Vader: "quando não é gravado, o show acaba sendo único"

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Vader: "quando não é gravado, o show acaba sendo único"


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O líder do VADER, Piotr "Peter" Wiwczarek, foi recentemente entrevistado por Arto Lehtinen e Luzi Lahtinen, do site Metal-Rules.com, sobre vários assuntos, incluindo o show de aniversário realizado em agosto de 2008.

Metal-Rules.com: Várias coisas têm acontecido no VADER. Mauser (Stefanowicz, guitarrista) e Daray (Brzozowski, baterista) deixaram a banda. Você ficou surpreso por eles terem saído assim, de repente e ao mesmo tempo?

Peter: "Bom, primeiro de tudo eles não saíram ao mesmo tempo, talvez perto um do outro. Mas isso é algo que já aconteceu antes, então não chega a ser um desastre, nós só trocamos de membros. Ambos queriam fazer coisas diferentes, eles decidiram seguir por caminhos diferentes; você não consegue fazer algo bem se não estiver a fim de fazê-lo. Então para o Vader foi bom que eles tenham saído, porque agora nós temos caras dedicados e que estão a fim de tocar. Os caras que estão tocando na banda agora são, pelo menos por enquanto, apenas músicos contratados, vamos ver o que acontece daqui pra frente".

"Não vai ser uma decisão exclusivamente minha, como líder, mas também uma decisão deles, se eles vão querer se unir definitivamente a nós ou não. Ser um membro do Vader não é só a parte boa. A parte ruim é ter que gastar o tempo em turnê. É um trabalho duro, que exige sacrifício e nem todo mundo consegue suportar esse ritmo. Eu acho que o grande problema é achar um bom integrante – o problema nem é achar um bom músico, o problema é achar alguém que consiga ficar em turnê por talvez dois terços do ano, longe de família e amigos. E isso é duro".

Metal-Rules.com: Vocês acabarm de lançar um álbum de regravações (XXV) de músicas antigas de vários álbuns do Vader. Qual foi a idéia por trás desse lançamento?

Peter: "Na verdade eu não gosto desse tipo de coisa, pra mim significa algo como 'o seu tempo já passou', ou algo do tipo. O Vader tem tanto ainda pra fazer, ainda tem gente que gosta de nos ver mais e mais, então eu ainda não acho que seja hora de dizer 'adeus'. E quanto à música, eu acho que isso é o melhor que podemos fazer para os fãs".

"Este álbum é bem específico porque nós o gravamos especialmente para a nova geração, gente que nos conheceu através do 'Impressions In Blood' e do 'The Art Of War'. É por isso que não tem músicas desses dois álbuns incluídas. Nós nos focamos nos primeiros álbuns e em algumas músicas mais novas para poder fechar essa fase do começo do Vader. E essa foi a principal idéia por trás do 'XXV'. Melhor também para os fãs que nos acompanham desde a nossa época de demos. Eu acho também que este é o melhor presente que a banda poderia oferecer, porque nós juntamos várias músicas dos últimos vinte e cinco anos em um álbum, mas não só as juntamos – nós as regravamos e lhes demos uma nova sonoridade. A idéia também teve inspiração no álbum que o Saxon gravou no seu vigésimo aniversário com esse tipo de material. Nós só gravamos mais músicas. Eu achei essa uma ótima idéia e a segui".

Metal-Rules.com: Vocês fizeram um show de aniversário do VADER no final de agosto de 2008, com várias outras bandas tocando no mesmo dia - gente como SAMAEL, GRAVE, ROTTING CHRIST, GOREFEST, MARDUK, etc… Como vocês fizeram a escolha desses grupos para esse evento tão especial? Os ex-membros do VADER também fizeram parte dessa festa?

Peter: "No começo nós achamos que não seria fácil, já que todas as outras bandas também são suficientemente conhecidas, e a pergunta era: elas iriam entender a idéia desse show? Nem todo mundo consegue engolir o orgulho e tocar como banda de abertura. Nós queríamos fechar a noite e tocar o set mais longo porque era nosso aniversário. Não foi algo do tipo 'nós somos os melhores porque tocaremos por último, fechando a noite', isso seria estúpido. Então todas as bandas tiveram o mesmo tempo para tocar. Nós falamos com várias bandas mas nem todos os empresários engoliram essa idéia, é por isso que foi uma honra ter algumas das bandas tocando naquela noite".

"Esse show foi essencialmente um presente para os fãs – muitos deles ficaram o começo ao fim, 12 horas direto no mosh, eu me lembro de falar com os caras do Grave depois e eles estavam chocados, eles nunca tinham visto isso na vida deles, que pessoas pudessem ficar ali das onze da manhã até as onze da noite e não se cansarem. Isso foi legal. Esse evento foi meio que um retorno aos bons tempos do passado. Era essa a idéia principal. E eu fiquei muito feliz que – bom, nós não pudemos fazer tudo o que planejamos por conta do tamanho do palco e por causa de alguns problemas de logística – mas no final das contas eu acho que 90% do evento foi um sucesso e, o que é o importante, as pessoas saíram felizes dali".

Metal-Rules.com: Vocês vão lançar um DVD desse show?

Peter: "A ideia a princípio era essa, mas seria um problema porque nós teríamos que sacrificar umas duas ou três mil pessoas, porque a equipe de gravação precisaria do espaço na frente do palco. O palco não era tão grande e não queríamos fazer algo do tipo 'Vader e o resto', então deixamos nossa parafernália no fundo do palco, claro, mas ainda assim deixamos um espaço de palco bem grande para todo mundo, para que as bandas pudessem se sentir como homens, como uma banda. Eles eram convidados, não bandas de abertura. O outro problema é, quando há uma câmera, você age de forma diferente, e nós contamos com a espontaneidade, com um concerto espontâneo. Por isso nós decidimos abandonar essa idéia e simplesmente fazer um show. E você sabe que, quando não é gravado, o show acaba sendo único".

"Não foi gravado para que todos pudessem ir à loja e comprar, foi um show único. E nós não esperávamos que tantas pessoas ficassem interessadas, mas um mês antes do show todos os ingressos já haviam sido vendidos, tinha gente que estava disposta a pagar quatro ou cinco vezes o valor do preço por um ingresso. Nós tentamos manter o preço do ingresso tão baixo quanto possível, mas não foi uma bagatela. O que não deixa de ser bom, isso significa que as pessoas realmente têm interesse. E não só gente da Polônia – tivemos visitantes da Rússia e do oeste até alguns caras da América do Norte que pegaram um avião para Varsóvia só para ver o show."

Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.

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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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