Sabaton: banda passou o tanque de guerra em São Paulo

Resenha - Sabaton (Via Marquês, São Paulo, 29/10/2016)

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Por Diego Camara
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Cada dia mais, Sabaton se torna sinônimo de épico. Trazendo a guerra moderna para o primeiro plano da temática no seu heavy metal, a banda alcançou seu ápice, saindo em 11 anos de um bando de suecos malucos por guerra e totalmente desconhecidos até o ponto de ser uma das melhores bandas de heavy metal da atualidade. E esta banda, já consagrada - e, diga-se de passagem, com uma belíssima leva de seguidores no Brasil - retornou ao país para sua segunda apresentação, em um Via Marquês bastante lotado. Confira abaixo os principais detalhes do show, e as imagens de Fernando Yokota.

A entrada na casa foi bastante tranquila, sem atrasos ou correria. Não demorou muito para que a casa ficasse lotada. O Via Marquês sofreu uma boa repaginada recentemente, com mudança na disposição do local, ampliação do camarote. A visão do público na pista também melhorou, apesar de duas colunas continuarem barrando algumas áreas da visão. O camarote, o maior destaque, ficou muito bom, circundando toda a área da pista em um mesanino, com uma boa proximidade do palco.

Com alguns minutos de atraso, a introdução começou a tocar no som da casa. "The March to War" sinaliza sempre o começo do show, com a abertura já clássica de Brodén dando boa noite ao público e anunciando "Ghost Division". Esta é A música para abrir o show da banda, virou marca registrada tanto pelo seu áudio extremamente agressivo nas baterias quanto por sua temática, que marca o início da invasão à França pelas tropas alemãs - e o início, óbvio, da invasão do Sabaton ao palco de São Paulo.

A banda seguiu o show apresentando algumas músicas do seu último disco, "The Last Stand". Abriu com "Sparta", que eu sinto cheiro que será figura carimbada nos shows da banda por muito tempo. A música tem o poder do ao vivo: no disco ela é boa, mas ao vivo, com o comando performático de Brodén, é outro nível. Punhos erguidos, o público gritando com vontade, como uma grande tropa de gregos marchando para a morte inevitável, torna-se uma apresentação arrepiante, especialmente com a pegada firme de van Dahl e as linhas saltadas de baixo de Pär.

Brodén também se mostrou simpático ao público, agradecendo ao apoio e elogiando a animação dos fãs. Apresentou ao público Tommy Johansson, novo guitarrista da banda. Um piadista, fez Tommy dizer "pica das galáxias" no lugar de um "eu amo vocês". A banda então tocou "Swedish Pagans", outra música que já se tornou clássica nos setlists da banda. Após "Carolus Rex", Brodén disse ainda com todas as letras que estava arrepiado pela excelente performance dos fãs. Tenho certeza que eles estavam igualmente.

Gostaria de destacar a qualidade do som da casa. O equipamento e a técnica responderam muito bem ao nível da banda. A bateria esteve sensacional durante o show inteiro, as guitarras soaram lindas em todos os solos, e a voz de Brodén estava na medida certa. A apresentação marcou um novo nível para o Via Marquês, sem sombra de dúvidas, com o ótimo destaque da produção da Liberation.

"40:1", um dos grandes destaques do show, foi extremamente bem recebida pelo público, commuita gritaria, cantoria e um moshpit nervoso aberto no centro da pista. O público ainda fez o coro junto com Brodén. Outra também muito bem recebida foi "To Hell and Back", que fez a casa tremer com os pulos de todos os fãs presentes. Foi também uma das melhor executadas pela banda. "Shiroyama", a música seguinte, foi sem dúvidas a música do novo disco que mais animou o público.

A grande surpresa - se é que, com essa internet ainda dá para ter surpresa em algum show - foi "The Lion From the North", uma das melhores músicas do "Carolus Rex" e que não andou trilhando o setlist da banda nos últimos anos. Com direito a abertura orquestrada "Dominium Maris Baltici" na introdução, a banda apresentou uma verdadeira pancada, puxada pelas guitarras de Rörland e Johansson. Foi uma grata surpresa.

No bis, a banda voltou afiada. Não demorou muito para as sirenes tocarem, anunciando "Night Witches", em mais um bate cabeça. Em seguida, a banda apresentou novamente "Smoking Snakes", que não pode faltar nunca mais em qualquer show que venham fazer por aqui, afinal é uma parte da história do Brasil que não se vê nem nos livros nem nas aulas de história. O público cantou com prazer o refrão, e se emocionou com o excelente solo de guitarra.

A banda fechou o show com "Primo Victoria", um dos grandes clássicos da banda e também já marca registrada dos shows, com o Sabaton prometendo se lembrar por muito tempo deste show. Desde que eles se lembrem de voltar aqui na próxima turnê, já vai ter valido tudo.

Sabaton é:
Joakim Brodén - vocal (1999-present)
Pär Sundström - baixo (1999-present)
Chris Rörland - Guitarra (2012-present)
Tommy Johansson - Guitarra (2016-present)
Hannes van Dahl - Bateria (2013-present)

Setlist:
Intro: In the Army Now (cover Bolland & Bolland) / The March to War
Ghost Division
Sparta
Blood of Bannockburn
Swedish Pagans
Carolus Rex
40:1
Intro: Diary of an Unknown Soldier
The Lost Battalion
To Hell and Back
Shiroyama
Resist and Bite
Far from the Fame
Intro: Dominium Maris Baltici
The Lion From the North
Winged Hussars
Bis:
Night Witches
Smoking Snakes
Primo Victoria
Outro: Dead Soldier's Waltz / Masters of the World

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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