Millencolin: muitas rodas, moshes e satisfação em Porto Alegre
Resenha - Millencolin (Bar Opinião, Porto Alegre, 08/10/2017)
Por Guilherme Dias
Postado em 09 de outubro de 2017
O Millencolin fechou a gira latino-americana em solo gaúcho. A noite foi de muito hard core/ punk rock noventista, o que fez lotar a casa de shows. Foi a terceira visita dos suecos à capital do Rio Grande do Sul, a segunda no bar Opinião. A "True Brew World Tour" trouxe o que a banda tem de melhor, com uma hora e meia de som.
Pouco depois das 21hs os músicos subiram no palco com a mesma formação de sempre: Nikola Sarcevic (baixo e vocal), Mathias Färm e Erik Ohlsson (guitarras) e Fredrik Larzon (bateria) mantendo a união por mais de 20 anos de estrada. Uma das faixas mais populares do grupo foi a primeira a ser apresentada, "No Cigar" ("Pennybridge Pioneers", 2000), que marcou época para a geração que jogava Tony Hawk’s Pro Skater 2 no nostálgico Playstation One.
Após dar boa noite para o público e dizer que é muito bom estar no Brasil, Nikola apresentou "Sense and Sensibility", do último álbum, "True Brew", lançado em 2015. Entre "Ray" ("Kingwood", 2005), "Olympic" ("Life on a Plate", 1995) e "Penguins & Polarbears" ("Pennybridge Pioneers") alguns fãs subiram no palco para se jogar no mosh, inclusive um deles foi mais ousado, roubando uma palheta do pedestal de Nikola. Em "Bring Me Home" ("True Brew") uma ótima interação entre público e banda. Aos comandos de Mathias, a plateia cantou o trecho "Get Up, Come On.." repetidas vezes.
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Enquanto Nikola trocava o seu baixo por um violão para a canção "The Ballad" ("Pennybridge Pioneers"), os fãs cantavam o famoso cântico futebolístico: "Ole, ole, ole, Millencolin". Nikola logo respondeu, dizendo que a frase é muito usada na Argentina, recebendo uma breve vaia por mencionar os Hermanos. Erik ainda fez participação especial como baixista no decorrer da música. Na sequência um dos maiores destaques da noite, "Twenty Two". É rotina os gringos visitarem o nosso país e se apaixonarem pela caipirinha. No palco mesmo o vocalista fez um brinde com a pista, que em grande parte preferiu e bebeu cerveja a noite toda. "A próxima é do nosso primeiro álbum" disse o vocalista para os gaúchos. Ele falava de "Mr, Clean" ("Tiny Tunes", 1994), sendo uma das mais cantadas pelos presentes.
Uma pausa para os artistas recarregarem a energia se fez necessária. Na volta Larzon apontou a câmera do seu celular para a galera, deixando o público mais empolgado do que já estava. Além do bis tradicional, após "Black Eye" ("Home From Home", 2002) a banda saiu do palco e retornou para um segundo bis. Foi tocada "Farewell My Hell" ("Kingwood") para a delírio de todos.
Uma noite inspirada dos europeus resultou em muitas rodas, moshes e satisfação por parte dos admiradores do Sul que ocuparam todos os cantos do bar. O carisma de todos os integrantes é acima da média. A melancolia está apenas no nome, durante o show ela passa longe.
Fotos: Robert Vida/ Abstratti Produtora
Set-list completo:
No Cigar
Sense & Sensibility
Ray
Olympic
Penguins & Polarbears
Fazil's Friend
Bring Me Home
Cash or Clash
Autopilot Mode
The Ballad
Twenty Two
True Brew
Lozin' Must
Kemp
Pepper
Mr. Clean
Egocentric Man
Fox
Bullion
Duckpond
Battery Check
Black Eye
Farewell My Hell
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