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Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão

Resenha - Prime Rock Brasil 2026 (Mineirão, Belo Horizonte, 25/07/2026)

Por
Postado em 30 de julho de 2026

Festival reuniu milhares de fãs em Belo Horizonte e confirmou sua força como um dos principais eventos dedicados ao rock brasileiro

O Mineirão voltou a ser palco de uma grande celebração da música brasileira no último sábado (25). Em sua sexta edição em Belo Horizonte, o Prime Rock Brasil reuniu milhares de fãs para mais de dez horas de apresentações que percorreram diferentes fases do rock nacional, com shows de Nando Reis, Blitz, Samuel Rosa, Dado Villa-Lobos e André Frateschi, Jota Quest e Os Paralamas do Sucesso, além das atrações do Camarote Secreto.

Em um cenário onde festivais costumam apostar em artistas internacionais ou line-ups voltados ao pop, o Prime Rock Brasil segue investindo em uma proposta bastante específica: reunir alguns dos maiores nomes da história do rock brasileiro em um único dia.

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A sexta edição realizada em Belo Horizonte confirmou mais uma vez a força desse formato. Durante cerca de dez horas, o Mineirão recebeu um público formado por diferentes gerações, todas unidas por repertórios que atravessaram décadas e continuam despertando forte identificação.

Foto: Ao-Vivo
Foto: Ao-Vivo

Desde o início da tarde, os arredores do estádio já mostravam que seria uma edição especial. Camisetas de bandas de rock nacionais e internacionais dividiam espaço entre fãs de diferentes idades. Pais apresentavam aos filhos os artistas que marcaram sua juventude, enquanto grupos de amigos transformavam o evento em um reencontro embalado por memórias afetivas.

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Mais do que um festival, o Prime Rock voltou a demonstrar que encontrou uma fórmula própria. O evento valoriza artistas que permanecem relevantes décadas depois de seus primeiros sucessos. É justamente essa proposta que faz do festival um dos encontros mais aguardados pelos fãs do rock brasileiro.

A programação deste ano reuniu Nando Reis, Blitz, Samuel Rosa, Dado Villa-Lobos e André Frateschi celebrando a Legião Urbana, Jota Quest e Os Paralamas do Sucesso, encerrando a noite com uma sequência praticamente irretocável de apresentações. O Camarote Secreto ainda contou com apresentações de Supla e Leo Jaime.

Ao longo de dez horas de música, nostalgia e emoção dividiram espaço com performances tecnicamente consistentes, estruturas de palco bem executadas e um público que cantou praticamente todas as músicas do início ao fim.

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Nando Reis abre o festival em grande estilo

A responsabilidade de iniciar um evento desse porte nunca é simples. Cabe ao primeiro artista criar a atmosfera que conduzirá o restante da programação e preparar o público para uma longa maratona musical.

Nando Reis cumpriu essa missão com naturalidade.

O cantor subiu ao palco acompanhado de sua banda apresentando um repertório que equilibrou sucessos da carreira solo com músicas que fazem parte da história dos Titãs.

Desde os primeiros acordes ficou evidente que o público chegava disposto a cantar. Boa parte do público já havia tomado a pista e respondiam imediatamente às primeiras músicas do setlist.

Sem recorrer a grandes efeitos visuais, Nando apostou justamente naquilo que o tornou um dos compositores mais importantes do rock brasileiro: canções fortes, letras conhecidas por praticamente toda a plateia e uma banda extremamente competente.

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Sua voz continua carregando aquela característica marcante que transforma cada apresentação em algo muito próximo de uma conversa entre artista e público.

Ao longo do show, clássicos como "All Star", "Relicário", "Por Onde Andei", "Pra Você Guardei o Amor" e outras composições foram recebidas como verdadeiros hinos.

Poucos artistas conseguem manter tamanha conexão emocional com diferentes gerações, algo percebido durante toda a apresentação.

Outro aspecto que merece destaque foi a qualidade sonora. A mixagem permitiu que voz e instrumentos permanecessem equilibrados durante praticamente todo o show, oferecendo uma experiência bastante agradável para quem acompanhava tanto da pista quanto nos outros setores.

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Mais do que abrir o Prime Rock, Nando Reis estabeleceu o tom emocional que marcaria boa parte do festival: a celebração da música brasileira por meio de canções que continuam relevantes décadas após seu lançamento.

Evandro Mesquita leva irreverência ao palco do Prime Rock

Se Nando Reis emocionou, a Blitz trouxe leveza, irreverência e diversão.

Com Evandro Mesquita comandando o espetáculo, a banda mostrou que continua sendo uma das apresentações mais espontâneas do rock nacional. Logo na entrada, a energia mudou completamente.

A proposta da Blitz nunca foi oferecer um show excessivamente técnico ou carregado de virtuosismo. O grande diferencial sempre esteve na capacidade de transformar cada apresentação em um espetáculo teatral, repleto de humor, improvisos e interação constante com o público.

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Foi exatamente isso que aconteceu no Mineirão.

Evandro Mesquita circulou pelo palco como quem recebe amigos em casa. Conversou com o público, brincou entre uma música e outra e demonstrou que, mesmo após mais de quatro décadas de carreira, mantém intacta a presença de palco que ajudou a transformar a Blitz em um dos maiores fenômenos dos anos 1980.

Foto: Ao-Vivo
Foto: Ao-Vivo

Naturalmente, os maiores sucessos foram os momentos mais aguardados.

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Canções como "Você Não Soube Me Amar", "Weekend", "A Dois Passos do Paraíso" e outros clássicos fizeram milhares de pessoas cantarem em uníssono. A Blitz também apostou em versões de "Sonífera ilha", dos Titãs; "Sentado à beira do caminho", de Roberto e Erasmo Carlos; "Biquíni de bolinha amarelinha", de Celly Campello e Aluga-se, de Raul Seixas, sempre com a galera cantando junto.

Com o público completamente "dominado", o show ainda teve um ponto alto para coroar a apresentação: a participação de Leo Jaime em "A dois passos do paraíso". O cantor foi uma das atrações do Camarote Secreto e, antes do show no palco exclusivo, resolveu dar uma "canja" na apresentação do amigo.

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Visualmente, a apresentação também chamou atenção. Os figurinos, a movimentação constante no palco e a postura descontraída da banda criaram um contraste interessante em relação ao show anterior. Enquanto Nando Reis conduziu o público por uma experiência mais emocional, a Blitz apostou na celebração, no humor e na diversão.

A resposta foi imediata.

Mesmo sob o calor da tarde, o público respondeu dançando, cantando e acompanhando cada interação proposta por Evandro Mesquita.

Foi um daqueles shows que dificilmente podem ser avaliados apenas pelo repertório. A experiência completa - música, humor, performance e comunicação - faz parte da identidade da Blitz desde sua origem, e isso ficou evidente no Prime Rock.

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Mais uma vez, a estrutura técnica colaborou para o resultado. Som, iluminação e telões permitiram que todos os setores acompanhassem a apresentação com conforto, reforçando a qualidade da produção do festival.

Ao final do show, ficava a sensação de que o Prime Rock havia encontrado o ritmo ideal. Depois de uma abertura emocionante com Nando Reis, a irreverência da Blitz elevou ainda mais o clima de celebração que dominaria o restante da programação.

A tarde prepara o terreno para os grandes momentos da noite

Com dois shows de estilos bastante distintos, mas igualmente eficientes, o Prime Rock já demonstrava porque sua curadoria é um dos pontos fortes do festival. A sequência entre emoção e descontração manteve o público envolvido desde o início, criando a atmosfera ideal para a chegada das atrações mais aguardadas da noite.

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Além das atrações do palco principal, o Prime Rock Brasil 2026 também reservou uma programação exclusiva para o Camarote Secreto. O espaço recebeu apresentações de Leo Jaime e Supla, oferecendo ao público uma experiência diferenciada entre os shows principais. A presença dos dois artistas ampliou a programação do festival e reforçou a proposta de valorizar diferentes gerações do rock nacional em diversos ambientes do Mineirão.

Leo Jaime protagonizou ainda um dos momentos mais inesperados da tarde ao subir ao palco principal durante o show da Blitz para interpretar "A Dois Passos do Paraíso" ao lado de Evandro Mesquita. A participação especial foi recebida com entusiasmo pelo público e arrancou uma das maiores comemorações da primeira metade do festival, demonstrando a sintonia entre artistas que ajudaram a escrever a história do rock brasileiro.

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Foto: Ao-Vivo
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E no Camarote Secreto teve o privilégio de tocar durante 3 intervalos entre as bandas do Palco Principal. Leo aproveitou muito bem e empolgou o público com músicas de várias fases de sua carreira.

À medida que o sol começava a perder força sobre Belo Horizonte, o Mineirão recebia um fluxo cada vez maior de pessoas. A expectativa crescia para a apresentação de um artista que, além de ser um dos principais nomes da música brasileira, teria o privilégio de se apresentar diante de um público praticamente em casa: Samuel Rosa.

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Samuel Rosa é recebido como ídolo em Belo Horizonte

Poucos artistas possuem uma ligação tão natural com Belo Horizonte quanto Samuel Rosa. Após mais de três décadas à frente do Skank, o cantor voltou ao Mineirão para mais um capítulo de sua história com o público mineiro, desta vez vivendo um novo momento artístico: a consolidação da carreira solo.

Se havia alguma dúvida sobre como seria a recepção do público a essa fase, ela desapareceu logo nos primeiros minutos de apresentação. Samuel foi recebido como um velho amigo.

Os aplausos antes mesmo da primeira música demonstravam que, independentemente do nome estampado no palco, o repertório construído ao longo de décadas continua fazendo parte da memória afetiva dos mineiros.

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A proposta do show deixou claro que a transição para a carreira solo não significa romper com o passado. Pelo contrário. Samuel parece compreender que sua trajetória é construída por diferentes fases e que todas elas dialogam entre si. O resultado é um espetáculo equilibrado, que respeita sua história sem deixar de apresentar novos caminhos.

Durante a apresentação, clássicos que marcaram a carreira do Skank dividiram espaço com composições mais recentes, criando uma sequência que manteve o público conectado do início ao fim.

Canções como "Tão seu", "Jackie Tequila", "Dois rios", entre outros clássicos do Skank e uma versão de "Tarde vazia", do Ira! Foram cantadas praticamente em coro pelo público. Era impressionante perceber como milhares de vozes assumiam os refrãos espontaneamente, reforçando o vínculo entre artista e público.

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Foi impossível não se emocionar com a homenagem a Lô Borges, fundador do Clube da Esquina e parceiro de composição de Samuel, e com a participação do baterista do Skank, Haroldo Ferretti, que tocou algumas músicas durante o show.

Legião Urbana revive no Mineirão com Dado Villa-Lobos e André Frateschi

Quando as primeiras imagens surgiram nos telões anunciando o início da homenagem à Legião Urbana, uma transformação tomou conta do Mineirão.

Foto: Ao-Vivo
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O clima festivo dos shows anteriores deu lugar a uma atmosfera de reverência.

Poucas bandas brasileiras despertam uma conexão emocional tão profunda quanto a Legião Urbana. Suas músicas atravessaram gerações e continuam sendo trilha sonora da vida de milhões de brasileiros.

Trazer esse repertório para o palco do Prime Rock representava um dos momentos mais aguardados da programação.

Dado Villa-Lobos entrou acompanhado de André Frateschi e de uma banda extremamente competente, assumindo a missão de revisitar um dos maiores catálogos da música brasileira.

Não se tratava de imitar Renato Russo. Desde os primeiros minutos, ficou claro que a proposta era diferente. Frateschi interpreta as músicas respeitando sua essência, mas imprime personalidade suficiente para evitar comparações inevitáveis. Esse equilíbrio talvez seja um dos principais méritos do projeto.

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O foco permanece na obra da Legião. E ela continua gigantesca.

Um repertório que atravessa gerações

Logo nas primeiras músicas, o público demonstrou que conhecia cada palavra. Era impossível encontrar alguém parado. As vozes se sobrepunham à sonorização do estádio.

Em determinados momentos, parecia que André Frateschi apenas conduzia um enorme coral formado por milhares de pessoas.

Canções como "Será", "Tempo Perdido" , "Quase Sem Querer", "Eu Sei" e provocaram algumas das maiores reações de todo o festival.

Cada música despertava uma emoção diferente. Havia quem cantasse sorrindo. Outros fechavam os olhos. Alguns simplesmente permaneciam abraçados.

Era impossível não perceber que aquelas canções continuam extremamente atuais.

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Mesmo escritas há décadas, ainda dialogam com diferentes momentos da sociedade brasileira.

Essa permanência talvez explique por que a Legião Urbana segue sendo uma das bandas mais influentes do país.

O peso histórico de Dado Villa-Lobos

A presença de Dado Villa-Lobos no palco acrescenta um elemento impossível de reproduzir. Ele não apenas toca essas músicas. Ele participou de sua criação.

Cada acorde carrega uma autenticidade que apenas um integrante original consegue transmitir. Mesmo sem protagonismo excessivo, sua presença funciona como um elo direto entre o passado e o presente. Durante toda a apresentação, ficou evidente o respeito que o público demonstra por sua trajetória.

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Os aplausos após diversos solos reforçaram essa admiração.

Mais do que nostalgia, havia reconhecimento.

Um dos pontos altos do festival

Tecnicamente, foi um dos shows mais consistentes da noite.

A iluminação assumiu papel importante, explorando tons mais sóbrios e acompanhando a intensidade emocional de cada música.

Os telões exibiam imagens cuidadosamente sincronizadas com o repertório, reforçando a atmosfera criada pela banda.

A sonorização também merece destaque. Voz e instrumentos permaneceram equilibrados, permitindo que cada detalhe fosse percebido pelo público.

Ao final da apresentação, a sensação era de que o Prime Rock havia alcançado um de seus momentos mais emocionantes. Não apenas pela qualidade musical. Mas porque poucas bandas conseguem despertar tamanho sentimento coletivo quanto a Legião Urbana.

Décadas após seu encerramento, suas músicas continuam reunindo pessoas de diferentes idades, mostrando que alguns repertórios realmente se tornam eternos.

O festival chega ao seu momento decisivo

Com quatro apresentações concluídas, o Prime Rock Brasil 2026 já havia entregado uma sequência extremamente consistente. Cada artista trouxe uma identidade própria ao palco, alternando emoção, irreverência, celebração e nostalgia, enquanto o público respondia cantando praticamente todas as músicas.

Àquela altura da noite, o Mineirão já estava completamente tomado pelo clima do festival. Restavam ainda duas atrações capazes de elevar ainda mais o nível da programação: o Jota Quest, celebrando três décadas de carreira e prestando homenagem a Tim Maia, e Os Paralamas do Sucesso, responsáveis por encerrar a sexta edição do Prime Rock em Belo Horizonte.

Esses dois shows não apenas concluiriam a programação, mas consolidariam uma noite que já caminhava para entrar na história do festival.

Três décadas de carreira em um show repleto de sucessos

Quando Rogério Flausino surgiu no palco, o Prime Rock já vivia um de seus melhores momentos. O público havia atravessado uma verdadeira viagem pela história do rock nacional e aguardava ansiosamente uma das bandas mais populares surgidas nos anos 1990.

Mais uma vez, Belo Horizonte mostrou por que a relação entre o Jota Quest e sua cidade natal permanece tão forte.

Se Samuel Rosa havia sido recebido como um dos grandes filhos da capital mineira, o mesmo aconteceu com o quinteto formado por Rogério Flausino, Marco Túlio Lara, PJ, Paulinho Fonseca e Márcio Buzelin.

A sensação era de assistir a uma grande comemoração entre amigos.

Uma banda em plena forma

Celebrando três décadas de trajetória, o Jota Quest demonstrou maturidade sem abrir mão da energia que sempre caracterizou seus shows.

Foto: Ao-Vivo
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A banda encontrou um equilíbrio raro: respeita sua história, mantém um repertório recheado de sucessos e continua apresentando performances vigorosas.

Logo nas primeiras músicas ficou evidente que o público conhecia praticamente todo o repertório. Não havia diferença entre pista ou camarotes. Todos cantavam.

A sequência de sucessos foi construída de forma inteligente, alternando momentos mais dançantes com canções carregadas de emoção.

Clássicos como "Encontrar Alguém", "Dias Melhores", "Fácil", "Na Moral", "Só Hoje", "Amor Maior" , "Do Seu Lado" e "De Volta ao Planeta" provocaram algumas das maiores respostas da noite.

Homenagem a Tim Maia

Um dos momentos especiais da apresentação foi a homenagem prestada a Tim Maia.

A escolha dialogou perfeitamente com a identidade musical do Jota Quest, cuja influência do soul e do funk brasileiro sempre esteve presente desde os primeiros discos.

O tributo foi recebido com entusiasmo pelo público e acrescentou uma camada extra de emoção ao espetáculo.

Mais do que uma simples lembrança de um ícone da música brasileira, o momento reforçou como diferentes gerações e estilos musicais conversam naturalmente dentro do Prime Rock.

Rogério Flausino domina o palco

Poucos frontmen conseguem estabelecer uma comunicação tão direta com a plateia.

Durante toda a apresentação, Rogério Flausino manteve o público envolvido.

Conversou, brincou, agradeceu diversas vezes e demonstrou enorme satisfação em tocar novamente diante de um Mineirão lotado.

Sua movimentação constante transformou o palco em um ambiente dinâmico.

Mesmo em um festival com tempo reduzido para cada artista, o Jota Quest conseguiu entregar um espetáculo completo.

A banda mostrou entrosamento, segurança e uma qualidade técnica que ajuda a explicar sua permanência entre os principais nomes da música brasileira.

Supla incendeia o Camarote Secreto

Supla levou ao Camarote Secreto a irreverência que marca sua carreira, mantendo o clima de celebração entre o público enquanto aconteciam as trocas de palco. Com seu estilo irreverente e a energia característica de suas apresentações, o cantor transformou o espaço em uma verdadeira extensão da festa. Misturando clássicos de sua carreira, músicas dos tempos do Tokyo e versões de sucessos do rock, Supla manteve o público animado do início ao fim, sempre com sua conhecida interação descontraída e bem-humorada.

Foto: Ao-Vivo
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O artista também fez questão de conversar com os fãs entre as músicas, reforçando a proximidade que sempre marcou sua trajetória. A combinação de atitude, carisma e um repertório voltado para o rock fez do show um dos destaques da programação paralela do Prime Rock.

A presença de Supla no Camarote Secreto reforçou a proposta do festival de oferecer atrações além do palco principal, garantindo entretenimento contínuo mesmo nos intervalos das trocas de equipamentos. Para quem acompanhou a programação do espaço exclusivo, o cantor entregou uma apresentação vibrante, mantendo o clima de celebração que tomou conta do Mineirão ao longo de todo o dia.

Paralamas do Sucesso encerram o Prime Rock com uma aula de história do rock brasileiro

Fechar um festival como o Prime Rock não é apenas ocupar o último horário da programação. É assumir a responsabilidade de concluir uma jornada musical que começou ainda durante a tarde. Poucas bandas possuem repertório, história e relevância suficientes para essa missão.

Foto: Ao-Vivo
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Os Paralamas do Sucesso provaram, mais uma vez, porque continuam sendo uma das maiores referências da música brasileira. Assim que Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone entraram no palco, a Esplanada do Mineirão explodiu em aplausos.

Era o encerramento perfeito.

Quatro décadas de clássicos

Celebrando mais de 40 anos de carreira, os Paralamas apresentaram um repertório praticamente irretocável.

Cada música parecia elevar ainda mais o clima do festival.

Canções como "Meu Erro", "Lanterna dos Afogados", "Óculos", "Alagados", "Uma Brasileira", "Cuide Bem do Seu Amor", "Aonde Quer Que Eu Vá" e "Ska" fizeram o estádio inteiro cantar.

Foto: Ao-Vivo
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O grande mérito da banda está justamente nisso. Não existe necessidade de reinventar seus clássicos. Eles continuam funcionando exatamente porque permanecem atuais. A qualidade das composições atravessa gerações.

Enquanto fãs que acompanharam o início da carreira cantavam cada verso, jovens que conheceram a banda décadas depois faziam exatamente o mesmo.

Esse encontro de diferentes públicos talvez seja o maior legado dos Paralamas.

Herbert Vianna emociona

Toda apresentação dos Paralamas carrega inevitavelmente um componente emocional. A trajetória de Herbert Vianna tornou-se exemplo de superação para a música brasileira.

Mesmo após tantos anos, sua presença de palco continua impressionando. Sem excessos, sem necessidade de discursos longos. Sua guitarra, sua voz e suas músicas dizem tudo.

Ao longo do show, o público respondeu com enorme carinho.

Encerramento icônico

Foi um encerramento emocionante.

Para coroar o evento, o final não tinha como ser mais inesquecível: Dado e André Frateschi surgiram no palco e junto com os Paralamas tocaram "Que Pais é Esse", terminando o evento da maneira mais incrível possível.

Quando os últimos acordes de 'Que País É Este' ecoaram pela Esplanada do Mineirão, ficou a sensação de que o Prime Rock entregou exatamente aquilo que prometeu: uma celebração do rock brasileiro conduzida por artistas que continuam escrevendo essa história. Mais do que um festival, a sexta edição reafirmou que clássicos não envelhecem - apenas encontram novas gerações para cantá-los.

Depois de mais de dez horas de apresentações, o Prime Rock Brasil encerrou sua sexta edição em Belo Horizonte reforçando uma característica que acompanha o festival desde sua criação: celebrar o rock nacional a partir de artistas que ajudaram a construir sua história. Entre momentos de nostalgia, homenagens e shows tecnicamente consistentes, o Mineirão testemunhou mais uma vez que esse repertório continua atravessando gerações.

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Sobre Sérgio Dall'Alba

Engenheiro civil, apaixonado por esportes e música. Cursando jornalismo por hobby, para poder se aproximar ainda mais do meio musical pelo qual é completamente fascinado. Fã de rock nacional e dos grandes clássicos. Adora um show! Se pudesse, iria em algum todos os dias!
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