Só pra esquentar um pouco os headbangers que esperam pelo próximo álbum de estúdio do Torture Squad, o Hellbound, a banda resolveu lançar um single especial para os brasileiros. Com “Chaos Corporation”, os paulistas colocaram duas músicas inéditas no mercado além de darem de presente a demo “A Soul In Hell”, lançada em 1993, quase completa e o video-clipe de "Pandemonium" para ser conferido em computadores.
Nota: 9 








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Se comparado com “Pandemonium”, último álbum da banda, de 2003, “Chaos Corporation” e “Beast Within” mostram que a banda conseguiu se superar e atingir um nível ainda mais alto de maturidade no seu trash/death metal.
Tudo começa com a capa do single, que é nada mais que um fundo preto e o novo símbolo da banda com as iniciais da banda moldadas em (adivinhe?!?) METAL. O trabalho de Paul Gerrard, que também assinará a arte de Hellbound, é bem marcante e difere das capas anteriores, mais voltadas para o lado das pinturas. Além disso, a produção está muito boa e limpa, com os instrumentos bem equilibrados entre si e com os vocais de Vitor Rodrigues. Mais uma vez, os responsáveis por esta parte foram Heros Trench e Marcello Pompeu, do Korzus.
A primeira faixa, que dá nome ao single, é matadora. Começa desfilando riffs bem no estilo que está consagrando o Torture. Maurício Nogueira abusa das guitarras sobrepostas, o que teve um efeito bem legal no começo da música, com umas linhas bem diferentes e é sempre acompanhado pela consistente cozinha formada por Amilcar Christófaro e Castor. “Chaos Corporation” remete bastante a "Horror And Torture", que abre o último álbum, mas de modo criativo, sem chegar a copiá-la. Estão lá as paradinhas, as quebradas no ritmo e aquele riff no meio da música que parece feito só para os HEADBANGERS chacoalharem a cabeleira. Ainda há o refrão: simples, mas que fica na cabeça.
A banda se sobressai como um todo, mas Vitor é sempre o algo mais. Com seus diversos tipos de guturais (certeza que eles só tem um vocalista?), dessa vez ele só usou algumas delas, escolhendo, pelo menos nestas duas, puxar para os timbres mais graves, ao contrário de músicas como “Towers on Fire”. Mesmo assim, as variações continuam em grande quantidade e os urros parecem melhores que nunca. A próxima é "Beast Within" que segue na mesma linha. O destaque fica para o riff inicial, bem criativo e com vários passagens de bumbos duplos de Amilcar, e divertidas linhas vocais.
Por parte das antigüidades que complementam os 20 minutos do single, estão duas músicas do "A Soul In Hell" e mais uma intro, "Obskure". A primeira é a que dá o nome à demo, originalmente lançada em fita. Como não poderia deixar de ser, a qualidade do som é tosca, com o som da guitarra bastante estourado, até porque a produção foi feita pela própria banda, na época com pouca experiência no assunto. No entanto, a música já mostrava o que viria pela frente e, evoluindo com o tempo, está presente até hoje nos shows da banda, vide o CD/DVD ao vivo “Death, Chaos and Torture Alive”.
O material é fechado com “Suffocation”, que tem uma levada mais lenta e diferente do que se costuma ouvir dos paulistas. Ela mostra como Vitor já variava bastante os seus vocais, tendência que segue com as músicas novas. O fato de poder contrapor os sons novos com os primeiros também é interessante e mostra toda a evolução do quarteto.
Para quem é colecionador, gostaria de ter um registro da demo em CD ou simplesmente não agüenta esperar até fevereiro para ouvir “Hellbound”, “Chaos Corporation” é uma boa opção. É esperar que tenham restado balas na agulha para as outras faixas do novo álbum, que agora está em processo de mixagem.
Mas que o CD promete, ah, isso promete, HEADBANGERS!
FORMAÇÃO:
Vitor Rodrigues - vocal
Castor - baixo
Maurício Nogueira - guitarra
Amilcar Chrsitófaro - bateria
Track List:
1. Chaos Corporation *
2. Beasth Within *
3. Obskure(intro)/A Soul in Hell **
4. Suffocation **
5. Pandemonium (video-clipe)
(*)inéditas / (**) demo tape A Soul in Hell
Site oficial:
http://www.torturesquad.com.br
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Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).
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