In Flames: show regado de cerveja e bom humor em Curitiba

Resenha - In Flames (Hermes, Curitiba, 22/10/2017)

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Por Thiago Panhossi
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Um domingo frio e chuvoso, típico de Curitiba, em um local a princípio pequeno perante o tamanho do In Flames, mas muito conhecido de todos que curtem a cena do metal da cidade. O local tem capacidade para, chutando alto, oitocentas pessoas, mas estavam presentes em torno de quinhentas, seiscentas vai.

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Imaginei que isso poderia desanimar a banda, uma vez que os últimos shows da turnê Batles, que está percorrendo a América do Sul, foram feitos em locais com capacidade média, mas errei feito. A banda veio ao palco por volta das 21h15 e o público pequeno aqueceu o coração da banda com os gritos graves dos metaleiros curitibanos.

Repetindo o mesmo setlist dos últimos shows, a banda abriu com 'Drained', que tem toda a cara de abertura de show, mas não empolgou muito. O público ferveu mesmo na sequência que emplacou 'Berofe I Fall', 'Everything's Gone', 'Take This Life' e 'Trigger', arrancando o famoso grito dos sulamericanos "Olê olê olê olê In Flames, In Flames".

O show seguiu muito bem, regado de cerveja e bom humor. Humor com pegadas sarcásticas, que fez Anders Fridén recusar a cerveja oferecida por um espectador dizendo ter medo de ser estuprado, mas que retribuiu o carinho dando a sua própria cerveja ao rapaz, dizendo: "Minha cerveja com certeza é melhor que a sua". Me parecia uma IPA da cervejaria curitibana Bier Hoff.

A interação da banda com o público foi incrível. Anders constantemente "roubada" o celular da galera colada no palco para fazer fotos e vídeos. Björn e Niclas sempre muito bem humorados e interagindo constantemente com o público. Em diversos momentos do show elogiou o público e o alto barulho que os sulamericanos produziam. Chegou a dizer que queria colocar os sulamericanos em uma caixinha e levar para a Europa, para mostrar para eles como é que deveriam se portar em um show de metal.

O momento mais sério do show foi quando Anders desabafou sobre as duras críticas que a banda recebe online. Rebateu dizendo que "este é o metal que o In Flames faz, se você gosta, sensacional, se não, não há muito o que eu possa fazer". Em seguinda 'Here Until Forever', música mais melódica que a banda já criou, foi lindamente performada. Música esta que me surpreendeu muito ao vivo pela melodia e peso nas guitarras.

A reta final do show seguiu com muita pancadaria e ótimas músicas. 'The Mirror's Truth' e 'The Quiet Place' foram, com certeza, o motivo das dores no pescoço no dia seguinte dos headbangers. E a saideira com 'The End' entrou naquele tom de que o show estava terminando. Ao fim, o único sentimento que ficava era de "não demorem tanto para voltar".

Setlist:
1. Drained
2. Before I Fall
3. Everything's Gone
4. Take This Life
5. Trigger
6. Only for the Weak
7. Dead Alone
8. Darker Times
9. Drifter
10. Moonshield
11. The Jester's Dance
12. Save Me
13. Alias
14. Here Until Forever
15. The Truth
16. Deliver Us
17. The Mirror's Truth
18. The Quiet Place
19. The End

(Fotos: Thiago Panhossi)



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Sobre Thiago Panhossi

Não músico, não jornalista. Engenheiro nascido nos anos 80, pai de família e um cara louco por rock que gosta de dar opinião mesmo quando não lhe é perguntado.

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