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Borknagar: banda traz seu som das antigas pela primeira vez

Resenha - Borknagar (Hangar110, São Paulo, 22/03/2017)

Por Diego Camara
Em 26/03/17

Pela primeira vez em mais de 20 anos de carreira, os noruegueses do Borknagar aportaram no Brasil para um show. Uma das mais versáteis bandas da cena do black metal da Noruega, estes caras tem um som complexo e extremamente bem trabalhado, raro de ver. Foi para muitos uma grande surpresa que tenham vindo ao Brasil, e ainda mais grande surpresa que o pequeno palco do Hangar110 comportasse uma banda tão grande. Confira os principais detalhes do show, com as fotos do mago Fernando Yokota.

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O show começou 21h em ponto. O Hangar110 não estava abarrotado de gente, mas o público foi grande. Poderia até ser melhor. Quando Vintersorg e companhia entraram para tocar 'The Rhymes of the Mountain', a primeira coisa que deu pra reparar foi que o palco realmente sofreu para comportar tanta gente e tantos instrumentos. Os integrantes ficaram bastante travados e com pouco espaço. 'Rhymes', porém, foi uma ótima escolha de abertura, o som não estava ruim, mas também não estava espetacular, e as baterias e guitarras soaram muito bem. O público cantou junto com vontade os vocais limpos de Vortex, e o show prometia muito.

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'Epochalypse' foi uma tremenda pancada no ouvido, mostrando o ótimo uso dos instrumentos da banda. A bateria de Kolstad estava potente, pulsante, e o muro de som feito pelo conjunto era muito bom. A base também foi o excelente destaque de 'Oceans Rise'. Também destaco o excelente misto de prog speed em 'Ad Noctum', que levantou o público.

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Então, no meio dos shows, os problemas começaram a ficar mais latentes. Se o som, no início, as vezes ficava embolado, começou a ficar notório que a banda tinha muito mais poder do que o Hangar110 poderia suportar. Começou com uma péssima execução de 'Universal', que virou praticamente uma música instrumental bastante morna. Os vocais de Vortex sumiram no meio do som, deixando a música extremamente pobre. O som embolado em 'The Eye of Oden' também foi bem triste. A música perdeu muito do seu ritmo característico, e o eco que foi colocado no microfone de Vortex não deu o resultado esperado. Os mesmos problemas também ocorreram em 'Ruins of the Future', onde Vintersorg também soltou uma breve reclamação sobre o tamanho do palco.

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Em seguida, os fãs são desafiados a cantar em norueguês junto com a banda a música 'Dauden', um dos clássicos do autointitulado 'Borknagar'. Tiraram o pó de uma das velharias da banda. O som dos instrumentos cresceu, e a participação do público fizeram a diferença. Os fãs, por sinal, aproveitaram e curtiram muito o espetáculo, sabendo contornar bem os problemas musicais que ocorreram durante o show. Vintersorg aproveita para prometer que a banda não vai levar mais 20 anos para voltar ao país, e dizem que se encontrarão em breve novamente.

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Para fechar o show, a banda voltou ao seu bis para executar uma das mais esperadas da noite: 'Colossus', do álbum 'Quintessence'. Foi uma grande pegada, com o público erguendo os punhos ao ar e cantando com prazer os vocais junto com Vortex. A banda teve uma excelente performance no geral, e o público mais uma vez de parabéns. Antes de deixar o show, o Borknagar deu como último presente 'Winter Thrice', antes de se despedir para que todos pudessem retornar às suas casas.

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No geral, o show foi decente. O Hangar110 acabou não se mostrando o lugar ideal para receber uma banda como o Borknagar. A quantidade de instrumentos e todo o som da banda pareceram um pouco mais do que o normal que a casa costuma suportar, e o sistema sofreu um pouco. O público, porém, pareceu não sentir tanto os problemas e soube contorná-los para curtir um show raro por aqui. Não é fácil uma produção trazer um show de uma banda como esta, com som vasto, ambivalente, e ao mesmo tempo mensurar os custos para tornar possível realizar o sonho dos fãs. A Overload esta novamente de parabéns.

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Borknagar é:
Vintersorg - Vocal
Øisten Brun - Guitarra
Jens Ryland - Guitarra
ICS Vortex - Baixo e vocal
Lars Nedland - Teclado
Baard Kolstad - Bateria

Setlist:
The Rhymes of the Mountain
Epochalypse
Oceans Rise @Info[Outro playback]
Cold Runs the River
Ad Noctum
Universal
The Eye of Oden
Frostrite
Icon Dreams
Ruins of the Future
Dauden
The Dawn of the End
Bis:
Colossus
Winter Thrice

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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