Resenha - Seventh Seal (Sesc Santo André, 15/04/2023)
Por Alexandre Veronesi
Postado em 29 de abril de 2023
Mesmo sob o risco de ser taxado de "bairrista", não me canso de afirmar que o Grande ABC é e sempre foi um dos principais celeiros do underground metálico brasileiro, sendo a terra de origem de excelentes bandas como MX, Necromancia, Ação Direta, Karisma, Bywar, Revenge, Midnightmare, Guillotine, Side Effectz, Transfixion, Necromesis, Infected, entre diversas outras.
Fotos: Alexandre Veronesi e Adhara Matos
Seventh Seal - Mais Novidades
Fundado em 1995, na cidade de Santo André, o SEVENTH SEAL obteve destaque e se consolidou, ao longo dos anos, como um dos principais expoentes do Heavy Metal na região. Após 3 álbuns de estúdio, mudanças de formação, shows por diversas áreas do Brasil e uma turnê européia, o grupo entrou em hiato no ano de 2016, no qual permaneceu até Janeiro de 2023, quando finalmente foi anunciada a volta às atividades, contando com Leandro Caçoilo (Viper, Caravellus) nos vocais, Tiago Claro e Thiago Oliveira (The Mist, Warrel Dane) nas guitarras, Gustavo Marabiza (Necromesis) no baixo e Braulio Drumond (Dorsal Atlântica) na bateria. E como não existe lugar melhor no mundo do que a nossa casa, o retorno da banda ao vivo foi em grande estilo, com uma apresentação exclusiva no Sesc Santo André, ocorrida no último dia 15 de Abril, com as participações especiais de Luis Mariutti (Sinistra, ex-Angra e Shaman) e Marcello Pompeu (Korzus).

Pontualmente - como é de praxe em eventos realizados pelo Sesc - às 19:00, a introdução mecânica soou nos PA's, e com a entrada dos músicos no palco, o espetáculo teve início por meio da porrada "Beyond The Sun", seguida por "Souless Reality", ambas as faixas pertencentes ao mais recente disco da banda, "Mechanical Souls" (2014), que foi o trabalho mais privilegiado em termos de repertório, tendo apresentadas 7 de suas 10 canções. "King Of Lies", "Time To Go" e "Pleasure Of Sin" foram as representantes de "Days Of Insanity" (2007), ao passo que o álbum de estreia, "Premonition" (2001), deu as caras somente através da clássica "Seventh Seal", chegando já perto do encerramento.

O time que hoje compõe o SEVENTH SEAL pertence ao mais alto escalão. Exaltar a performance de Leandro Caçoilo é como chover no molhado - afinal, estamos falando de um dos maiores vocalistas do nosso país - mas mesmo assim destaco sua potência e versatilidade excepcionais, além do carisma que o frontman possui; a guitarra de Thiago Oliveira mais parece um extensão dos próprios braços, tamanha a naturalidade com a qual o músico executa seus intrincados riffs e solos - não à toa foi integrante da banda do saudoso Warrel Dane (Nevermore e Sanctuary); Gustavo Marabiza, além do grande virtuosismo nas 5 cordas, é detentor de uma presença absurda e contagiante, interagindo com o público e movimentando-se incessantemente por todo o palco, com suas já tradicionais caras e bocas; precisão e "punch" definem Braulio Drumond, sempre seguro e 100% competente atrás de seu modesto kit; e por fim, mas não menos importante, Tiago Claro, líder e único remanescente da formação original, se impõe como peça fundamental da engrenagem, e rege os companheiros como um verdadeiro maestro.

As supracitadas participações especiais serviram para enaltecer ainda mais o caráter especial da noite. O primeiro convidado a subir no palco foi Marcello Pompeu, que executou os vocais guturais da pesada "Dark Chant", para então interpretar o hino "Seasons In The Abyss", do Slayer. Na vez de Luis Mariutti, o eterno "Jesus", recebemos uma poderosa versão de "Turn Away" - tema de abertura do segundo trabalho do Shaman, "Reason", de 2005 - e "The Evil That Men Do", da donzela de ferro, que dispensa maiores comentários. Ao final do set, os dois se juntaram à banda para encerrar a festa ao som da divertidíssima "Living After Midnight", do Judas Priest.

Apesar de alguns pequenos deslizes e contratempos aqui e acolá - totalmente justificáveis, visto que o quinteto só pôde realizar 4 ensaios antes do show - o saldo final foi absolutamente positivo. Ficamos na torcida para que este tenha sido apenas o primeiro passo de um retorno triunfante. Vida longa ao SEVENTH SEAL!

SETLIST
01 - Beyond The Sun
02 - Souless Reality
03 - King Of Lies
04 - Mechanical Souls
05 - Time To Go
06 - 334
07 - Virtual Ego
08 - Dark Chant
09 - Seasons In The Abyss (Slayer)
10 - Back To The Game
11 - Pleasure Of Sin
12 - Turn Away (Shaman)
13 - The Evil That Men Do (Iron Maiden)
14 - Seventh Seal
15 - Living After Midnight (Judas Priest)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Shows que vão agitar São Paulo no segundo semestre de 2026.
A reação de Dirk Verbeuren ao anúncio do fim do Megadeth
Pearl Jam sobe ao palco pela primeira vez com Abe Laboriel Jr. na bateria
A única banda de metal que nem o Metallica conseguiu superar, conforme Regis Tadeu
Turnê de despedida do Megadeth ainda não começou, segundo Dirk Verbeuren
Com ex-membros do Primal Fear e Gamma Ray, Fearless V anuncia primeiro álbum
A maior e melhor banda de metal de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell
O grande clássico do Metallica em que Kirk Hammett não tocou uma única nota
A superbanda com integrante dos Rolling Stones que Jimmy Page nunca esqueceu
Membro fundador do Gwar, Chuck Varga morre de câncer
A canção dos anos sessenta que fez Iggy Pop se livrar do blues e virar um "monstro"
A canção polêmica que o Guns N' Roses tocou só duas vezes e abandonou; "Ninguém entendeu"
Como John Petrucci tenta manter a rotina de treinos durante as turnês do Dream Theater
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
"Eu odeio"; a canção que o Depeche Mode foi obrigado a lançar e vendeu mais de meio milhão

Resenha de Show: Nervosa, Bloodskin e Leprosy em Goiânia
Angra - como foi assistir a um show da banda em Campinas
Rockstadt Extreme Festival: 5 dias de metal, caos e shows inesquecíveis na Transilvânia
Jamiroquai - Rock, funk, soul, disco e muito groove em São Paulo
Resenha e fotos do show de Dave Evans, ex-AC/DC, em Belo Horizonte
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil


