John Dingwall, do California Chronicle, entrevistou recentemente o lendário guitarrista Slash (VELVET REVOLVER, GUNS N' ROSES). Seguem alguns trechos da conversa.
Sobre se apresentar chapado:
Slash: "Eu sempre estive apto a tocar, não importava sob quais condições. Eu conseguia manter as coisas bem. Eu não ficava caindo de bêbado. Mas, considerando tudo, eu já estava me queimando. Acho que passei dos limites e cheguei ao ponto em que eu não estava mais curtindo aquilo. Eu finalmente derrotei aquele demônio, mas levei anos pra conseguir. Como alguém sóbrio e sem drogas, eu descobri que não estar intoxicado me fez ficar mais afiado. Meus reflexos estão bem melhores e minha habilidade em me concentrar e alcançar as notas é tão imediata como quando elas vem à minha mente. Tudo é mais preciso, especialmente nas performances ao vivo, que é quando eu improviso bastante. Eu descobri que minha espontaneidade significa que eu sou capaz de me conectar mais rapidamente do que quando eu bebia."
Sobre sobreviver aos excessos do rock and roll:
Slash: "Estou em perfeita forma, mas é realmente incrível que eu ainda esteja aqui. Eu tirei isso como um presságio e compreendi que não vou a lugar nenhum, então eu devo fazer o melhor possível. Hoje em dia eu não tomo um cocktail logo que me levanto. Não tenho mais que lidar com um monte de vícios. Eu era escravo e tinha de cuidar deles, antes de qualquer coisa. Agora eu não tenho mais disso, o que me deixa com mais tempo para ser produtivo."
Sobre o vídeo do single "Beautiful Dangerous", que traz a bela do BLACK EYED PEAS, Fergie, no papel de uma groupie que amarra Slash numa cama, antes de decidir viver suas fantasias:
Slash: "Foi legal de fazer, sabe. A Fergie é ótima e foi provavelmente o conceito mais fácil de gravação que já fiz, pelo menos em minha memória recente. Foram várias gravações de um dia e duas locações a um quarteirão de distância uma da outra. Ficou tudo perfeito. Foi um daqueles vídeos em que tivemos um tratamento bem relaxado e uma idéia do que o vídeo era e fomos inventando."
"Eu já tive mulheres me perseguindo, nenhuma tão louca ou tão atraente quanto a Fergie. Perseguidores, verdadeiros, não são uma piada ou algo para rir. Os verdadeiros tendem a ser perigosos ou estorvos psicóticos. Isso foi uma variação exagerada sobre um tema. Na verdade, eu nunca fui drogado contra minha vontade. Eu nunca fui amarrado contra minha vontade. Sempre foi algo consensual."
Sobre seu álbum solo que traz um rol de estrelas como vocalistas convidados, incluindo Ian Astbury, Myles Kennedy e Kid Rock:
Slash: "Eu simplesmente compus músicas e fiz arranjos e imaginei quem seria o vocalista certo para aquela música. Foi simples assim. Muita gente pensa que há muita premeditação nessas colaborações, como uma espécie de lista dos sonhos ou algo do gênero. Porém é uma coisa espontânea."
"Eu sempre tenho uma guitarra a meu lado e sempre estou em lugares onde os músicos estã; ou estou em situações onde estou exposto a muitos artistas diferentes."
"Eu aproveito a oportunidade de trabalhar com as pessoas assim que tenho a chance. É basicamente assim que essas colaborações diferentes acontecem. Quando eu fiz o disco, no entanto, eu estava meio que tentando achar o vocalista que seria apropriado para cada música. Então eles foram bem específicos."
Se ele algum dia estará em um estúdio com o Axl Rose novamente:
Slash: "Já faz 14 anos. Eu nunca falei com ele durante todo esse tempo. Não há uma relação na verdade. É por isso que é frustrante quando as pessoas perguntam sobre reuniões de bandas e sobre o que está acontecendo. Quatorze anos é muito tempo para não se estar em uma banda e as pessoas ainda perguntarem sobre isso. Dito isso, é uma valorização, eu acho, para uma banda de um monte de fãs que se importam tanto com ela. É muito lisonjeiro que depois de tanto tempo a formação original ainda seja tão valorizada. Eu tento não fazer muita chacota, mas a pergunta sobre o Axl é redundante."
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Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
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