Nuclear Assault: um festival de velocidade e thrash metal

Resenha - Nuclear Assault (SESC Belenzinho, São Paulo, 25/04/2019)

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Por Diego Camara
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Ter shows de heavy metal no SESC é sempre uma grande surpresa, especialmente se tratando de um ícone da música extrema. Ingressos a preços populares, que se esgotam tão rápido que é difícil para comprar, mais de uma data e a certeza que a apresentação terá a qualidade musical e o padrão necessário para o estilo de música. Pode-se criticar detalhes menores ou pequenos pontos do show, mas é impossível tecer um comentário negativo sobre o quadro completo. Confiram abaixo os principais detalhes da apresentação, com as imagens de Fernando Yokota.

O show foi começar no horário. As apresentações no SESC Belenzinho, feitas na comedoria, sempre ficam com aquela cara de exclusivas: uma pequena pista na frente do palco montado com diversas mesas e cadeiras em volta. A espaço para todo mundo, até para quem não pagou o ingresso, que pode ver o show do lado de fora no vidro que divide a área: o som fica um pouco abafado pela barreira, mas sendo de graça vale toda a oportunidade.

A banda começou o show com tudo, arrasando com "Rise from the Ashes". A velocidade do som, especialmente galgado na força das guitarras de Eric Burke. A qualidade do som do Sesc como sempre não decepciona, entregando uma apresentação bastante limpa, com toda a capacidade para a equipe técnica da banda brilhar. O público se aproximou dos pés da banda, e muitos fãs já se empolgaram desde o início do show. "Brainwashed" veio logo em seguida, sacada com o mesmo ritmo, fazendo o público aplaudir com vontade.

Com um repertório variado, mas principalmente focado no álbum "Game Over" de 1986, o Nuclear Assault sacou seus primeiros sons desse algum com "Vengeance", muito bem recebida pelo público, que pareceu estar ali mesmo para ouvir as músicas do "Game Over", e a bastante raiz e rápida "After the Holocaust", cheia de visceralidade, que conta ainda com um emocionante solo de guitarra.

A comedoria não é realmente um lugar pronto para shows de thrash metal no sentido estrito. Há pouco espaço livre de pista, que dificulta a criação de mosh pits. Por outro lado, o público aproveitou a facilidade de acesso ao palco, que é bem baixo e sem nenhuma grade de proteção, para fazer stagedives. Os fãs pulavam no palco e voltavam em um salto para a pista, fazendo a comedoria se aproximar bastante do bom e velho estilo democrático do Hangar110. A sequência e o fôlego dos fãs só era inferior ao fôlego da banda, que soltava uma atrás da outra de grandes sucessos e exímios trabalhos. Com "Crítical Mass", a banda caprichou, e foi com "Game Over" que o negócio ficou sério: o público cantou e gritou junto com o vocalista, conforme o pedido de Connelly, quebrando o estilo mais morno que é conhecido do Sesc.

Após "Analogue Man", Connelly pediu para o público lhe acompanhar em uma homenagem ao aniversário do baterista Glenn Evans, cantando para ele "Feliz Aniversário", com direito a bolo e tudo sendo entregue ao baterista, ao estilo heavy metal: direto na cara, com direito a bolo voando para a plateia.

O show ia se encaminhando para o final, onde a banda lançou outras duas músicas muito esperadas do público. Receberam com grande gritaria "Hang the Pope", onde diversas pessoas fizeram stagedives no palco, e alguns inclusive fizeram um pouco de esforço para um moshpit na pista do Sesc. Para fechar o show veio "Trail of Tears", agradecendo o público pela presença calorosa na capital paulista. A música, ao melhor estilo speed metal, com um longuíssimo solo de guitarra, foi o encerramento perfeito para uma apresentação incrível.

Setlist:
1. Rise From the Ashes
2. Brainwashed
3. F#
4. Vengeance
5. After the Holocaust
6. New Song
7. Critical Mass
8. Game Over
9. Butt Fuck
10. Stranded in Hell
11. Sin
12. Betrayal
13. Analogue Man in a Digital World
14. F# (Wake Up)
15. When Freedom Dies
16. My America
17. Hang the Pope
18. Lesbians
19. Trail of Tears



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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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