"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Resenha - Eagles Over Hellfest - Saxon
Por Mário Pescada
Postado em 12 de abril de 2026
Nota: 8 ![]()
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O Saxon é uma banda que dispensa apresentações graças aos seus números impressionantes: quase cinquenta anos de uma relevante e influente carreira, quase trinta discos de estúdio lançados e com "Eagles Over Hellfest" (2025), disponível no Brasil pela parceria Shinigami Records/Silver Lining Music, o titã britânico cravou seu décimo quarto (!) disco ao vivo.
Isso mesmo, outro disco ao vivo, mas vale frisar: outro bom disco ao vivo. Dessa feita, gravado durante apresentação da banda, pioneira da NWOBHM, na França quando da sua participação no megalomaníaco festival Hellfest, em 29 de junho de 2024.

Seus quase setenta minutos de duração trazem obrigatoriamente muitos clássicos da sua carreira, mas também duas faixas retiradas do então último disco de estúdio do grupo, "Hell, Fire And Damnation" (2024). A gravação é muito boa e com a cara de como um disco ao vivo deve soar: alto e imponente.
Como esperado, o Saxon segue bem afiado: as guitarras altas da dupla Scarratt/Tatler ("roubado" do Diamond Head e sabe-se lá se um dia volta para e com sua banda) dão o tom para as batidas fortes e certeiras de Nigel Glockler, que, apesar da idade, mostra que continua com a mão calibrada. Completam o grupo o "novato" Nibbs Carter com seu baixão e ele, Biff Byford, que praticamente um ano depois desse show receberia o diagnóstico de câncer no intestino.
Tocando em um palco gigante, cenário propício para uma banda idem, há muitos momentos bons ali: "Hell, Fire And Damnation" merece permanecer no disputado set da banda daqui pra frente; "Power And The Glory", uma das músicas mais legais da banda, conta com boa dobradinha de guitarras e bumbos rápidos; "Madame Guillotine", que aborda um assunto que os franceses conhecem bem, mostra um som mais cadenciado, que deve ser o tom do próximo disco; "Dallas 1 PM" carrega um certo ar de perigo; mais as clássicas e presenças certas "Denim And Leather" e "Wheels Of Steel" e ela, "Princess Of The Night", faixa que tenho uma carinho especial por ter sido a primeira música do grupo que ouvi, graças ao vídeo clip que passava na MTv Brasil.
O que faltou mesmo no disco foi um pouco mais de animação do público. Em alguns trechos há uns silêncios desconcertantes, talvez pelo cansaço de terem esperado o Saxon tocar depois do Metallica, porque com relação a performance da banda, sinceramente, nada a reclamar. Quem sabe um dia o Saxon não presenteia seu enorme e fiel público da América Latina com um registro ao vivo daqui?
Quem assim como eu pôde vê-los em 2025, quando passaram pelo Brasil com shows em São Paulo (Bangers Open Air), Belo Horizonte e Porto Alegre, viu que o grupo segue impecável ao vivo e que o tempo parece não passar para esse colosso britânico.

Com disco novo no forno com previsão de lançamento para final esse ano ainda (o 26º!), pode ir se preparando com essa versão ao vivo disponível no Brasil em duas versões: digipack com contracapa sobressalente e acrílico.
Formação:
Biff Byford: vocais
Doug Scarratt: guitarra
Brian Tatler: guitarra
Nigel Glockler: bateria
Nibbs Carter: baixo
Faixas:
01 Hell, Fire And Damnation
02 Motorcycle Man
03 Power And The Glory
04 Madame Guillotine
05 Heavy Metal Thunder
06 Dallas 1 PM
07 The Eagle Has Landed
08 Strong Arm Of The Law
09 And The Bands Played On
10 Denim And Leather
11 Wheels Of Steel
12 747 (Strangers In The Night)
13 Crusader
14 Princess Of The Night
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