Dr. Sin: Uma despedida honrosa de três músicos calejados

Resenha - Dr. Sin (Carioca Club, São Paulo, 19/03/2016)

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Por Getúlio Souza
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Tive a oportunidade de ver o Dr. Sin pela primeira vez na Virada Cultural do ano passado. Por volta do meio-dia o trio Andria Busic (baixo), Edu Ardanuy (guitarra) e Ivan Busic (bateria) subiu no palco, e para o delírio, do paulistano - refém da quantidade ínfima de eventos culturais gratuitos na sua cidade - foi ao delírio. Foi um show divertido, enérgico e muito empolgante.

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Após seus membros informarem que a banda iria acabar, a noticia sobre a sua dissolução e posterior turnê de despedida pelo Brasil ganhou destaque na cena e causou grande comoção entre os fans, por causa do seu legado e influência para o rock n' roll brasileiro.

Apesar daquela tarde de domingo ter ficado para trás, pude presenciar o penúltimo show de despedida da banda no Carioca Club, zona oeste de São Paulo.

A abertura da noite ficou por conta do Seventh Seal, que há mais de 15 anos na estrada vêm chamando a atenção do publico e critica com seus riffs graves e pesados e suas influências que vão desde o Power até o Death/Thrash metal.

Composta atualmente por Leandro Caçoilo (vocal, ex-Eterna, Soulspell), Thiago Oliveira (guitarra), Tiago Claro (guitarra), Victor Prospero (baixo) e Roberto Moratti (bateria), a banda fez uma apresentação convincente, divulgando seu terceiro álbum "Mechanical Souls", além de outros clássicos da carreira.

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Afiada, cheia de energia e disposição, pronta para mostrar todo o sua virtuosidade e talento, o Dr. Sin entrou com o pé direito e garantiu uma despedida honrosa, recheada de profissionalismo, técnica e versatilidade de três músicos calejados por 24 anos de luta e companheirismo que poucos grupos possuem atualmente.

O setlist contou com material do mais recente disco "Intactus" (2015), "além dos conhecidos clássicos como "Fire" (1995) de Brutal e da excelente "Emotional Cathastrofe", do homônimo "Dr. Sin" (1993), que fechou a noite de forma magistral.

Dentre tantas emoções ao longo da noite e do iminente desabafo de Andria "A gente ama todos vocês de coração!", mal dava para acreditar, ao ver as cortinas do palco se fechando e sinalizando um adeus que ninguém desejaria dar para alguém.




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