Roger Hodgson: Comemorando seu aniversário entre gaúchos
Resenha - Roger Hodgson (Pepsi on Stage, Porto Alegre, 21/03/2017)
Por Karen Waleria
Postado em 22 de março de 2017
Depois de passar por São Paulo, Florianópolis e Vitória, na noite de ontem, dia 21 de março de 2017, a "Breakfast in America Tour" chegou à capital gaúcha.
Roger Hodgson (violão, teclado, piano, guitarra e voz) subiu ao palco do Pepsi on Stage, exatamente às 21h40, acompanhado por Aaron MacDonald (saxofone, trompete, harmônica, teclados e backing vocals, Kevin Adamson (teclados e backing vocals), David J. Carpenter (baixo e backing vocals) e Bryan Head (bateria).
Antes mesmo de iniciar sua performance o cantor e compositor foi recebido calorosamente pelo público presente que cantou parabéns pelos seus 67 anos de vida completados na data. Fato que se repetiu durante o show. Sim, Porto Alegre não abriu a tour e tampouco a encerrou, mas com certeza, irá ficar marcada na memória desse lenda viva, por esse fato.
O músico muito carismático interagiu com a plateia em inglês, e tentava também interagir em português algumas vezes.
Habitualmente, Hodgson, no início dos seus shows pede que pelas próximas horas todos deixem seus problemas do lado de fora, e precisa?
Logo após os primeiros acordes de "Take the Long Way Home", música que de costume o britânico inicia seus shows, faixa do sexto e mais famoso álbum de sua ex-banda que intitula a turnê, não tem como não se entrar em transe, e viajar literalmente no tempo.
Seguida de uma sucessão de hits como "School", "Breakfast in America", "The Logical Song", "Lord it is mine", "Dreamer", "Give a little bit" e por ai vai.
O setlist muito bem elaborado foi composto por sua grande maioria de músicas do Supertramp. Fazendo um apanhado de toda a fase que Hodgson na banda. Passou, obviamente pelo "Breakfast in America", mas também contou com músicas do "Crime of the Century", "Even in the Quietest Moments, "Famous Last Words" e algumas músicas da carreira solo exitosa de Hodgson.
O set foi muito parecido com seu primeiro show aqui na capital gaúcha, o que não desmerece em nada a sua atuação. Ele mostrou no palco o que todos os presentes queriam assistir, como ele mesmo disse. E outra coisa, aposto que mesmo os privilegiados que assistiram o show debut do britânico em Porto Alegre, se emocionaram como se fosse a primeira vez. Cada vez que um músico interpreta uma música ela soa diferente, ela toca o ouvinte de diferente forma. Concordam? Ouvi um músico falar essa premissa, não me recordo quem, me desculpe o autor, e concordo com a mesma.
O nome da tour, como é domínio público, faz alusão ao álbum auto-intitulado do Supertramp, banda que Hodgson foi um dos fundadores, na qual permaneceu durante 14 anos e que vendeu mais de 60 milhões de cópias, sendo que o "Breakfast in America" foi responsável por 20 milhões desse montante. Em tempo a grande maioria das composições do Supertramp, dessa fase áurea são de autoria dessa lenda que estava diante de nós.
Entre elogios a Porto Alegre, a lenda pede que todos curtam o show, cantem, dancem. E foi o que se viu.
Durante 2 horas quase três mil fãs cantaram e se emocionaram com um dos maiores nomes da história do rock, com um dos maiores letristas do gênero. Foi uma viagem a um tempo que não volta mais, uma época na qual as composições eram feitas com mais esmero, qualidade, e nisso Hodgson é mestre, é hors concours.
O sexagenário músico, abre aspas, que dá show de longevidade em muito jovem, mostrou o porquê é considerado a voz e a alma do Supertramp. A sua ex-banda continua na ativa, mas sem ele não tem a mesma e nunca terá a mesma importância, a mesma expressão, que me desculpe Rick Davies, mas é a mais pura verdade. Sua voz e suas composições fizeram e fazem muita falta ao grupo.
A voz inconfundível de Roger Hodgson e o som também igualmente inconfundível que tira do teclado, do piano, suas marcas registradas, não mudaram com o tempo. Só fizeram melhorar, isso é um fato incontestável. Foi uma apresentação irretocável. A boa música nunca envelhece, é atemporal.
O público que quase encheu as dependências da icônica casa de shows gaúcha era composto por sua maioria por pessoas com 40, 50 anos, público que com certeza acompanhou os primórdios do Supertramp, mas também se via alguns jovens entre os presentes.
Houve alguns momentos únicos no show como quando ao tocar "Breakfast in América", Hodgson brincou que quando compôs a música pensava em curtir a vida na Califórnia, porém naquela época não conhecia o Brasil; se conhecesse o país como hoje em dia, a música se chamaria Breakfast in Brasil.
Antes de tocar "Death and a Zoo", o músico pegou uma colinha e leu em português algo do tipo: "Se você fosse um animal preferia ser livre ou viver num zoológico? A composição da sua fase solo proporcionou um dos momentos mais belos do show com seus arranjos e letra únicos que deixaram os presentes boquiabertos, uma interpretação da banda digna de um "Bravo".
Em tempo, a banda de apoio que acompanha Hodgson é competente ao extremo, retifico, chamar esses exímios músicos, de músicos de apoio chega a ser uma heresia. Além de multi-instrumentistas, os backings vocals de Aaron, Kevin e David soam perfeitos, em total simbiose com Hodgson. Vocais que só o velho e bom progress faz com total maestria.
Já mais para o final do show Aaron MacDonald pega seu saxofone e se despede do público tocando o Parabéns a Você para Hodgson, e desta vez o público cantou em inglês.
Hodgson comentou que foi um dos melhores aniversários de sua vida este comemorado no Pepsi on Stage em Porto Alegre, que teve direito até a um bolo no palco. Era notadamente visível a alegria do músico e algumas vezes era nítida a surpresa do mesmo, com as demonstrações de afeto dos presentes. Dava para acreditar mesmo nas palavras dele, que ele tem um carinho especial pela cidade.
Infelizmente quando "It's Raining Again" começa a ser tocada, sabe-se que a performance chegou ao seu fim. Hodgson sempre termina seus shows com esse hit, aliás é uma das suas músicas preferidas. Mas esse termo, infelizmente, não cabe num show perfeito como o que presenciamos na noite de ontem. O que se viu ao término da performance foram sorrisos estampados no rosto do público.
O músico despediu-se prometendo retornar o quanto antes para um terceiro encontro com os gaúchos.
A produção da T4F está de parabéns, salvo alguns problemas no som, mas nada que tire o brilho dessa noite memorável.
A turnê continua amanhã (23) em Brasília, depois segue para Belo Horizonte, no sábado (25), e termina no Rio de Janeiro, no domingo (26).
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Agradecimentos à Agência Cigana pelo suporte.
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