Legião Urbana XXX Anos: uma catarse coletiva em POA
Resenha - Legião Urbana (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 21/06/2019)
Por Karen Waleria
Postado em 27 de junho de 2019
Fotos: Diogo Nunes
Chegando no icônico Auditório Araújo Vianna na última sexta-feira, dia 21 de junho de 2019, não teve como não relembrar de quando, na década de 90, assisti o Legião Urbana no Ginásio Gigantinho; ainda com o poeta do rock nacional, Renato Russo. Alcunha, a meu ver, que divide com o grande Cazuza.
Voltando para a última sexta-feira, confesso, estava com muita expectativa. Eis que o show inicia passados poucos minutos das 21h.
Essa é a segunda vez que o projeto "Legião Urbana XXX Anos" se apresenta na capital gaúcha. Em novembro de 2018 o grupo se apresentou em Porto Alegre. O sucesso foi tamanho que os dois membros remanescentes da icônica banda brasiliense - o guitarrista Dado Villa-Lobos e baterista Marcelo Bonfá - retornaram à cidade em tão pouco tempo, acompanhados por André Frateschi (vocais, baixo, gaita e bateria), Lucas Vasconcellos (guitarra e violões), Roberto Pollo (teclado) e Mauro Berman (baixo).
Legião Urbana - Mais Novidades
Um público de 3.500 pessoas lotaram a tradicional casa de espetáculos. Público este que. ao ver a banda subir ao palco, se puseram em pé, e assim ficaram até o final da performance que teve a duração de mais de duas horas. Nesse tempo os álbuns "Dois"(1986) e "Que País é esse?" (1987) respectivamente segundo e terceiro álbum de estúdio do grupo foram executados, juntamente a alguns hits da banda. Veja o setlist abaixo.
Em tempo - em maio do corrente ano, Frateschi, que assume os vocais em diversos momentos do show, sofreu um acidente ao cair do palco e fraturar duas costelas. Fato que me deixou apreensiva, em relação ao show. Mas vendo o músico em ação, não se imagina que o acidente foi há tão pouco tempo.
O músico/ ator é um show à parte. Além de uma voz privilegiada, ele tem punch, tem no seu DNA o rock n roll. Tem uma energia contagiante, dá para ver que tem prazer no que faz.
Outro integrante que chama atenção é o baixista Mauro Berman, que também assina a direção musical do show. Tem o requisito básico para ser um roqueiro. Aquele "tesão" de tocar, todos integrantes da banda possuem.
E acima de tudo, o projeto não é um cover. Aliás, Frateschi interpreta as músicas da banda brasiliense à sua maneira; com a sua roupagem, mas sempre respeitando a melodia original da música. O sexteto "funciona muito bem" tem a tal da "quimica" que muitos almejam, mas poucos possuem.
Dado e Bonfá, dispensam quaisquer comentários. São lendas-vivas. Instituições do rock nacional. Exímios músicos, que assumem os vocais em alguns momentos. Os músicos fazem um rodizio; Frateschi assume até bateria.
Chego à conclusão que não vem ao caso quem é melhor, quem é o pior.
O que interessa é que o grupo mostrou ao que veio. Que é celebrar os 30 anos de dois dos mais icônicos álbuns da banda.
Em minha opinião, o sexteto fez uma homenagem à altura do grande Renato Russo. Com certeza, Renato estava entre eles ou neles.
Emocionante é a palavra que descreve o show. Uma catarse!
Bonfá, Dado e Frateschi interagiram com a plateia. Não recordo quem falou isso ou aquilo; frequentemente alternavam o uso do microfone, Mas, em suma, faziam comentários sobre o quão atual são as músicas feitas lá na longinqua década de 80 e 90. Parece, infelizmente, terem sido feitas para a conturbada situação na qual encontra-se o nosso país. Frateschi, também, em diversos momentos demonstrou sua contrariedade em relação ao momento político, sociopolitico do Brasil. Pedia paz em vários momentos e o público, também, manifestava que concordava com a posição dos músicos.
Os fãs, das mais variadas idades, cantaram em coro todas as músicas. E sempre em pé, uns dançando, outros cantando, outros cantando e dançando. Repito, poucas vezes presenciei essa postura do público.
Possivelmente, em 2020, o álbum "Quatro Estações" (1989) integrará o projeto.Teremos mais uma chance de ver o grupo em ação, antes de encerrarem os shows.
Só o Rock Salva!
Setlist:
Daniel na cova dos leões
Quase sem querer
Eu sei
"Índios"
Acrilic on Canvas
Tédio (Bonfá)
Mais do mesmo
Metrópole
Química
Plantas Embaixo do Aquário
Depois Do Começo
Conexão Amazônica (Dado)
Música Urbana 2
Eduardo e Mônica (Bonfá)
Faroeste Caboclo
Que país é esse?
Angra dos Reis
Andrea Dória
Fábrica
Tempo perdido (Dado)
Bis:
Vento no litoral (Bonfá)
Giz (Dado)
Há tempos
Será
Perfeição
Agradecimentos à RRany Produtora / Paulo Corrêa
Veja mais fotos do show:
https://www.facebook.com/Rocksblog/media_set?set=a.10205628883836727
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As melhores músicas do Sepultura de todos os tempos, segundo Max Cavalera
Morte de Jeff Hanneman aproximou Tom Araya e Kerry King
O cover do AC/DC que o Foo Fighters tocou pela primeira vez no Brasil
O vazio deixado pelo Edguy
A música que Robert Plant considera a mais difícil que já precisou cantar
"Eu odeio perder", disse Johnny Ramone ao falar sobre luta contra câncer
5 músicas que separam quem apenas ouve metal de quem realmente vive o gênero
A banda que deu origem ao metal, ao rap, ao punk e ao pop rock, segundo Bob Dylan
A grande surpresa que Axl Rose teve ao finalmente conhecer Ozzy Osbourne
A canção que fez Frank Sinatra capitular, depois de passar anos atacando o rock
O segredo que Jimmy Page escondia de seus amigos mais radicais
Johnny Ramone achava que Joey Ramone era um "pé no saco"
O guitarrista brasileiro que estava anos-luz à frente dos outros, segundo Liminha
O que é "farmar aura" e "six seven" explicado para um metaleiro entender
5 músicas que conseguem unir os tiozões do metal e a geração enzo
Derico conta a Rafael Bittencourt episódio "constrangedor" de briga com Jô Soares
O significado de "Não diga que a canção está perdida" em "Tente Outra Vez", de Raul Seixas
Viúva de Ronnie James Dio cedeu material vintage para personagem de "Stranger Things"



Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
5 clássicos do rock nacional com letras muito mais pesadas do que parecem
5 músicas brasileiras que todo mundo canta errado
As 3 bandas dos anos 1980 de que Paulo Ricardo mais é amigo, segundo o próprio
O que mapa astral de Renato Russo revela sobre a Legião Urbana, segundo astróloga
4 clássicos do rock nacional em que a melhor parte não é o refrão
O hit com introdução mais longa da história da Legião Urbana: "Considerado chato"
A banda de rock dos anos 1980 que lembra a cultura do samba, segundo Dudu Nobre
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



