Grave Digger: Fazendo mais um show consistente no Brasil

Resenha - Grave Digger (Carioca Club, São Paulo, 26/03/2017)

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Por Diego Camara
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É difícil falar algo diferente do GRAVE DIGGER. Eles já tem uma mão cheia de passagens pelo país, e sempre que vem ao Brasil levam boas plateias em todos os shows que se apresentam, mostrando um público cativo e bastante apaixonado por estes mestres do heavy metal épico. Desta vez, vieram com um novo disco debaixo do braço: “Healed by Metal”, lançado em janeiro deste ano pela Napalm Records. Confiram abaixo os principais pontos do show, com as fotos de Kennedy Silva.

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O show contou com a abertura dos brasileiros do ARMAHDA. Uma banda que une um som de heavy metal com bons elementos musicais nacionais e ótimas letras sobre momentos da história do Brasil. Foram 40 minutos de espetáculo, e a banda foi muito bem recebida pelos fãs, que curtiram bastante o show. A qualidade do som estava ótima, marca do respeito da produtora com as bandas de abertura. Dou como destaques a música “Canudos”, que tem uma excelente ligação com o estilo musical do cangaço, e “Paiol em Chamas”, uma música potente e rápida cantada em português.

Não demorou muito, após o Armahda, para o Grave Digger subir ao palco. Uma espera de menos de 20 minutos mostrou o excelente trabalho da equipe de som mais uma vez, já estava tudo pronto para o espetáculo principal. A banda subiu ao palco às 20h em ponto para um Carioca Club bastante cheio. Foram muito bem recepcionados e abriram com a ótima “Healed by Metal”, do novo disco. O público cantou com vontade junto com Boltendahl, que animou bastante os fãs da banda.

Depois da abertura, a banda sacou um dos seus velhos clássicos que dificilmente fogem do repertório. O público curtiu muito “Witch Hunter”. O som estava realmente ótimo, perfeito. Era possível ouvir todos os instrumentos da música. Foi um excelente trabalho da equipe técnica e da produtora, que pelo visto cumpriram muito bem com o que um show como o do Grave Digger pede.

“Ballad of a Hangman” teve o bom e velho clichê de brincar com o público, que entoou o coro da música com prazer para Boltendahl. “Lionheart” também foi um ótimo destaque, com um refrão cantado a plenos pulmões pelos fãs. “The Round Table” marcou um excelente solo de guitarra de Axel Ritt, que emocionou o público e garantiu aplausos da plateia. A bateria foi um grande destaque em “The Dark of the Sun”, e a plateia se encantou com “Morgan le Fay”.

Fechando o show, a banda trouxe a pancada de heavy metal que é “Excalibur”. Infelizmente, a música desta vez não veio junto com “Knights of the Cross”, que fez falta desta vez no setlist. Para fechar, a banda trouxe como sempre seu maior clássico “Rebellion (The Clans are Marching)”, onde como sempre a plateia é destaque e ofusca a banda. Primeiro cantam juntos com o vocalista, depois sozinhos, em uma afinação perfeita com o som do Digger. O solo de Ritt, mais uma vez, é perfeito e limpo, e a marcha dos escotos faz tremer o Carioca Club.

No bis, a banda mostrou que não perdeu o ritmo conquistado em mais de uma hora de show. Abriram com “The Last Supper”, que não pode faltar no setlist da banda. O ótimo solo de piano na introdução da música deu o tom para um bis que não perdeu o ritmo da parte principal da apresentação.

A banda ainda teria fôlego para voltar ao palco mais uma vez, afinal não seria logo aqui que eles não fechariam o show com “Heavy Metal Breakdown”. A banda deu seu tudo para fechar nesta música. O público cantou com vontade, emocionando a banda, que parecia não querer acabar o show. Fez uma pausa, mais uma boa brincadeira com os fãs, para logo em seguida continuar a música. A satisfação no rosto do público no fim do show era evidente, apesar que muitos realmente poderiam ter encarado ainda mais uma hora de espetáculo facilmente.

Grave Digger é:
Chris Boltendahl – Vocal
Axel Ritt – Guitarra
Jens Becker – Baixo
Marcus Kniep – Teclados
Stefan Arnold – Bateria

Setlist:
1. Healed By Metal
2. Lawbreaker
3. Witch Hunter
4. Killing Time
5. Ballad of a Hangman
6. Season of the Witch
7. Lionheart
8. The Round Table (Forever)
9. Tattooed Rider
10. The Dark of the Sun
11. Hallelujah
12. Morgane le Fay
13. Keyboard Solo
14. Excalibur
15. Rebellion (The Clans Are Marching)
Bis:
16. The Last Supper
17. Call For War
Bis 2:
18. Highland Farewell
19. Heavy Metal Breakdown

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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