Nuclear Assault: um festival de velocidade e thrash metal
Resenha - Nuclear Assault (SESC Belenzinho, São Paulo, 25/04/2019)
Por Diego Camara
Postado em 12 de maio de 2019
Ter shows de heavy metal no SESC é sempre uma grande surpresa, especialmente se tratando de um ícone da música extrema. Ingressos a preços populares, que se esgotam tão rápido que é difícil para comprar, mais de uma data e a certeza que a apresentação terá a qualidade musical e o padrão necessário para o estilo de música. Pode-se criticar detalhes menores ou pequenos pontos do show, mas é impossível tecer um comentário negativo sobre o quadro completo. Confiram abaixo os principais detalhes da apresentação, com as imagens de Fernando Yokota.
O show foi começar no horário. As apresentações no SESC Belenzinho, feitas na comedoria, sempre ficam com aquela cara de exclusivas: uma pequena pista na frente do palco montado com diversas mesas e cadeiras em volta. A espaço para todo mundo, até para quem não pagou o ingresso, que pode ver o show do lado de fora no vidro que divide a área: o som fica um pouco abafado pela barreira, mas sendo de graça vale toda a oportunidade.
Nuclear Assault - Mais Novidades
A banda começou o show com tudo, arrasando com "Rise from the Ashes". A velocidade do som, especialmente galgado na força das guitarras de Eric Burke. A qualidade do som do Sesc como sempre não decepciona, entregando uma apresentação bastante limpa, com toda a capacidade para a equipe técnica da banda brilhar. O público se aproximou dos pés da banda, e muitos fãs já se empolgaram desde o início do show. "Brainwashed" veio logo em seguida, sacada com o mesmo ritmo, fazendo o público aplaudir com vontade.
Com um repertório variado, mas principalmente focado no álbum "Game Over" de 1986, o Nuclear Assault sacou seus primeiros sons desse algum com "Vengeance", muito bem recebida pelo público, que pareceu estar ali mesmo para ouvir as músicas do "Game Over", e a bastante raiz e rápida "After the Holocaust", cheia de visceralidade, que conta ainda com um emocionante solo de guitarra.
A comedoria não é realmente um lugar pronto para shows de thrash metal no sentido estrito. Há pouco espaço livre de pista, que dificulta a criação de mosh pits. Por outro lado, o público aproveitou a facilidade de acesso ao palco, que é bem baixo e sem nenhuma grade de proteção, para fazer stagedives. Os fãs pulavam no palco e voltavam em um salto para a pista, fazendo a comedoria se aproximar bastante do bom e velho estilo democrático do Hangar110. A sequência e o fôlego dos fãs só era inferior ao fôlego da banda, que soltava uma atrás da outra de grandes sucessos e exímios trabalhos. Com "Crítical Mass", a banda caprichou, e foi com "Game Over" que o negócio ficou sério: o público cantou e gritou junto com o vocalista, conforme o pedido de Connelly, quebrando o estilo mais morno que é conhecido do Sesc.
Após "Analogue Man", Connelly pediu para o público lhe acompanhar em uma homenagem ao aniversário do baterista Glenn Evans, cantando para ele "Feliz Aniversário", com direito a bolo e tudo sendo entregue ao baterista, ao estilo heavy metal: direto na cara, com direito a bolo voando para a plateia.
O show ia se encaminhando para o final, onde a banda lançou outras duas músicas muito esperadas do público. Receberam com grande gritaria "Hang the Pope", onde diversas pessoas fizeram stagedives no palco, e alguns inclusive fizeram um pouco de esforço para um moshpit na pista do Sesc. Para fechar o show veio "Trail of Tears", agradecendo o público pela presença calorosa na capital paulista. A música, ao melhor estilo speed metal, com um longuíssimo solo de guitarra, foi o encerramento perfeito para uma apresentação incrível.
Setlist:
1. Rise From the Ashes
2. Brainwashed
3. F#
4. Vengeance
5. After the Holocaust
6. New Song
7. Critical Mass
8. Game Over
9. Butt Fuck
10. Stranded in Hell
11. Sin
12. Betrayal
13. Analogue Man in a Digital World
14. F# (Wake Up)
15. When Freedom Dies
16. My America
17. Hang the Pope
18. Lesbians
19. Trail of Tears

















Outras resenhas de Nuclear Assault (SESC Belenzinho, São Paulo, 25/04/2019)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que Nando Reis queria ter escrito: "Cara, como nunca dei bola?"
A canção que, para Bono, traz "tudo o que você precisa saber sobre música"
O supergrupo que tinha tudo pra estourar num nível Led Zeppelin, mas foi sabotado pela gravadora
A melhor música de "The X Factor", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Gary Holt comenta sobriedade e apoio de Rob Halford: "troquei a cerveja por biscoitos"
The Troops of Doom une forças a músicos de Testament e Jota Quest em versão de "God of Thunder"
A música do Led Zeppelin que Robert Plant diz "definir" Jimmy Page
ShamAngra celebrará 30 anos do álbum "Holy Land" com 18 shows pelo Brasil
Novo disco do Exodus conta com participação de Peter Tägtgren, do Hypocrisy
Com filho de James Hetfield (Metallica) na bateria e vocal, Bastardane lança novo single
A melhor música de "Countdown to Extinction", do Megadeth, segundo o Loudwire
As 10 maiores bandas da história do power metal, segundo o Loudwire
O clássico do Pink Floyd que David Gilmour não toca mais por ser "violento demais"
Dirk Verbeuren, do Megadeth, diz que Dave Mustaine "praticamente inventou" o thrash metal
As duas bandas consagradas que Robert Plant detonou: "Que porcaria rimada é essa?


Obituary - uma noite dedicada ao Death Metal sem rodeios
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
My Chemical Romance performa um dos shows mais aguardados por seus fãs
Avenged Sevenfold reafirma em São Paulo porquê é a banda preferida entre os fãs
III Festival Metal Beer, no Chile, contou com Destruction e Death To All
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


