Tarja Turunen: trazendo novamente ao Brasil uma boa turnê solo
Resenha - Tarja Turunen (Tom Brasil, São Paulo, 20/05/2017)
Por Diego Camara
Postado em 24 de maio de 2017
Em menos de dois anos, Tarja Turunen retorna ao Brasil com mais uma de suas turnês solo. Com "The Shadow Self", seu novo disco lançado em 2016, debaixo do braço, ela trouxe um setlist extremamente renovado para o novo show, tocando mais da metade de seu novo disco ao vivo – mostrando confiança em seu novo trabalho. O show teve seus altos e baixos, de momentos esplendorosos a alguns onde se sentiu que podia ser melhor, mas no geral agradou bastante ao público. Confira abaixo os principais detalhes, com as fotos de Fernando Yokota.
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O show começou praticamente no horário. Quando começou a soar a introdução no áudio da casa, os fãs ficaram em total insanidade, especialmente com a entrada de sua musa. O público, apesar de não ser dos maiores – a pista normal especialmente estava bastante vazia – fez muito barulho durante boa parte do espetáculo, gritando e aplaudindo. Tarja abriu o show com "Demons in You", música de seu novo disco, muito bem recepcionada pelos fãs. No final, mostrou seu amor ao público, agradecendo a todos os fãs por estarem novamente com ela.
O novo disco, apesar de ser bastante similar em estilo aos anteriores, agradou muito os fãs. "No Bitter End", com uma abertura a capella de Tarja, foi extremamente emocionante. Coroada também por um excelente solo de guitarra, que levantou o público. O som da casa esteve, como sempre, impecável durante todo o show. Bastante forte e potente na medida certa, ele favoreceu bastante a voz de Turunen, sem fazer com que o acompanhamento da banda perdesse o rumo ou sentido. Isso ficou bastante claro na música seguinte, "Lucid Dreamer".
Outro excelente destaque do show ficou para a música "Supremacy", cover do MUSE que foi gravado também no novo disco. Ficou em destaque a excelente abertura da banda, com as guitarras potentes que mimicaram muito bem o som original dos britânicos. A voz de Tarja destoa, de uma boa maneira, criando um elemento novo para a música, que a tornou bastante autêntica.
Como em todos os shows, Tarja não costuma deixar seus fãs do Nightwish totalmente desamparados. Apesar de claramente evitar tocar músicas de sua antiga banda nos seus shows – claro que por óbvios motivos – ela sempre traz algo diferente em suas apresentações. Desta vez, Nightwish virou um longo medley, com a abertura egípcia e enigmática de "Tutankhamen", seguida pelo sucesso "Ever Dream", "The Riddler" e finalizando com um belíssimo solos de guitarra no final com "Slaying the Dreamer". Não preciso dizer que esta foi sem dúvidas uma das mais comemoradas pelos fãs, que gritaram com vontade e pularam como nunca.
A sessão acústica é simples, sem muito sal, como um descanso para a banda de todas as pancadas que soltam durante o show. Mas não deixa de ser emocionante para os fãs. O grande destaque ficou para seu fechamento, com os fãs cantando aos plenos pulmões o refrão de "I Walk Alone" com Tarja. "Undertaker" e "Victim of Ritual" foram os destaques do final do show, com o público bastante cantante. O que achei estranho, no caso, foi o excesso de voice over na última música, deixando ela em alguns momentos um pouco mecanizada demais, o que é meio desnecessário para um show que deve primar pela qualidade da voz – afinal é para isso que os fãs estão lá.
O destaque do bis fica por conta de "Until my Last Breath", que ainda é um grande resumo da excelência da carreira solo de Turunen – e sem dúvidas ainda a preferida do público. No resultado geral, o show foi muito bom, e o público pareceu sair da casa com mais um gosto de quero mais. A grande pena foi a remoção de "The Phantom of the Opera" do setlist. É uma música que pede os vocais de Tarja.
Setlist:
1. Demons in You
2. 500 Letters
3. No Bitter End
4. Lucid Dreamer
5. Shameless
6. Calling from the Wild
7. Supremacy (cover do Muse)
8. Tutankhamen / Ever Dream / The Riddler / Slaying the Dreamer (medley do Nightwish)
9. Set Acústico (Until Silence / The Reign / Mystique Voyage / House of Wax / I Walk Alone)
10. Love to Hate
11. Undertaker
12. Too Many
13. Victim of Ritual
Bis:
14. Innocence
15. Die Alive
16. Until My Last Breath
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