Resenha - Angels Cry - Angra

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Resenha - Angels Cry - Angra


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Brasil. 1992. O Heavy Metal Melódico a pouco estourava em todo o mundo e dava inicio à sua próspera trajetória com o Helloween. Bandas e mais bandas começavam a surgir. Em terras brasileiras, André Matos, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Luis Mariutti e Ricardo Confessori dariam início a uma das entidades metálicas brasileiras de maior respeito lá fora. Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth foram os homens que minimizaram a inexperiência do quinteto.

Com Alex Holzwarth assumindo as baquetas (Confessori entraria tempos mais tarde), participações de Kai Hansen, Thomas Nack e Dirk Schlachter (todos do Gamma Ray), produção perfeita, detalhada e cuidadosa (aliado ao perfeccionismo declarado de André Matos), composições transbordando criatividade, talento, técnica, ritmos brasileiros incorporados ao metal melódico, clássico, pesado e com uma atuação irretocável de todos os músicos, “Angels Cry” veio e se tornou um clássico imortal do metal melódico mundial.

Disco de ouro no Japão, muito bem vendido na Europa e América do Sul, “Angels Cry” foi um fenômeno. Imprensa embasbacada, shows lotados... Um clima de euforia e entusiasmo cercava os rapazes e eles corresponderam muito, muito bem. São clássicos atrás de clássicos, músicas de qualidade altíssimas, tudo executado com perfeição e brilhantismo.

“Unfinished Allegro”/“Carry On”, a dobradinha mais famosa do metal melódico, é o maior clássico do grupo até hoje. Após a introdução, a velocidade, melodia e empolgação de “Carry On” invadem o ambiente sem que você se dê conta. Êxtase é o que melhor define a sensação de ouvi-la, a maior referência, o maior exemplo do som criado pelo grupo, A N G R A, com todas as letras.

“Time”, “Angels Cry” e “Stand Away” são composições recheadas de tudo que o Angra tem de melhor: melodia; influências clássicas; guitarras dobradas, em harmonia ou em perfeito contraponto; peso; violões; backing vocals sentimentalistas; passagens instrumentais que te fazem pensar duas vezes se aquilo é real. São balanceados momentos mais pesados com mais melódicos, aliando emoção e classicismo, técnica com talento, criatividade com agressividade, ritmos brasileiros com heavy metal e tudo de melhor que você pode esperar.

“Never Understand” exigiu demonstrações para que Alex Holzwarth pegasse o jeito da coisa. Temos de concordar que baião com metal não é muito comum, foi o primeiro experimento dentro do estilo, e, portanto, foi difícil para um alemão entender. “Wuthering Heights”, cover de Kate Bush, não destoa do cd, foi colocada no lugar certo, e personalizada com o devido cuidado pela banda. “Streets of Tomorrow” tem riffs pesados e destruidores, é a composição mais pesada do álbum. E se você começa em estado êxtase, “Lasting Child” te leva ao nirvana, intimista e clássica, emotiva e tocante, perfeita para fechar a obra.

As letras são maravilhosas, poéticas e realistas, “Angels Cry” (a música) aborda o sofrimento das crianças brasileiras, são exemplos de magnificência de André Matos como compositor.

Um álbum que virou referência de metal melódico em todo o mundo, que influenciou muitos músicos e que maravilhou muitos ouvintes, “Angels Cry” soa ontem, hoje e sempre, insuperável.

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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