Manowar em Brasília - resenha e vídeos do show
Resenha - Manowar (Galpão 17, Brasília, 22/11/2024)
Por Jean Dantas
Postado em 02 de março de 2025
Relatar um show do MANOWAR pode ser algo muitas vezes superficial para aqueles que já presenciaram esta Banda muitas vezes, mas quando é a primeira oportunidade se torna uma experiência inesquecível para um fã antigo e realmente foi um momento ímpar.
Para iniciar muitos acharam que o evento seria cancelado pois houve mudança do local já durante o período de vendas dos ingressos, iria ocorrer no Opera Opera Hall e foi transferido para o Galpão 17, sendo que o local inicial comportaria um número muito maior de fãs o que gerou certa desconfiança e além disso os valores iniciais para presenciar este show foram bem mais caros e com a proximidade da data marcada surgiram ingressos promocionais provavelmente para facilitar o acesso ao público.

Sendo assim no dia 22 de novembro de 2024 as filas começaram a se formar nas redondezas do Galpão 17, amantes do Metal de várias localidades compareceram, uma excursão saindo de Goiânia que já é tradicional da cidade, Headbangers de Teresina, Brasília e com certeza de toda a região próxima a capital de nosso país.
O MANOWAR deveria subir ao palco às 22:00 horas mas aconteceu um atraso de pelo menos 40 minutos e ainda quando muitas pessoas estavam do lado de fora começara a se ouvir a introdução para os clássicos que viriam em seguida, "March of The Heroes Into Valhalla" foi a faísca daquela noite épica e memorável.
Atualmente a formação da Banda conta com Eric Adams nas vocalizações, Joey DeMaio no baixo, Michael Angelo Batio na guitarra e Dave Chedrick na bateria, quarteto que continua mantendo a tradição inabalável de qualidade sonora e peso intrínsecos às apresentações desta pelo mundo afora.
Mas se tratando desta noite na capital federal o MANOWAR executou um ótimo show para a velha guarda e novos admiradores que puderam perceber que Eric e Joey ainda estão longe da aposentadoria e desta forma ainda conseguem emocionar seus seguidores que foram arrebatados pelos hinos que começaram a jorrar como água da fonte durante uma hora e vinte de espetáculo.
Após a introdução já citada anteriormente os Deuses do Metal presentearam a seus asseclas "Manowar","Warriors of The World United" que por sinal foram minutos emocionantes e na sequência "Immortal", "Brothers of Metal Pt.1", "Blood of My Enemies" aumentaram ainda mais a adrenalina da platéia que continuou uma viagem atemporal com "Call to Arms", "Sign of The Hammer" e "Mountains", destaque ainda para o dueto de baixo e guitarra entre DeMaio e Batio que demonstraram suas habilidades singulares em seus instrumentos.
Logo em seguida a própria História clássica do MANOWAR se faria presente, destilando no público "Fighting The World", "Kings of Metal", "King of Kings", "Kill With Power", "Hail and Kill" e "Fight Until We Die", "Army of the Dead, Part II".
Creio que para um fã mais antigo que ainda não tinha visto e ouvido o MANOWAR ao vivo valeu muito o esforço por este momento e para os mais jovens também foi uma oportunidade de experimentar uma imersão na sonoridade desta Banda lendária e ainda para aqueles que já tinham presenciado outras vezes a sensação é que nunca seria demais.
Como um todo os Headbangers presentes no Galpão 17 testemunharam a essência musical deste ícone da estética Heavy Metal que por fim realizaram um show mais curto que o convencional relativo a turnê atual "Crushing the Enemies of Metal Tour 2024" que em outras cidades do Brasil teve um número maior de músicas tocadas.
Desta forma, o ponto negativo desta performance é relativa ao palco que possui uma pilastra atrapalhando a visão daqueles que estavam no local, algo que fez até o Eric Adams estranhar e além disso após o encerramento do show a aparelhagem utilizada pelo MANOWAR foi destruída em grande parte ao que tudo indica por alguém ligado a localidade do espetáculo, fato que virou caso de polícia.
Mas seguramente quem esteve presente irá lembrar desta ode metalizante por muito tempo, pois experienciar uma das Bandas mais influentes do meio Metal em todos os tempos foi algo histórico e de pura nostalgia e além disso tudo ter a oportunidade de fruir esse instante com os amigos e ainda reencontrar após mais de vinte e cinco anos velhos irmãos que continuam a tripular esta carruagem de sons e de estilo de vida foi realmente surreal.
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