Dr. Sin: Uma despedida honrosa de três músicos calejados

Resenha - Dr. Sin (Carioca Club, São Paulo, 19/03/2016)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Getúlio Souza
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Tive a oportunidade de ver o Dr. Sin pela primeira vez na Virada Cultural do ano passado. Por volta do meio-dia o trio Andria Busic (baixo), Edu Ardanuy (guitarra) e Ivan Busic (bateria) subiu no palco, e para o delírio, do paulistano - refém da quantidade ínfima de eventos culturais gratuitos na sua cidade - foi ao delírio. Foi um show divertido, enérgico e muito empolgante.

Regis Tadeu: Edu Ardanuy, a referência da guitarra rock no BrasilSlash: Um dia Michael Jackson ficou puto com ele?

Após seus membros informarem que a banda iria acabar, a noticia sobre a sua dissolução e posterior turnê de despedida pelo Brasil ganhou destaque na cena e causou grande comoção entre os fans, por causa do seu legado e influência para o rock n' roll brasileiro.

Apesar daquela tarde de domingo ter ficado para trás, pude presenciar o penúltimo show de despedida da banda no Carioca Club, zona oeste de São Paulo.

A abertura da noite ficou por conta do Seventh Seal, que há mais de 15 anos na estrada vêm chamando a atenção do publico e critica com seus riffs graves e pesados e suas influências que vão desde o Power até o Death/Thrash metal.

Composta atualmente por Leandro Caçoilo (vocal, ex-Eterna, Soulspell), Thiago Oliveira (guitarra), Tiago Claro (guitarra), Victor Prospero (baixo) e Roberto Moratti (bateria), a banda fez uma apresentação convincente, divulgando seu terceiro álbum "Mechanical Souls", além de outros clássicos da carreira.

Afiada, cheia de energia e disposição, pronta para mostrar todo o sua virtuosidade e talento, o Dr. Sin entrou com o pé direito e garantiu uma despedida honrosa, recheada de profissionalismo, técnica e versatilidade de três músicos calejados por 24 anos de luta e companheirismo que poucos grupos possuem atualmente.

O setlist contou com material do mais recente disco "Intactus" (2015), "além dos conhecidos clássicos como "Fire" (1995) de Brutal e da excelente "Emotional Cathastrofe", do homônimo "Dr. Sin" (1993), que fechou a noite de forma magistral.

Dentre tantas emoções ao longo da noite e do iminente desabafo de Andria "A gente ama todos vocês de coração!", mal dava para acreditar, ao ver as cortinas do palco se fechando e sinalizando um adeus que ninguém desejaria dar para alguém.




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Dr Sin"Todas as matérias sobre "Seventh Seal"


Regis TadeuRegis Tadeu
Edu Ardanuy, a referência da guitarra rock no Brasil

SinistraSinistra
Banda de Ardanuy, Mariutti, Fernandes e Rosa solta single

Dr. SinDr. Sin
A crise do rock nacional

Dr. SinDr. Sin
Agora todo mundo lamenta? Vão se foder!, diz Regis Tadeu

Top 5Top 5
Discos de metal nacional com nomes de outros estilos


SlashSlash
Um dia Michael Jackson ficou puto com ele?

Classic RockClassic Rock
Os 50 maiores álbuns de rock progressivo

MetallicaMetallica
As extravagâncias da banda para tocar no Rock in Rio

Danilo Gentili: O sertanejo tem mais atitude roqueira que o próprio roqueiroUltraje a Rigor: Roger diz que foi tratado como lixo pela equipe dos StonesPantera: "odiei gravar Cowboys From Hell", diz Phil AnselmoLed Zeppelin: 200 milhões nos últimos 5 anos, a coleção de discos de Page

Sobre Getúlio Souza

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

adGoo336|adClio336