – na vida".

MusicRadar.com: Se meus cálculos estiverem corretos, ano que vem o GUNS N’ ROSES já estará apto a ser nomeado pro Rock And Roll Hall of Fame.

Duff: “Sim, há muitos ‘se’ nisso... Eu estaria mentindo se dissesse que eu não sabia que estava perto. Eu tenho ficado ligado nisso. Eu não sento e faço as contas: ‘Ah sim, o Rock and Roll Hall of Fame, é aí que eu tenho que entrar... ’

Então sim, eu acho que poderíamos ser escolhidos. Mas eu acho que é uma coisa do tipo ‘atravesse-essa-ponte-quando-chegar-a-ela’. Eu não fiz nenhuma reflexão séria sobre isso ou conversei com qualquer pessoa sobre isso.

Minha única experiência com o Rock and Roll Hall of Fame foi quando com o Velvet Revolver estávamos introduzindo o Van Halen. A banda inteira deveria estar lá, incluindo David Le Roth – íamos tocar uma música com ele. Começou a ruir tudo nas duas semanas anteriores ao show. Foi triste de ver...

Éramos apenas a banda inocente que estava lá para tocar músicas do VAN HALEN, e vimos a coisa toda azedar. Ver Michael Anthony e Sammy Hagar aparecerem, quando era pra ser todo mundo... Michael e Sammy são caras muito legais e de espírito bem esportivo sobre esse assunto, mas eles acabaram segurando o rabo do foguete da situação toda. Muito rabo de foguete.

Eu não sei se quero me ver num rolo assim. Vai ser um desastre, não vai? Um desastre pela imprensa. Eu simplesmente não sei o que mais falar sobre isso, Joe. Eu tenho que bolar umas declarações boas!” «risos»

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no site MusicRadar.com

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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