Greta Van Fleet: Sim, eles lembram o Led Zeppelin, e isso é bom
Resenha - Greta Vam Fleet (Estacionamento da Fiergs, Porto Alegre - RS, 05/05/2022)
Por Rudson Xaulin
Postado em 07 de maio de 2022
Um dos nomes mais comentados sobre novidades do rock n’ roll, é o do GRETA VAN FLEET, sem dúvidas. A banda, quase que toda em família (três irmãos, sendo um par de gêmeos e um amigo de infância), é liderada por um vocalista (JOSH KISZKA) que não economiza nos gritos, indo lá em cima em agudos, além de altos, longos, bem longos. A banda subiu ao palco para um show curto, cerca de 40 minutos, de abertura para o METALLICA, mas mostrou potencial e força, ganhando o público assim que subiu no palco. As músicas do GRETA VAN FLEET, a presença de palco e adornos, até os trejeitos, e claro, a voz, lembra sim o lendário LED ZEPPELIN, e isso é bom. Músicas como SAFARI SONG e HIGHWAY TUNE (que infelizmente eles não tocaram ao vivo), fazem jus a isso.
Greta Van Fleet - Mais Novidades
A outra dupla de irmãos, respectivamente guitarra e baixo, JAKE KISZKA e SAM KISZKA, são pura energia. O baixista sem camisa, no frio da capital gaúcha, mostrou competência e não para um minuto. Mas o guitarrista, esse é extremamente competente, versátil e faz o trabalho de dois, fácil. Muita energia e usou muito do palco, como pode. A voz de JOSH se sobressaiu em SAFARI SONG, uma das melhores do grupo, ao vivo, melhor ainda. O tipo de banda, que mostra que o que gravou em estúdio, faz ao vivo, isso já é algo louvável. Não sei até quando a voz de JOSH vai aguentar essa pegada e potência, mas de momento, o moleque não desaponta e manda muito bem.
A cozinha da banda é afiada, o baterista DANIEL WAGNER, amigo de infância dos meninos, é fundamental para o som que a banda tem e que ganhou o mundo anos atrás, isso fica claro também em HEAT ABOVE, e tantas outras faixas que tocaram, fizeram jam, mas num show tão curto, é complicado falar em "resenha", e sim, mais como uma passagem do que a banda trouxe e mostrou. Pena não terem usado o belo piano de cauda branco, que estava no palco, mas não foi tocado. WHEN THE CURTAIN FALLS, que clima dos anos setenta, que volta no tempo e que viagem em uma boa música. Depois dessa, era só chegar em casa, ligar o velho Opala seis cilindros e falar do show com os amigos...
O GRETA VAN FLEET é um bom exemplo que o rock n’ roll ainda respira, e bem, mas precisa ser mais apoiado do que massacrado, mas isso é outra história. Que a banda volte para um show completo e bem maior, pois tem potencial para isso. Até aqui, fica claro que poderíamos ter mais bandas tão espelhadas assim em seus grandes ídolos e ícones, se tivéssemos mais, e se o público abraçasse mais, talvez não estaríamos nesse buraco musical, mas isso é outra história.
- Rudson Xaulin é escritor, autor e produtor.
- Mais de 130 livros escritos.
- Publicados em Portugal, Brasil, Argentina e Inglaterra.
http://www.rudsonxaulin.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bruce Dickinson classifica jam com Billie Joe Armstrong (Green Day) como "terrível"
Tony Iommi conta como "recrutou" Jorn Lande para cantar em seu novo disco
Tony Iommi explica por que odeia tocar violão e não gosta de gravar clipes
Blaze Bayley, KK's Priest e W.E.T. são anunciados como atrações do Bangers Open Air 2027
Tony Iommi conheceu baterista que tocou em seu novo disco enquanto passeava na praia
Brian May participou de "From the Dark", novo álbum de Tony Iommi
O álbum de Metal que Dave Grohl considera um dos discos mais perfeitos da história
As duas bandas que Ozzy não queria que o Black Sabbath passasse a imitar
Os 20 melhores álbuns de rock e heavy metal lançados em 1987, segundo a Louder
Steve Hackett aceitaria se reunir com o Genesis caso convite surgisse
Tony Iommi conta por que Becky Baldwin e não Geezer Butler tocou em seu novo disco
Polêmico novo EP do Avenged Sevenfold ainda possui duas músicas inéditas
Quem é Karl Brazil, novo membro da banda de Tony Iommi



Greta Van Fleet retoma atividades e mostra trecho de nova música
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida


