Sakrah: Aqui o Heavy Metal é coisa séria
Resenha - Collider - Sakrah
Por Alexandre Arrais
Postado em 14 de setembro de 2011
Não basta ter talento, tem que haver profissionalismo. Estes são os elementos inerentes à fama, embora os grupos de Rock e Heavy Metal fazem música pesada por amor. E com o Sakrah não é diferente. As primeiras canções do Sakrah, estas que foram soltas no mercado através do álbum "Collider", já se encontram extremamente polidas, mostrando total profissionalismo. Aqui, o Heavy Metal é coisa séria.


A banda possui um som característico do Thrash Metal, com outros elementos influenciadores como Crossover, ou Hardcore. Enfim, o rótulo não interessa, e classifique-os como quiser. O grupo possui influências relevantes de bandas como Pantera e Kyuss.
Faixa 1 - Collider - O álbum começa com "Collider". A canção de abertura mostra de cara o profissionalismo do grupo. Uma canção relativamente curta, porém radiante, com uma bateria cadenciada e um timbre de guitarra realmente de agradar os ouvidos.
Faixa 2 - Reflection - Para mostrar criatividade, através da variedade das composições, "Reflection" começa mais lenta, com dedilhado e depois recaindo em um som pesado e mais arrastado. Ao contrário da canção anterior, em "Reflection", o 'ódio' nos vocais, se é que posso dizer assim, demonstra um sentimento mais revolucionário à esta canção.

Faixa 3 - When I Fall - Esta começa com um riff de guitarra mais pausado e uma bateria mais reta logo no início, que depois recai no cadenciamento. O sentimento de rebeldia em "When I Fall" é lindo, quando o vocalista Leandro pronuncia "when I die / when I fall / no paradise / I stand to fight". Os vocais rasgados e sobrepostos na canção lembram claramente os vocais de Phil Anselmo no Pantera, que acabam resgatando ainda mais o sentimento de bandas nesta linha. Contudo, não tiro mérito do Sakrah, que conseguiu criar uma identidade própria. Menciono aqui apenas as influências.
Faixa 4 - Whiskey Devil - A canção "Whiskey Devil" apresenta uma composição mais técnica perante as anteriores e mais doentia. A técnica de tapping / ligado na guitarra, encontrada no refrão, dão uma identidade única à música.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Faixa 5 - Fight Bar - Esta é a última canção, e talvez com o refrão mais viciante que já tenha escutado. O sentimento de "foda-se" quando o vocalista vocifera "motherfucher can you repeat what you say to me / you peace of shit / you don`t deserve my attention" é realmente encantador. "Fight Bar", em opinião própria, é uma das melhores canções que já escutei desta linha, e graças ao nosso bom Deus, ela veio de uma banda brasileira.
Apresento a todos os leitores, o Sakrah, que sem sombra de dúvida, esta condenada a seguir uma carreira sólida e abocanhar uma grande fatia do mercado mundial da música, graças ao profissionalismo de Leandro (vocal), Ale-x (guitarra), Maurício (baixista), B.A (baterista). Se eu pudesse fazer uma crítica construtiva, eu diria apenas que as faixas do Sakrah são muito curtas. Ou seja, o que eu quero dizer, é que as canções são tão boas, que não deveriam acabar tão rápidas.

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